domingo, 13 de fevereiro de 2011

ELE ESQUECEU!



Jailson Freire

Lembro-me com muita saudade do dia em que completei quinze anos. Foi um dia muito importante na minha adolescência, pois estava feliz por poder realizar com meus próprios recursos àquela festa.

Isso mesmo. Com apenas quinze anos, trabalhei e economizei o suficiente para realizar uma festa. Não era o que se podia dizer "uma senhora festa", mas...
Convidei muitos dos amigos e irmãos de nossa congregação e graças a Deus, muita gente apareceu para comer o bolo comigo naquela especial ocasião.

Naquele dia, cantamos e comemoramos com alegria o dia em que Deus permitiu-me completar mais um ano de vida.

Voltando mais no tempo, posso lembrar também de quando brincava com uma das tampas de panela da minha mãe. Brincava na calçada como se fosse um volante de um ônibus que corria na estrada. Eu gostava muito sonhar que dirigiria um ônibus... "Quem sabe algum dia." Eu dizia. Nesse tempo, devia ter uns oito a nove anos... Poder lembrar de nossa infância é motivo de muita alegria!

Alguns anos antes de me sentir um motorista de coletivo, vejo um menino que brincava com uns de seus tios - Por incrível que possa parecer, também tinham a mesma idade que eu, pode crê.

Numa dessas brincadeiras de criança, lembro perfeitamente de um dia em que havia uma corda no quintal de casa.

Fiz algo completamente idiota, mas perfeitamente possível de ser feita por um menino da minha idade: Peguei aquela corda e amarrei no caibro que sustentava o beiral do telhado. - (a casa era bem baixa naquele ponto, pois existia um montinho de areia no canto), Coloquei a corda no pescoço...

Um tio mais velho que eu - Apenas dois anos - e que brincava comigo resolve ir ao banheiro justo naquele instante. Foi nesse momento em que a minha mais imbecil brincadeira teria acabado em tragédia se esse meu tio não tivesse voltado de pressa.

A vida é assim... Possuímos boas e más lembranças. Coisas legais que vivenciamos na infância. E outras histórias nem tão legal assim, que podem, com um pouco de esforço, voltar a nossa memória...

Basta começarmos a rememorar e muitos outros fatos vão a nossa mente voltar.
Como poderíamos lembrar de fatos tão antigos que aconteceram com você e comigo? Como pode o Senhor da existência esquecer dos nossos erros e vacilos? Como pode ele se esquecer dos pecados cometidos se tão somente confessarmos e crermos que por nós ele sofreu o castigo?

Não posso nem mesmo imaginar se dos nossos equívocos e pecados o Senhor da vida resolvesse relembrar! O que seria de um pobre coitado em profundo lamento depois de um justo julgamento?

Ele podia condenar, mas resolveu amar. Ele podia aniquilar, mas todo dia uma nova oportunidade nos dá. Ele preferiu a dor e o desprezo a nos ver afundar em nossos erros. Ele, pela morte optou para que cada um de nós um dia encontrasse o Senhor.

Por essas e outras é que fico intrigado, pois não existe passado que Deus não possa apagar.

É fato inegável o que aconteceu no dia em que Jesus Cristo morreu; dos pecados que cometemos ontem, com certeza ele se esqueceu!... Graças a Deus!


"Porque serei misericordioso para com suas iniqüidades, E de seus pecados e de suas prevaricações não me lembrarei mais." (Hebreus 8 : 12)

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

COMO FOI PRECISO, DEUS ENVIOU UM ANJO...

Jailson Freire

Os rumos tomados pela existência são inúmeros e os caminhos e bifurcações em uma estrada são tantos que jamais ousamos contá-los. Basta pegar uma estrada e constatamos que ao decorrer da mesma veremos entradas que certamente nos levariam a algum lugar.

Pode ser que algumas dessas entradas à beira da estrada nos levem a algum manancial de águas límpidas e correntes. Pode ser que nos levem a algum bosque diferente. Pode ser que nos levem a alguma cidade bonita e calma.


O problema é que pagar para ver pode ter um custo deveras alto demais. Pode ser que, talvez, não nos valha à pena correr tão imprevisíveis riscos, mesmo estando curiosos para saber aonde aquela nova estradinha margeada por lindas arvorezinhas possa nos levar.

É que muitas dessas estradinhas podem nos levar a lugares sem volta. Caminhos que nos fará lamentar não ter seguido adiante. Caminhos que terminará em desastre; num mergulho ao fundo de um abismo qualquer que arde.

Foi assim comigo...

Uma estrada que precisava tomar - todos tem que partir algum dia-. Várias possibilidades e um sonho debaixo do braço: ser feliz e ter uma família.

Um garoto inexperiente, uma vontade enorme de viver contente e um sorriso de esperança estampado nos dentes. Algumas propostas e uma esperança na melhor aposta. Um plano elaborado e uma vontade enorme de partir. Agora tenho que ir!

Eis a dúvida. Eis uma bifurcação à vista e nem uma placa que pudesse ser vista a me dizer que seria essa a estrada que devia ser seguida. A estrada que me levaria a cidade da Nova Vida.

Entrar ou não na estradinha? Eis um dilema a ser resolvido. Sozinho, dizia eu, não consigo.

Uma oração, um pedido solene e então: Deus enviou um anjo!

Uma mulher que não mede esforços. Que quando necessário, se posiciona como guerreira que é. Uma verdadeira “Ester”. Uma menina, uma amante, uma verdadeira mulher... Um sorriso importante que faz de mim o que quer. Sou seu garoto, seu súdito, amante, sou o que ela quiser.

Ela é esposa e amiga, companheira e baluarte de toda a família. Conselheira de todos os dias. Uma rainha, princesa estoenteate; uma mulher muito mais que elegante. Linda, meiga e charmosa... De todas as mulheres do mundo, ela é a mais cheirosa!

Essa é a minha esposa. Essa é a minha mulher que amo tanto. Como foi preciso, já disse... Deus enviou um anjo.
UMA HOMENAGEM AO ANJO QUE ME ACOMPANHA A TANTO TEMPO:
A MINHA ESPOSA ARLENE

"Mulher virtuosa quem a achará? O seu valor muito excede ao de rubis." (Provérbios 31 : 10)

domingo, 16 de janeiro de 2011

Déjà vu de Elefante: A Tromba Que Matou Muita Gente



Era uma tarde como outra qualquer...

Verão: uma estação muito desejada por muitos. O sol é quente e convidativo. Um tempo de descanso e férias para alguns indivíduos. Um momento de tranqüilidade para outros que moram na cidade. Recomeço para outros... Reavaliação de erros passados e metas a serem estabelecidas.

Festa e muita alegria misturada a visões de sonhos a serem realizados algum dia... Um passado preste a ter fim e um futuro novinho por vir. Algumas histórias vividas que precisam ser esquecidas... Um momento ideal para varrer o lixo para debaixo do tapete do nosso quintal. Fingir que nada aconteceu no verão passado; no carnaval. Verão que passou não pode voltar jamais...

Daqui para frente tudo seria diferente... Bastava apenas o relógio virar um pouco mais pra frente e deixar com que o barulho de fogos sacudissem as emoções de toda gente: um tempo novo e quente chegaria para abalar a mãe, o pai e a tia.

Muita música, abraços e promessas sendo feitas por cima das que nunca chegaram a ser cumpridas. Muita alegria, gritos e bebidas.


É preciso entorpecer a verdadeira realidade que insistia em sorrir debochadamente para os que na festa se divertiam. Ela não devia estar na mesma festa; ela veio lembrar que tudo não passaria de fantasias.

Veio lembrar que um verão não é apenas tempo de praia sol e alegria... De carnaval, festa e poesia. De praia, músicas e folia... Ela veio para lembrar que o ciclo certamente se repetiria. Que iria aguar a bebida. Que as chuvas a muitos afogaria.

Não imaginava que a história sempre se repete. Que o filme visto ontem é o mesmo que está a um ano em nossa estante. Que as notícias do verão passado, é um “déjà vu” de elefante. Que a tromba d'água poria fim a muitas vidas.

