segunda-feira, 10 de abril de 2017

PASSIVIDADE OU INDIFERENÇA DIANTE DA VIDA





 "Todavia, alguém que não responde ao ser estimulado é alguém morto, e quando não, certamente é alguém em sedação profunda"

Jailson Freire
 

O tempo todo somos expostos a diversos tipos de estímulos. Até mesmo dormindo, quando sonhamos ou temos pesadelos somos estimulados a sentir algum tipo de emoção; um prazer ou qualquer outra forma de sentimento.

Acordados, buscamos incessantemente por algum tipo de emoção que nos lembre o quanto estamos vivos. 

É isso! Sentir que estamos vivos!

Responder aos estímulos que recebemos faz de nós seres vivos, pois neles temos contato com todo tipo de emoção, prazer ou dor. São os estímulos que nos impulsionam a encontrar algum sentido na existência nos tornando ainda mais ávidos por sentir. Os estímulos nos impulsionam a querer mais da própria existência.

São tantas coisas que nos estimulam. Algumas são capazes de nos estimular à prática do que há de pior em nós. Já outras nos levam a desejar ser melhor a cada dia. Algumas dessas coisas fazem com que a nossa existência se transforme numa verdadeira bagunça. Outras movem a gente a sermos melhores.

É possível viver sem os estímulos? É possível vivermos sem emoção? Não. Não é possível!

Todavia, alguém que não responde ao ser estimulado é alguém morto, e quando não, certamente é alguém em sedação profunda. Incapaz de responder positivamente ou negativamente.

Alguém assim, na melhor das hipóteses está em estado de coma. Alguém que não pode mais falar; se expressar. Não pode responder; dizer sim ou não. Não pode sentir prazer ou dor. Não pode odiar ou amar. Não pode acreditar. É alguém indiferente à guerra ou a paz. É alguém que não toma conhecimento do caos. É alguém em depressão profunda.

É o caso de muitos que vivem como mortos. Não sente nada. São indiferentes. São passivos ao existir. Não sabem o sentido do próprio existir. Estão sempre aguardando, mas não sabem o quê. Estão sempre olhando da janela da locomotiva, mas não veem a beleza da paisagem que passa. Alimentam-se, mas não sentem o gosto e o sabor da mais bela e doce fruta. O sal já não salga e nem tempera a sua existência faz tempo. Não têm alegria, pois estão como mortos.

Gente que não sabe o porquê das flores. Não se importam com o azul do mar. E as estrelas não passam de pontinhos que brilham inutilmente no firmamento. Não entendem que isso é a pior das mortes.

Ouvem uma canção como se fosse o som de um martelo batendo um prego. Não se emocionam diante de uma sinfonia; não sabe nem mesmo o que é uma sinfonia. Não vê beleza no que é belo e não se incomoda com o feio. Gente indiferente à existência. Estão sem fé.

Todavia é gente preciosa. Gente comprada, mas não se deram conta ainda de que já podem viver como livres e não mais como escravos. Gente que custou caro. Gente que custou cruz e sangue. Gente amada por Jesus e que deviam ser amadas por nós. Gente que necessitam que lhes apontem o caminho iluminado. Gente que precisam ser chamadas para fora. Que ao despertar do sono profundo em que se encontram são transformadas em vidas que geram vidas. Que sentirão o prazer de chorar e se emocionar diante da vida. Gente viva!

"Pelo que diz: Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te iluminará" 
Efésios: 5. 14


Nenhum comentário:

Postar um comentário