Agora, o que restou são as lágrimas a solidariedade e a dor. Os sonhos, a triste e as incertezas de antes... As desculpas requentadas de uma sociedade mal representada; as safadezas dos que apesar de tudo, ainda conseguem tirar a própria sobremesa.

O resto as águas levaram para os bueiros dos vales deixando sobre a nossa cama toneladas de lama covarde. Por baixo da lama, pode procurar; estará a dona esperança abraçadinha com a prima fé... Elas não nos abandonariam mesmo que a noite calasse por um tempo o dia!

O que fica é a certeza de que no inverno que virá, aguardaremos ansiosos que o sol volte a esquentar.


ECLESIASTES CAPÍTULO 3

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

QUANDO UMA ALMA FICA ALEIJADA


Jailson Freire

Quem aí já pediu para não ter uma das pernas levante a mão! Hum... Agora quem aí pediu para ser cego levante uma de suas mãos!... É acho que ninguém... Vou tentar de novo: Quem aí já orou um dia para não ter as mãos levante a mão! Opa! Isso parece contraditório... Como pude fazer uma pergunta tão esquisita?

Seria mesmo uma estupidez alguém fazer esse tipo de oração. Quem gostaria de não ter uma das pernas, ou até mesmo as duas? Claro que ninguém. Muito menos alguém pediria esse tipo de coisas em oração. Quem seria tão estúpido assim? Hum... Que pergunta!

Mas...

Como alguém poderia viver uma vida sem sentido? Como alguém pode se doar a um desses vícios? Como alguém pode viver correndo riscos tão esquisitos?

Como alguém pode preferir comer com os porcos? Como alguém pode deixar uma vida de conforto com o Pai para andar errante em terras distantes?

Como alguém pode querer chegar ao céu se a estrada em que escolheu caminhar é a mesma que o levará ao léu? Como alguém pode querer o mais rico castelo se insiste em viver num inferno?

Uma alma aleijada não distingue entre o certo e o errado; ela não enxerga bem em um dos lados; e é míope. Uma alma aleijada não enxerga as placas que indicam a direção da paz na estrada... Uma alma aleijada não escuta a voz do pai que chama para a vida; em seus ouvidos tem uma ferida. Uma alma aleijada não parece se importar com o calor das chamas que podem queimar o seu mais caro terno... Não entende o significado da palavra inferno.

Um abismo sempre será a porta para outro pior e mais profundo. O que fazer para uma alma aleijada poder enxergar a escada que leva ao lugar de descanso fora do mundo? Sua visão é obscura e confusa.


Mas sei que a resposta existe. Sei que só alcança a verdade a alma aleijada que entende que a cura existe!

"Porque o coração deste povo está endurecido, E ouviram de mau grado com seus ouvidos, E fecharam seus olhos; Para que não vejam com os olhos, E ouçam com os ouvidos, E compreendam com o coração, E se convertam, E eu os cure." (Mateus 13 : 15)

domingo, 12 de dezembro de 2010

A REALIDADE E A ALMA HUMANA

Jailson Freire


Eu, minha alma, meu ego, minha história, meu passado, meu presente e meu futuro... Uma realidade refinada pela esperança e inalcançável pelo tempo que me resta. Um tempo que é covarde e difícil de acompanhar com a dose de fé que nos fora concedida para usar.

Um tabuleiro posto a mesa da vida para ser jogado como se fosse uma despedida... Uma brincadeira de mau gosto inventada pra dá desgosto a quem se atreve a revelar seu rosto para cada nascer de sol que se pode ver daqui do fundo do poço.

Por quê tinha que ser desse jeito? Não haveria forma melhor de uma realidade acontecer para a alma de um sem vergonha que veio a nascer? Quem inventou essa palavra que se diz?... Quem sabe o significado de ser feliz? Quem experimentou tal realidade que possa contar para um infeliz?

Não me venha com essa de dizer que é simples a definição dessa tal palavra feliz. Não me venha dizer que para tal, basta você ter! Que basta comprar e satisfazer... Isso, já fiz...

Como entender a realidade de alguém que veio à terra apenas para ser IN? IN feliz... IN capaz, IN desejado, IN correto... Como saber o que se passa na mente de alguém que não pode ter um teto? Que não tem qualquer razão para existir... E não saber aonde hoje, vai dormir?

Como saber os sentimentos que povoam a alma de alguém que como um pássaro vive cercado pelas grades de uma gaiola existencial? De uma vida sem sal?

A alma humana foi envolvida por uma realidade que não se pode chamar de vida. A alma humana nunca soube do que realmente precisa, mas sabe que precisa... A alma humana não sabe o que é vida, mas sabe que está viva. A alma humana busca o que realmente importa, mas vive trancada atrás da porta. A alma humana faz escolhas, mas está sempre se apressando para a forca.

Ah se a alma humana abrisse seus ouvidos para o que Ele disse a respeito de uma nova realidade que existe!.. Ah se a alma huma escutasse a mensagem que Ele falou... Há se escutasse! Há se o seu coração abrisse!

"Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo." (Apocalipse 3 : 20)

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

AQUI AMANHECEU


Jailson Freire


Não importa o quanto o deserto seja claro durante o dia. Não importa o quanto o sol escaldante tornam os dias. Nem mesmo a noite é sempre escura no deserto, pois não há lugar melhor para que a lua sua claridade exiba.

É claro que são dias terríveis os que temos que viver quando estamos num lugar tão inóspito como esse. São dias tristes os que alguém precisa viver num deserto. São dias em que parece mesmo não adiantar chamar por socorro; ninguém nos escutaria.

É no deserto que as lembranças de dias felizes vividos outrora parecem estar bem definidos na tela de nossas lembranças. É no deserto que paramos para refletir no quanto éramos auto-suficientes em nossas demandas do dia a dia. Não fosse esse lugar terrível, não seria possível a cura ser estabelecida em nossas almas feriadas.

No deserto da alma parece mesmo ser noite até mesmo nos dias de muito sol. A escuridão do deserto é muito mais que noite sem luar. A escuridão do deserto está dentro da nossa alma.

Faça o que precisa ser feito! Levante-se desse montinho de areia imperfeito... Deixe a mochila velha e suja no chão de sua existência e vá sem nada que possa impedir a sua caminhada até que seja avistada no lugar da areia suja e quente, uma bela e nova estrada.

Esteja certo de que sozinho você jamais esteve neste lugar. No deserto da alma não é lugar de escutar, mas de falar... De abrir o coração e se queixar. No deserto da alma Deus estará atento a cada palavra que temos a falar. Seja sincero e autêntico. Se deixe derramar.

Isso já aconteceu antes:

Um homem que amava a Deus. Que era rico de bens... Que tinha família e tudo o mais também. Seu nome era tão curto quanto a palavra que mais prezava em sua vida e que definia o quanto ele cria. Mas um belo dia – fazia sol nesse dia – As coisas então de bom pra pior mudaria e Jó ao olhar pra si viu que nu e doente passava os dias. Não havia mais esposa, filhos, bois e nem a estribaria... Além de tudo, o Deus que com ele falava todo dia, mudo também ficaria... E lá se vai Jó rumo ao deserto de sua vida... Mas o melhor da história é que do deserto, Jó um dia voltaria... Mas a história desse homem não acabaria até que Deus dá em dobro a Jó o que antes do deserto ele tinha.

Aqui amanheceu!

terça-feira, 19 de outubro de 2010

VIVER OU EXISTIR?


Jailson Freire


A temperatura não é muito agradável. À noite faz muito frio... Durante o dia o sol é escaldante. Mas o que mais provoca o sofrimento é a solidão desse lugar de angústia e lamento... O tempo parece nunca passar. Parece até que nunca se chegará a qualquer oásis... Não se observa nesse lugar qualquer sinal de árvore e água fresca... Os recursos são ínfimos e a vontade de desistir é imensa.

Pela posição das estrelas deve passar da meia-noite... O sono não vem. O corpo dói... As pernas parecem querer matá-lo. Os pensamentos fervem na mente.

Um pequeno pedaço de papel que ainda resta e a caneta que fora doada como único bem precioso que presta... É necessário escrever o que se pensa de tudo isso... É necessário pôr a mente para refletir ou então dormir.

Tente imaginar o significado de estar nesse lugar... Não é fácil estar num deserto durante tanto tempo...

São as perguntas que não param de ecoar na mente que impulsionam à busca das respostas.

Qual seria a diferença entre viver e existir? Como seria possível viver sem existir? Como alguém pode existir e ainda assim não estar vivendo?

O que parece mesmo é que, existir é estar por aí... Existir é ir e vir. Existir é falar; é agir... Existir é andar sem saber para onde ir. Existir é chorar, é sorrir. Existir é estar aqui ou ali. Existir é acordar ou dormir... Existir é comer e engolir. Existir é estar feliz ou fingir... Existir é comprar, vender e consumir, é construir e destruir. Existir é estar entediado ou até mesmo se divertir. Existir é ganhar, gastar ou pedir. Seriam esses motivos que nos trouxeram aqui?

Existir às vezes até parece legal não viesse o tempo da pá de cal... Existir às vezes é como algodão doce, não fosse o sal do desgosto... Existir também parece, às vezes, um prato de sobremesa, não fossem as péssimas surpresas.

Qual seria então a outra opção oferecida antes da nossa partida?

É claro! Ele ofereceu... Ele nos deu. De graça... Isso sim tem graça... Isso sim tem sabor. Ele nos deu em sua morte a oportunidade do mais que simplesmente existir. Ele nos deu a vida... A que é abundante! Isso sim motiva a continuação da jornada em um deserto. Isso sim planta a clareza de que o melhor pode estar logo ali depois das dunas das incertezas.

Viver é estar num deserto a caminho do que é realmente belo.

Existir pode ser entrar numa caverna. Pode ser entrar no portal do inferno!

O que vai decidir?



"...eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância." (João 10 : 10)

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

PARA QUE SERVE UM DESERTO?


Jailson Freire

Olhe para o norte. Olhe para o sul. Vire a cabeça para a esquerda e veja você mesmo o que há à sua direita!

O que você me diz? Consegue enxergar vida à sua volta? Consegue ver alguma coisa que possa presta para alguma coisa? Consegue olhar algo além de areia, poeira, calor e frio?

Meio dia. O sol está no ápice de sua cabeça. Você tem um caminho imaginário a seguir bem diante de seus olhos. A única referência para seu objetivo é o sol escaldante de dia e uma lua congelante à noite. O ambiente não é nem um pouco hospitaleiro. As pressões são a cada dia mais forte. O desejo de parar e esperar a morte aumenta a cada dia de caminhada, mas você sabe que desistir seria a pior opção a seguir.

A areia está muito quente e a sede consome suas entranhas. Sua visão começa a embaçar e o suor pinga em gotas gigantes em seus olhos. Seu sapato não é suficiente para impedir que o calor da areia não queime seus pés. Seu casaco é inútil diante do frio que congela a sua existência durante a noite, mas você sabe; não pode parar!

Você caminha dia após dia por que sabe que o alívio virá, mas não sabe quando isso acontecerá. Você chora as dores de um existir medonho, ainda assim, acredita na promessa de que o sol não te molestaria de dia e nem a lua na noite. - Palavra difícil de acreditar...

Seus dedos ardem, mas mantém a fé de que está sendo conduzido às águas que refrigeram a sua alma. Sabe que logo a noite cairá e que o frio não terá pena de você, mas acredita será coberto por imensas asas. - Foi o que prometeram a você.

Diante de um momento existencial tão cruel, não seria nada inconveniente fazer uma pergunta ao céu:

A final, para quê serve um deserto?

É no deserto que o cuidado de Deus se revela. É no deserto que entendemos o propósito da existência. É no deserto que a vida mostra o seu verdadeiro valor. É no deserto que aumenta o contraste entre o alívio e a dor. É no deserto que descobrimos que solidão nunca fez parte da vida de um cristão. É no deserto que nos é concedido a instrução. É no deserto que aumenta a tentação.

O deserto é o lugar que Deus usa para nos ensinar. O deserto foi feito para a nossa existência melhorar. O deserto é uma das muitas provas de amor que Deus nos dá.

No final do deserto, seremos servidos. No final do deserto teremos sobrevivido!



Então o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos, e o serviam. Mat. 4:11

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

A ORAÇÃO QUE SABEMOS FAZER


Jailson Freire

É assim mesmo; às vezes nos faltam palavras... Ou às vezes não há o que dizer. Ou talvez até haja muito que dizer, mas não sabemos como.

Pode ser que mesmo havendo o que dizer, o coração esteja ansioso demais para conseguir se expressar; se expressar não é tão simples assim.

Pior ainda é quando as palavras parecem fugir. Quando tudo que temos para falar parece para nada servir. E quando dizemos e nada falamos? E quando falamos e nada conseguimos dizer... Sem contar a mistura que fazemos das palavras que estão contidas no assunto que precisamos tratar com o Pai.

E tem também, os momentos em que as lagrimas nos fazem borrar as palavras que temos a dizer. Às vezes acontece também da ansiedade fazer nosso coração bater tão forte e tão alto a ponto de não nos deixar ouvir o que temos a dizer.

É assim mesmo... Isso acontece com todos; com qualquer um que esteja com a alma em agonia, mas um dia o mestre nos ensinou como fazer nesses momentos ruins da vida. Ele nos ensinou a ligar o piloto automático para que a aeronave da nossa existência não deixasse de voar rumo à cidade do "Tudo é Fantástico". Ele nos ensinou o que falar quando parecer não haver mais nada a dizer diante da calamidade. Ele nos ensinou a oração que sempre funciona quando a alma se encontra de cama. A oração que pode religar as turbinas da nossa fé, e nos mostrar o Deus que sempre foi e que é...

“Pai seu, Pai meu, pai nosso que estás nos céus e em todo lugar. Santificado sempre foi o teu nome e sempre será. Por isso, seja feita a sua boa vontade no céu, na terra e no mar. O pão, o leite, o café da manhã, o almoço e o jantar de cada dia nos deixe de dar. Perdoa os nosso vacilo, pecados e bolas fora, assim com perdoamos os que a nós deviam se explicar. Não me deixa ser tentado pelo mal, pelo que tem aparência de mal, e nem por mim mesmo, pois não resistiria a esse peso, todavia me livra de todo mal que habita os ares, meu coração e meu quintal. O senhor sabe... Teu sempre foi o reino, o poder sobre tudo e todos e a glória que só alguém como você poderia ter no passado, sempre e agora. Assim seja!”.

Depois disso é só seguir com a vida e esperar o milagre...


Mateus 6 : 9

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

COMO SE FOSSE A PRIMEIRA VEZ




Talvez seja melhor desistir de tudo. Já tentou ser alguém que deseja ser e deixar de ser quem de fato é. Já fez de tudo para não cair no mesmo laço que prendem seus pés; não descer ao mesmo poço, mas é sempre assim... parece um filme que reprisado por várias vezes já se dá a conhecer o início o meio e fim.

O final é sempre o mesmo, não podia ser diferente; a final, é o mesmo filme... É a mesma história, são os mesmos fatos... A mesma rede, os mesmos laços e o mesmo desfecho. O mesmo choro, a mesma culpa e a mesma vontade de desistir. O mesmo confessar. O mesmo perdão e desejo de não cair.

Mas espera aí!

A idéia não é desistir. A idéia é prosseguir... O alvo está logo ali. A esperança é imortal; se morreu não era esperança; era apenas um fulano de tal. É necessário lembrar os fatos que mudaram a história e que a dividiu em antes e depois, se tem boa memória... É preciso entender quem de fato nós somos; entender as dimensões que nos limita em nossas razões. Saber o lugar da existência em que estamos inseridos e jamais pensar de nós mais do que nos é devido.

Vejam isso:

Um dia de dor intensa. Um sentimento de perda e horror. Um criador deprimido, mas não arrependido. Um filho querido... Uma cruz que haveria de fazer sentido... Uma criação em gemido. Um tempo em que todos condenados, éramos como bandidos...

Feito!

Agora o caminho da liberdade e paz foi apontado. A ira iminente aplacada. O perdão oferecido de graça, uma eternidade de paz para o que se vai nessa barcaça.

Jamais jogará na cara os equívocos cometidos por cada arrependido. Não importa quantas vezes tenha que voltar à fonte, sempre haverá água corrente para lavar a sujeira de ontem. Sujeira que inevitavelmente tentará manchar a roupa nova doada por quem te colocou na estrada.

Toda vez que precisar sua roupa lavar, como se fosse a primeira vez será.



"E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo. I João 2:2"

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

ERA UMA VEZ...


Jailson Freire

Era uma vez um sonho. Um desejo, um alvo, um projeto, um objetivo. Mas o tempo passa e com ele muita coisa passa também.

Era uma vez uma espera; ou seria esperança? Não entendemos muito bem disso ainda, mas continuaremos tentando... Talvez seja essa teimosia que nos coloca em movimento. Ou talvez seja esse sono que nos leva ao sonho que nunca se realiza. Sonhar às vezes é frustrante depois que acordamos.

Era uma vez uma atitude, mas ao contrário do que se pensava, ainda não seria dessa vez.

Como das outras vezes, alguém chegou na frente e aí você sabe... "O jeito é voltar a dormir para que se possa voltar ao mundo dos sonhos."

Era uma vez um projeto. Um projeto bem elaborado e pensado nas minúcias de seu funcionamento; era uma nova chance de realizar!... Alguém chegou mais uma vez em sua frente e por isso o seu projeto pareceu mais um plágio perfeito.

Era uma vez um desejo. Um desejo de subir o próximo degrau, mas sabe como são as coisas... As coisas às vezes mudam e com isso, um novo degrau não seria mais suficiente para atingir o objetivo antes projetado. "E agora o melhor a ser feito é voltar a dormir... Quem sabe no próximo sono o sonho seja menos difícil de ser realizado."

Era uma vez uma promessa. Uma promessa de um novo lugar para realizar-se. Uma nova vida; um começar de novo proposto aos sonhadores, aonde os sonhos são reais demais para serem sonhados dormindo.

Uma promessa de vida isenta de frustrações. Um descanso imenso para o verdadeiro “eu” de um cristão. Um banho refrescante com a água que nos molha de vida e paz. Uma brisa cheirosa que a todos transportam para o alto do prazer eterno. Asas tão alvas e macias para o vôo matinal de todo dia. Um sol diferente com brilho intenso que nos aquece a mente.

Não se trata de uma fábula qualquer, mas algo real e maravilhoso prometido pelo que veio de Nazaré. Uma história ainda a ser vivida por toda família. Uma esperança ainda a ser vivida. Uma promessa ainda a ser cumprida.

Já não falta muito tempo mais... Já estamos vivendo o limiar de uma nova aurora de paz. Já estamos vivendo o fim da velha história.

Era uma vez...

...Até que chegamos aqui.

"E vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe." (Apocalipse 21 : 1)

terça-feira, 22 de junho de 2010

RECOMEÇO


Jailson Freire


Depois do acontecido, quando não sobra nada além de sombras e dúvidas. Depois que resta apenas sentar e chorar... Depois que tudo se esvai e que a esperança pareça morta e inerte. Depois que as dúvidas de que o amanha será mesmo uma realidade ou uma impossibilidade...

O que esperar de algo que pareça morto? O que poderia trazer de novo a esperança de que a vida possa mesmo re-continuar? O que pode trazer a certeza de que apesar de tudo o sol certamente nascerá outra vez?

Como uma vida morta poderia viver outra vez se já é de quatro dias e até cheira mal? De que forma uma impossibilidade possa transformar-se em uma possibilidade? Como seria possível isso diante de uma calamidade?

Não importa se morreu. Não importa se perdeu... Não importa se não deu... Não importa se não foi dessa vez... Não importa se acabou... Não importa se nos abandonou... O que importa então?

Recomeço é sempre muito difícil, mas possível... É a possibilidade surgindo do nada; de onde a esperança era falecida. Recomeço é a maior possibilidade de uma história ser recontada com um novo e maravilhoso final. Recomeço é uma nova fase de vida que re-começa depois do perdão. Recomeço é a graça derramada que nunca acaba.

Recomeço é tirar do que não existe o melhor para a existência. Recomeço é a conta zerada para que possamos seguir numa nova estrada e bem pavimentada. Recomeço é a alegria que fora roubada voltando pra nós de mala. Recomeço é uma nova canção quando da outra já estamos enjoados. Recomeço é um café fresco no lugar do requentado.

Como é bom recomeçar mesmo que um preço tenhamos que pagar. Como é bom saber que o pecado cometido já foi até mesmo esquecido. Como é bom saber que depois do choro encontramos o Amigo... Como é bom saber que o que passou, passou e que seguir em frente é a melhor opção a ser vivida.

Recomeço é isso... Recomeço é saber que mesmo depois de parecer estarmos mortos, ressurgimos!

"Ó minha alma, espera somente em Deus, porque dele vem a minha esperança." (Salmos 62 : 5)

domingo, 13 de junho de 2010

NO FIM DA TARDE



Jailson Freire



O que poderia esperar de um dia como esse?
Muita coisa acontece em um dia. O tempo todo é gerado fatos e acontecimentos que para alguns, não significará absolutamente nada, mas para outros, poderá significar vitória ou derrota.

Um dia começa sempre como uma nova chance de se viver o melhor de uma história que será contada de várias formas. Um dia começa muitas vezes depois de esvaziada a memória do que aconteceu no dia que antecedeu, ao menos devia ser assim...

Fato é que não se pode correr do que tiver que viver no dia que segue alucinado para alguns, enquanto que para outros, o relógio pareça preguiçoso demais... Lento demais... Irritadiço demais...

Passam as horas... Coisas boas, coisas ruins; coisas lastimáveis também poderão ser necessárias se viver. É preciso levar o pão para casa... É necessário seguir nessa estrada. Estrada tão cheia de boas e más intensões para os corações.

O dia parece bom... Ou o dia parece não estar legal? Não importa o que aconteça. Não importa o que pereça... Não importa o que viveu... Não importa se foi feliz ou ganhou o seu... Não importa se amou, se deixou de amar. Se comeu bem, ou não almoçou. Se sorriu ou chorou. Se fez amigo ou se um perdeu...

Quando a tarde chega é sinal de acerto de conta. É sinal que o dia se despede. É sinal de que chegou a hora do balanço. Quando a tarde chega, deve procurar um canto para chorar seus desencantos. Quando a tarde chega um peso poderá sentir na mente. Quando a tarde chega é preciso reavaliar...

No fim da tarde é que entendemos que o dia que se foi não mais voltará. Que a oportunidade de concerto com o próximo terá que esperar. Que o perdão devido terá que adiar. No fim da tarde a depressão pode encher o coração de tristeza e compaixão de si e de seu irmão.

É no fim da tarde que tem a certeza de que a noite poderá não ser moleza, mas um tormento, pois deixou de aniquilar o leão enquanto o dia era claro.

É no fim da tarde que a esperança parece esvaziar-se de si mesma. Que a alegria esperada não compareceu. E agora? Ah, essa triste!...

Todavia, pode ser no fim da tarde a melhor oportunidade de confessar os equívocos para Deus. De entregar a esperança num novo dia seu, e cantar a canção de renovo como quem não morreu. De dizer que vai esperar que as coisas melhorem de novo... De falar que confia o caminho e que nunca mais seguirá sozinho. Mesmo que a noite seja de pesar, o fim da tarde é a melhor oportunidade de dizer que Nele vai confiar.

Amanheceu!

"Porque a sua ira dura só um momento; no seu favor está a vida. O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã." (Salmos 30 : 5)

sexta-feira, 4 de junho de 2010

QUANDO É NECESSÁRIO TOMAR UMA ATITUDE...


Jailson Freire


Sempre foi assim... Preciso me conformar, a final, isso não vai mudar! Deve ser o destino que pegou esse menino(a)... Deve ser assim mesmo... Nunca será diferente.

"Sempre se fazendo de contente!"

Não. Tudo bem... Deixa disso, faça o bem... O bem que nunca quis fazer ao fazer o bem que fez. O bem que transformou-se em monstro que agora quer atacar você e trazer-te desgosto.

Pode ser que seja tarde... (Não é!) - Pode ser que não haja mais tempo e a dor não passe com o vento. - (Ainda há tempo! Não foi enganado; sabia em que isso daria. Alimentou esse mal até com farinha...) Agora é esperar o fim da linha? - (Jamais!)

"Não. Tudo bem, isso deve passar também... (Mas não passou e só aumentou!) Faz calor nesse inverno... (Anda... Pega esse chinelo!)"

Quem poderia salvar a família que agora se vê por inteira envolvida? (Podia ser diferente se apenas, tão somente não entrasse na trilha do amor cego à toda gente). Que vida!...

A pintura na tela que nada tem de bela poderá ser repintada com toque especial diferente.
Quem sabe não haja uma mudança radical nesse fulano de tal? Mas isso pode custar uma atitude diferente... Isso custará oração... Isso custará mais ação... Isso vai custar atitude e revolta com a situação. Isso custará uma reação!

Será necessário mudar a estratégia para ganhar essa guerra. Terá que descer para buscar o que perdido pareça estar... Terá que se nivelar, mas sem se igualar... Terá que amar diferente. Terá que em amor trazer para perto da gente.

Terá que não se conformar, tão pouco ser clemente. Terá que buscar a ajuda em quem nunca houvera falhado antes.

Mesmo que tudo pareça perdido e que não haja vida viável nesse indivíduo, acreditar na virada pode ser a única passagem para por uma nova vida na estrada.

Confiar que a história pode ser outra e deixar com que o Senhor da existência traga de volta o que se escondeu no porão da revolta.

Fará o caminho de volta quando o fim da linha se mostrar à porta... Voltará para os braços da luz quando não houver mais forças para lutar até mesmo contra Jesus...

Ele o estará esperando de braços abertos quando disso tudo esse fulano for liberto.

Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti; Lucas 15:18

domingo, 30 de maio de 2010

HOJE ELA PARTIU...


Jailson Freire

Era um tempo difícil. Mesmo assim haveria de se sentir saudades?

Apesar de difícil, era o tempo de sonhar. Sonhar com um futuro que começava a se revelar como se uma cortina se abrisse diante de seus olhos juvenis...

A sua história começava a fazer sentido. Seus sonhos e desejos pareciam que se realizariam e as perspectivas eram tantas que o coração parecia saltar ansioso para que todas as promessas pudessem ser realizadas ao mesmo tempo.

Um casamento ingênuo, um conto de fadas que logo se revelaria nojento. Uma decisão de fechar seus olhinhos para o lamento e seguir firme a fim de que uma missão já instalada pudesse agora ser realizada ainda a tempo de ser feliz.

A canção que fazia o pano de fundo; a trilha sonora de sua vida logo deixou de ser suave e tocada por um delicioso piano para se transformar numa marcha quase fúnebre tocada desorganizadamente por uma orquestra que parecia torcer para que o final dessa história fosse o mesmo de um filme de horror de segunda categoria; mas ela sabia...

Ela sabia que uma guerreira não podia se acovardar. Ela sabia que chegaria um dia lá... Ela sabia que ao fim da missão sentimento que surgiria em seu peito era a de uma missão cumprida.

Foram dezesseis filhos e tantos netos que sabiam que não poderia haver outro porto que fosse tão seguro quanto o de seu colo de mãe e avó; ela sabia.

Ela sabia que seu exemplo de fé era o maior bem a deixar como herança para os que desejassem herdar.

Ela sabia que a terra prometida era promessa feita e que seria cumprida.

Ela assinou em baixo. Ela jamais negou o fato. Parecia já ter feito uma viagem antes de reconhecimento à cidade onde nunca haverá lamentos; a cidade é linda, descrevia ela...

Deixou uma canção para servir de trilha sonora para o final da bela história de amor que viveu com seu salvador e que findava aqui para começar logo ali... Ela cantava:

“Ainda bem que eu vou morar no céu...”.

Hoje ela partiu...

UMA HOMENAGEM A QUEM INFLUENCIOU NA FÉ QUE TENHO NO MEU SENHOR

Até logo vovó...

domingo, 23 de maio de 2010

MESMO DEPOIS DE TUDO


Jailson Freire

Não entendo... Não compreendo... Não sei por quê? Mas fato é que mesmo não entendendo as razões, é possível enxergar a perfeita condução para uma cidade diferente.
É visível que o caminho é muito apertado e íngreme. Para caminhar nesse caminho é necessário o uso contínuo das sandálias especiais.

A caminhada é sempre tão dura que custamos a acreditar que não se trata de uma simples jornada; é uma árdua batalha diária.
São muitas as armadilhas à espreita. São laços e mais laços colocados para que a jornada seja atrasada. São muitos atalhos que nos levam ao perigo da morte eterna.

Durante a caminhada, podemos passar por vários caminhos à beira de precipícios pedregosos. Não será novidade deparamos com feras sedentas por nosso sangue e alma. Somos presas prontas para sermos devorados não fosse o auxílio enviado.

Constantemente adulados para que mudemos a direção; não poucas as vezes desviamos a rota para a cidade da da perdição. Não muito depois, queremos justificar o cansaço que podia ser aliviado no refrigério do Príncipe da paz.

Cantamos vitória antes do tempo só porque recebemos alguns momentos de contentamento. Achamos que chegamos à cidade só porque uma tempestade fora desviada para outra cidade.

Teimamos em seguir o mapa que traçamos num momento de delírio egocêntrico, para depois ter que voltar com o coração pesado e cheio de lamento ao caminho indicado pelo Mestre no início da caminhada.

Achamos melhor caminhar pela calçada, quando a orientação nos mandava seguir pela estrada ainda que muito esburacada.

Mesmo depois de tudo, Ele sempre esteve conosco. Mesmo depois de tudo Ele nos livrou de muitos desgostos... Até que cheguemos à Cidade da Paz; a cidade do “Eu Nunca Vou Morrer”.

Levate! Venha! Vamos continuar a jornada.

"Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono." (Apocalipse 3 : 21)

quarta-feira, 19 de maio de 2010

HOJE ELA PARTIU...

Jailson Freire



Era um tempo difícil. Mesmo assim haveria de se sentir saudades?

Apesar de difícil, era o tempo de sonhar. Sonhar com um futuro que começava a se revelar como se uma cortina se abrisse diante de seus olhos juvenis...

A sua história começava a fazer sentido. Seus sonhos e desejos pareciam que se realizariam e as perspectivas eram tantas que o coração parecia saltar ansioso para que todas as promessas pudessem ser realizadas ao mesmo tempo.

Um casamento ingênuo, um conto de fadas que logo se revelaria nojento. Uma decisão de fechar seus olhinhos para o lamento e seguir firme a fim de que uma missão já instalada pudesse agora ser realizada ainda a tempo de ser feliz.

A canção que fazia o pano de fundo; a trilha sonora de sua vida logo deixou de ser suave e tocada por um delicioso piano para se transformar numa marcha quase fúnebre tocada desorganizadamente por uma orquestra que parecia torcer para que o final dessa história fosse o mesmo de um filme de horror de segunda categoria; mas ela sabia...

Ela sabia que uma guerreira não podia se acovardar. Ela sabia que chegaria um dia lá... Ela sabia que ao fim da missão sentimento que surgiria em seu peito era a de uma missão cumprida.

Foram dezesseis filhos e tantos netos que sabiam que não poderia haver outro porto que fosse tão seguro quanto o de seu colo de mãe e avó; ela sabia.

Ela sabia que seu exemplo de fé era o maior bem a deixar como herança para os que desejassem herdar.

Ela sabia que a terra prometida era promessa feita e que seria cumprida, custasse o que custar.


Ela assinou em baixo. Ela jamais negou o fato. Parecia já ter feito uma viagem antes de reconhecimento tamanha certeza do que a esperava do outro lado; a cidade é linda, descrevia ela...

Deixou uma canção para servir de trilha sonora para o final da bela história de amor que viveu com seu salvador e que findava aqui para começar logo ali não terra do “Eu Nunca Vou Morrer”. Ela cantava:

“Ainda bem que eu vou morar no céu...”.

Hoje ela partiu...

UMA HOMENAGEM A QUEM INFLUENCIOU NA FÉ QUE TENHO NO MEU SENHOR

Até logo vovó...




sexta-feira, 14 de maio de 2010

GAME OVER – FIM DE JOGO


Jailson Freire

Pode até fazer muito tempo o dia em que foi apertado o botão “Start” Para que fosse iniciado o mais impressionante "jogo": O "jogo" da sua existência.

Não havia até então, nenhuma noção do que teria que enfrentar em cada fase desse "jogo", a final, jogo é jogo e nunca se sabe até aonde isso pode chegar.
Não sabia que durante a longa partida tivesse que "jogar" com os personagens que não queria "jogar", mas isso não é um treinamento; é necessário "jogar" e "jogar" pra valer, mesmo que o inimigo não seja uma escolha sua.

Nesse "jogo" é óbvio que haverá sempre algumas chances de se recuperar e continuar jogando, mas mesmo assim as lesões são inevitáveis e elas poderão levar você à desistência da partida pelo desânimo. Todavia, nesse "jogo", não haverá como desistir, pois essa decisão nunca caberá a nós.

Sendo assim, se é para "jogar", então que as oportunidades de no decorrer desse jogo, as estratégias possam ser mudadas. Nesse caso, melhor será ler o tutorial que ensina os “macetes” menos lógicos, mas eficazes na obtenção da vitória de cada partida.

É uma questão de escolha ler ou não o tutorial, mas é certo que uma vitória só virá se consultamos esse manual.

As derrotas servem para alimentação do banco de dados para que a próxima fase seja coroada de vitória, mas ninguém gosta de perder. Ninguém gosta de ter que começar a mesmas jogadas várias vezes, mas no final é isso que quase sempre se faz necessário para que possamos passar de fase.

Quantas "vidas" mais terá que perder para aprender a vencer as batalhas que são impostas no decorrer? Quantas vezes terá que começar a mesma jogada até que possa finalmente saber que nunca devemos deixar de ler o manual do "jogo do existir". Não chegará vencedor quando o “jogo” terminar se o manual deixar pra lá. Será enganado pelo adversário com seus blefes intermináveis, além de em várias jogadas, tentar nos fazer de otário.

Tem que ter visão... Tem que ter conhecimento dos botões; saber para que servem... Saber suas funções. Tem que ser rápido e perspicaz. Tem que está atendo e saber como se faz. Tem que se encher de forças e de paz, pois vencer não é uma opção e nem um "tanto faz"... Tem que ser astuto e tranqüilo; tem que abandonar os seus "grilos"... Tem que enxergar além do inimigo. Tem que entender o que se esconde por trás; Tem que ansiar pelo melhor final. E o melhor Game Over é combater o bom combate, completar a última fase e nunca esquecer de que, quem o colocou nesse “jogo”; o jogo da existência, o colocou para vencer!



"Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé." (II Timóteo 4:7)

quinta-feira, 6 de maio de 2010

SE O FOGO CONSOME, ENTÃO NÃO SERÁ ÚTIL


Jailson Freire

A realidade que cerca a nossas vidas parece exigir de nós mais do que realmente precisamos. Tende a requerer que tenhamos o que nem sempre será tão útil quanto imaginássemos que seria. São coisas que nos fazem até sonhar em tê-las, mas podem em pouco tempo virar pesadelo.

Se desejarmos é porque pode tornar-se tão inútil quanto sem valor no tempo da calamidade ou no momento da dor.

O valor das coisas não é determinado pela etiqueta que indica a quantidade de suor que devemos gotejar para que apenas possamos guardá-las para que outro, talvez venha usá-las.

Nenhum tesouro vale mais que uma alma. Nenhuma casa valerá mais que nosso corpo. Nenhum bem valerá mais que uma consciência impregnada de dignidade. Dignidade é, e sempre será igual à liberdade em poder elogiar a quem verdadeiramente merece o elogio que deveríamos dá.

A esperança é uma visão focada na essência de um existir verdadeiro. Futuro não consistirá em quanto se pode gastar e acumular para que cedo ou tarde, todos tenhamos que aqui deixar.

Se possuir é uma idéia comprada pela alma, então terá que vender a mesma idéia quando a lista de presença for passada. Terá que explicar o significado do verbo “dividir”, e se não puder argumentar, então da presença soberana terá que sair.

Se tiver que comprar com dinheiro então não serve... Se tiver que pagar com boleto é porque vale tanto quanto um pedacinho de queijo. Se tiver que passar o cartão, comprometido todos com isso estarão. Se o fogo consome, então não vale um grão... Se for preciso um cheque assinar, espere um pouco; ele há de compensar!

O que a alma deseja não se pode pagar. O que de fato se almeja não tem como comprar. O que será necessário quando o tempo parar de contar, só de graça a graça terá.

O que queremos não tem etiqueta. Não tem valor, pois é impagável e vermelho a sua cor... Foi nos dado gratuitamente por um Salvador.

O que desejamos vale mais que a própria vida que temos aqui. Vale mais que esse limitado existir. O que ansiamos o fogo nunca consumira, nem há de consumir, não enferruja e nunca será corroído por uma traça que uma parede, às vezes vemos subir.

O que realmente queremos, tira a nossa alma da caverna. O que todos desejamos é a vida eterna!



"E perguntou-lhe um certo príncipe, dizendo: Bom Mestre, que hei de fazer para herdar a vida eterna?" Lucas 18:18 ...

sábado, 1 de maio de 2010

NÃO É LÓGICO, ALÉM DE ESQUISITO...

Jailson Freire

Como uma conspiração bem elaborada na sala secreta e divinamente planejada para dá certo, mesmo que na dimensão terrena pareça tudo tão envolto em caos e desordem. Nem sempre o que enxergamos é o que parece ser. Nem sempre o que parece perdido, deixamos de ter.

Podem ser muitas as coisas que somamos à lista de prejuízos. Pode ser uma dor enorme. Pode ser uma perda grande e coberta de valor incalculável. Pode ser que tenha sido forçado a ficar de joelhos, todavia, é de joelhos mesmo o melhor momento para conspirar com o Deus da existência sobre o que realmente pode ter importância quando não há nada mais para ser perdido. Ou podemos escolher levantar e continuar reclamando da vida que escolhemos ter.

Pode ser a perda da confiança no que era um bom amigo de infância. Pode ser a perda involuntária da dignidade construída a custa de milagres ou do orgulho de ser gente em meio à multidão; pode ser um perdão.

Perder pode ser uma regra e ganhar uma exceção. Sorrir, um evento raro e chorar uma sinistra e constante canção.

É assim com tantos que parecem ter vindo ao existir apenas para chorar ao invés de cantar e sorrir.

É assim quando é necessário abrir mão de si para que livre o um outro possa seguir. É assim quando é preciso matar o que se é, para o que se quer possa voltar em forma de paz e fé.


Não é lógico, além de esquisito... Mas é andar na contramão do perigo... É escolher o caminho secreto que nos leva a cidade da paz com o Deus de perto. É estrada iluminada aonde não se vê o perigo, pois quem nos livra nunca está de longe. É vida certa depois que a lâmpada queimar, é o melhor lugar por entre os cascalhos que se tem para caminhar. É contraditório para um sistema que se registra em cartório, mas é a forma de se livrar do rancor e do ódio.

É caminho proposto ao ser rasgado o véu; é caminho para o céu!


"O caminho de Deus é perfeito; a palavra do SENHOR é provada; é um escudo para todos os que nele confiam." (Salmos 18 : 30)

terça-feira, 13 de abril de 2010

TUDO FICOU PARA TRÁS...


Jailson Freire

Antes, a vista daqui era linda... Daqui se via a bela família que sempre cantava a canção que se ouvia como se a vida fosse sempre sorriso e cantiga. Mas isso ficou para trás.

Dava pra ver também, a esquina onde os namorados se encontravam depois de um dia duro de trabalho pra falar do presente futuro e passado além de beijar o seu amado. Mas isso ficou para trás.

Daqui se via a criançada que corriam por entre as vielas e escondidos vigiavam os mais empolgados enamorados. As crianças que brincavam depois da aula no fim da tarde. Mas isso ficou para trás.

Daqui se via os trabalhadores quando chegavam em casa suados e cansados da labuta diária. Era sempre um duro dia de trabalho o que lá em baixo enfrentavam por seus amados. Mas isso ficou para trás.

Daqui se via a moça que subia depois da aula, segurando em seus braços os livros que seus sonhos embalavam. Mas isso ficou para trás.

Daqui dava pra ver a noite iluminada da cidade que a nós desprezava. Dava pra ver os carros passando nas ruas como se fossem meninos passeando em seus brinquedinhos de metal que ganharam no dia de natal. Mas isso ficou para trás...

Daqui dava pra ver gente como se elas fossem formigas sem destino à procura de um caminho que as levassem a lugar nenhum... Dava pra ver o Zé que na esquina vendia angu. Mas isso ficou para trás...

Daqui se via bem a igrejinha que tinha como vizinho aquele bar da esquina deixando bem claro o contraste entre os caminhos que alguém podia tomar... Dava pra ver cada canto da ladeira que me trazia pra cá. Mas isso ficou para trás...

Daqui se via o lugar em que a turma se encontrava num domingo à tarde para comer a pizza da dona Dinda e falar da nossa vida... Mas isso ficou para trás...

As histórias de cada um que aqui morava eram recheadas de casos e descasos. Se cada um dos que aqui estava pudessem contar para os que aqui ficaram, seria inevitável a compreensão dos fatos que nos levaram a aqui plantar as nossas estacas. Para os que se foram, não é mais possível chorar. Para os que ficaram a saudade sempre os acompanharão.

Os dias de alegrias ou de tristezas passados aqui não mais existirão. Os sonhos que juntos sonhamos teremos que re-planejar. Teremos que reescrever a nossa história, pois a que fora vivida antes da lama e do lixo; tudo ficou para trás.


Uma homenagem às vítimas da tragédia das chuvas do Rio de Janeiro, especialmente do Morro do Bumba em Niterói, minha cidade.



"Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados;" (Mateus 5 : 4)

sexta-feira, 2 de abril de 2010

ATÉ QUE ELE VENHA...


Jailson Freire


Ainda posso escutar o barulho das correntes e dos gemidos de dor. A agonia estava estampada em seu rosto. A sede, o calor, o ardor provocado pelo suor que ao tocar sua testa em carne viva, devidos aos espinhos, que eram ornamentos de uma coroa sinistra.

O caminho de dor agora era sem volta. Não havia atalhos... Não havia qualquer possibilidade de que os fatos programados pudessem ser cancelados na sala do trono eterno; era o preço a ser pago.

Nessa hora vinha à sua mente as boas lembranças dos três anos que passara ao lado de seus amigos queridos...

Seu amigo amado, João... O impulsivo Pedro... Tomé, o jovem melindroso... Mateus... Que rapaz de fé! Não hesitou ao ser convidado para experimentar o que é viver por fé. Aquelas crianças que adoravam vê-lo passar... Não esqueceria nunca da cara dos que hoje o crucificavam no momento em que, seu amigo Lázaro saiu daquela caverna de morte para uma vida de paz.

Isso tudo já faria valer à pena o que estava preste a acontecer, mas havia muito mais ainda por trás da sombra enorme que aquela cruz fazia naquela tarde.

As dores tornavam-se mais intensas e os gemidos ainda mais horrendos. Era chegado o momento: suas mãos seriam fixadas com pregos que a muito, no depósito enferrujavam.

Em um único golpe, o último prego penetrou e a dor ainda mais aumentou. Ele não parava de lembrar da noite passada onde a ceia era servida juntamente com palavras de vida. Palavras que pareciam comida e que era com amor servida.

As lágrimas de paixão rolavam por seu rosto e desciam até o chão. Chão que testemunharia o evento que passaria a fazer valer à pena o que chamamos de vida.

Lembrou que nos deixou uma promessa; que voltaria para levar-nos para festa... Que tomaria conosco outra vez do fruto da vide que o próprio Pai fez.

E que, a todos os que em seus coração a promessa guardada mantenha, tome da ceia até que ele venha.


"E digo-vos que, desde agora, não beberei deste fruto da vide, até aquele dia em que o beba novo convosco no reino de meu Pai." (Mateus 26 : 29)

sábado, 20 de março de 2010

ELES SENTIRÃO A NOSSA FALTA



Jailson Freire


São dez para meia noite... Falta muito pouco para que a escuridão total tome conta do que chamamos de existência.

Está lá... Está previsto. Ele foi bondoso em nos avisar... Ele nos disse... Não foram muitos os que acreditaram, mas para os que creram uma história maravilhosa demais para ser descrita está para acontecer a qualquer momento.

Ele disse que seria como num abrir e fechar de olhos... É... Será muito rápido mesmo. Repentino... Como um raio que corta de lá para cá. Com um estalo... Maravilhoso! Será fantástico!

Falando em fantástico, como seria noticiado um evento tão impar como esse?

“Algo extraordinário demais aconteceu”! Uma parte da humanidade simplesmente desapareceu... O caos tomou conta do mundo! Muitos aviões estão despencando do ar! Coisa impressionante... Carros desgovernados por todo lado! Isso não pode estar acontecendo! Isso parece um pesadelo!...

“Vamos agora a mais uma notícia: O governo mundial...”.


As coisas que eles diziam somente agora parecem fazer sentido... As canções que eles cantavam pareciam coisa de outro mundo, e a gente criticava. As palavras daquele louco que gritava na praça eram muita loucura pra cabeça dos que agora terão que passar pela desgraça.

Sentirão a nossa falta. Sentirão os ouvidos arderem em ansiosa busca por uma porção da verdade, mais aí será tarde demais em toda cidade.

Correrão de um lado para outro com um coração cheio de desgosto por não ouvir o que um outro tentou dizer tão próximo do seu rosto.

Sentirão falta de nós... Tentarão cantar a mesma canção que cantávamos ao seu lado, mas tudo parecerá tão desafinado...

Sentirão falta de nós... Ficarão surpresos em ver que o dinheiro tomado “por fé” de outrem não comprará nem um saquinho de biscoito. Saberão então, que estavam enganados quando o acordo assinado fazia descer a sua própria alma pelo ralo.

Sentirão falta de nós... Sentirão falta da música, do amor e da palavra de paz. Sentirão falta dos testemunhos que descreviam com muita clareza do que Deus foi capaz...

E você? Também quer sentir falta de nós?

Agora são cinco para meia noite.

"E haverá em vários lugares grandes terremotos, e fomes e pestilências; haverá também coisas espantosas, e grandes sinais do céu." (Lucas 21 : 11)

domingo, 14 de março de 2010

QUANDO NÃO HOUVER MAIS SONHOS


Jailson Freire


Aonde mais poderíamos encontrar a graça e o prazer em nosso existir? O que mais poderia acontecer para que pudéssemos considerar viver por aqui? Onde está o sentido de tudo? Por que teríamos nós que esperar ainda mais por algo prometido?
Já esperou demais?... Já fez tudo o que sempre foi capaz? Já labutou como sempre e ainda mais... Já pagou demais... Já gastou demais... Já poluiu demais. E agora? Para quê mais?
Desejou, comprou, quebrou, jogou fora pra comprar de novo. Dormiu, acordou, levantou, trabalhou, desejou e de novo jogou no lixo lá de fora.
Um ciclo que não vai acabar enquanto não se acaba. Uma roda que nunca para e não pode parar.
O sentido da vida não está na comida. O sentido da existência não está em possuir. Isso não pode ser importante se o que importa mesmo é existir muito além disso tudo aqui.
O sentido da vida está num abraço. O sentido da vida pode estar ao seu lado. O sentido da vida é mais que cantar... É mais que comprar. É mais que chorar. É mais que sorrir. O sentido da vida é subir!
Quando não há mais sonhos o sentido de tudo empobrece. Quando deixamos de nos encantar com o sol da manhã, então poderemos estar mortos para vivermos por lá.
O sentido da vida está em você saber que a existência não é só existir, mas resistir. Resistir quando algo terrível estiver para vir. Resistir às facetas do mal quando em nossos sonhos quiser colocar uma pá de cal. Resistir quando não houver mais para onde fugir.
O sentido da vida está no que cremos e não no que vemos. O sentido da vida cancela o veneno; o veneno da serpente que astutamente, planejou o nosso final, enquanto dormíamos em nosso florido quintal.
Sabemos que há uma promessa a ser cumprida. Uma meta a ser seguida... Uma nova história estar por vir em nossas vidas. Mesmo que o mal tenhamos que enfrentar, tenha certeza que o Cristo da cruz em breve, muito breve mesmo, vem nos buscar!
Maranata!

"Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo." (Mateus 24 : 13)

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

ELE NUNCA NOS PERDE DE VISTA


Jailson Freire

Imagine uma multidão.

Muita gente. Muita gente mesmo... Como se fosse um imenso formigueiro. Como dizem: “gente saindo pelo ladrão”... “Gente que não acaba mais”... “Gente à beça”... São muitas as frases prontas que usamos para descrever uma quantidade enorme de gente reunida num mesmo lugar; num mesmo momento.

Tente achar alguém conhecido num lugar desses; tente achar um amigo, se isso for possível...

A menos que tenha marcado um lugar em meio a uma multidão para um encontro, não será possível encontrar ninguém em nenhum canto.

É uma impossibilidade... A menos que o acaso contribua com a coincidência, não será possível um encontro nessas circunstâncias.

Como sermos encontrados quando parecemos perdidos e solitários? Imagine uma multidão de desordem e caos em nossa existência...

É em meio a uma multidão de equívocos cometidos que somos levados a nos encontrar como perdidos.

Entretanto, podemos estar certos de que o Deus do nosso existir nos encontra aonde quer que possamos ir. Ele sabe o lugar em que nos encontramos e o porquê estarmos alí.

Mesmo que uma cama a gente faça no mais profundo abismo, Ele não nos perderia de vista. Mesmo se subirmos no alto de uma montanha, seus olhos sempre nos acompanhariam.

O Deus que tudo criou sabe muito bem o que é amor. O Deus que tudo criou é quem melhor entende a sua dor. O Deus que tudo criou é quem permite que você exista. O Deus que tudo criou, nunca vai perder você de vista.

"Se subir ao céu, lá tu estás; se fizer no inferno a minha cama, eis que tu ali estás também." (Salmos 139 : 8)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

JÁ DESISTIU DE VOCÊ HOJE?

Jailson Freire


“Isso não! Pode me pedir qualquer coisa menos isso... Não sou desses que dá a outra face... Isso é coisa de gente fraca.”

Acha mesmo possível descansar assim? Acha mesmo que ganhar uma batalha implica em ter que lutar a mesma? Acredita ser possível ter uma bela noite de sono depois de reivindicar o que acredita ser um direito?

Esse é um aprendizado que nunca aprendemos se não for travada a guerra que de fato devemos.

Todo dia é uma nova oportunidade de eliminar o lobo feroz que habita dentro de nós, mas para isso, é necessário que paguemos o preço da desistência.

Não reagir diante de uma provocação sem qualquer sentido ou propósito é uma tarefa por demais complicada para ser realizada antes da oração do “Pai Nosso”.

É preciso reagir a si mesmo. É demanda essencial para quem realmente deseja vencer ao que é, e parece mal. É tarefa ardorosa, mas atitude correta para uma pessoa cuidadosa. É proceder inteligente para quem não se deixa levar apenas pelo que vem à mente.

Desistir nunca foi e nunca será algo fácil de fazer, quanto mais se isso envolve ninguém menos que você. Toda via se assim for o proceder, então estará livre de sofrer... Estará livre de tantos aborrecimentos que poderia destruir a paz interior até que sobre somente lamento.

Não. Não vale à pena tanto aborrecimento para depois ter que usar qualquer cimento para religar o que foi rompido no ardor de uma polêmica sem propósito e decência.

O melhor a ser feito é mesmo desistir do seu direito, mas para isso vai precisar dobrar os joelhos, pois será preciso pedir que a graça que é de graça resida em sua vasilha como se fosse azeite puro de oliva.

É tarefa diária e luta incessante diante da demanda que pode ser maior que um elefante quando vem contra nós quase sempre muito feroz para tirar o que de fato importa quando estamos sós.


Em troca da paz, abra mão do seu direito. Em troca da paz, comprar a briga, só se for de joelhos... Em troca da paz, mate esse lobo como se mata um piolho.

Desista de você só para em paz viver!



"Aparta-te do mal, e faze o bem; procura a paz, e segue-a." (Salmos 34 : 14)

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

CHAMAR DEUS DE LOUCO!


Jailson Freire

Já fomos chamados de obstinados. Já fomos chamados inconseqüentes. Já fomos chamados de depravados... Corruptos, malditos, desprezíveis, indesejáveis, mau feitores, ladrões, trapaceiros... E a lista é interminável.

Já mentimos. Já falamos do irmão, da tia, do vizinho, do chefe e do patrão. Já desejamos que alguém se ferrasse só porque não quis fazer a nossa vontade; “quanta imbecilidade!”.
Criticamos com a nossa medida de “justiça” a quem até podia ser da nossa família.

Já fomos julgados e não recebemos a pena merecida. Já tornamos gente que amávamos como alguém à muito falecido. Já deixamos de ajudar o moleque que vimos na esquina. Ignoramos o nosso igual que sofria, e sabíamos.

Já contamos dois mais dois é igual a oito. Já negamos ao nosso “amiguinho” comer do nosso biscoito.

Depois de tudo que fizemos, ainda assim, Ele morreu por você e por mim.
Depois de tudo que fizemos, Ele ainda nos livrou do veneno. Mesmo depois de provar que somos incompetentes para receber tão grande presente, Ele fez o que ninguém jamais esperou que um amigo fizesse; desceu da “Cidade Santa” sem que para isso eu fizesse nenhuma prece. Como se fosse um pedestre nos ensinou que o caminho da paz era pro leste.

Apagou nosso passado medonho de lama, e acendeu outra vez aquela chama. Trouxe-nos de volta para seus braços. Cortou dos nossos pés o maldito laço, e ainda por cima, tirou de nós aquele cansaço.

Tirou seu anel e colocou em nosso dedo. Encheu nossa alma dos seus segredos. Vestiu nossos pés com suas sandálias e ainda nos deu uma linda medalha.

Depois de trazer à vida um infeliz como eu e você que devia estar morto, não podemos jamais chamar esse Deus de louco!


"Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens." (I Coríntios 1 : 25)

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

E QUANDO O CORAÇÃO CONGELAR?


Jailson Freire


Não era a sua intenção que isso acontecesse, mas aconteceu. Pronto! Agora precisa achar a solução. A saída de volta. O retorno ao calor de sua existência. Precisa encontrar o caminho de volta ao gosto pela vida... Ao desejo pela paz incomparável que possuía em tempos nem tão remotos assim...

Está bem... Não faltaram motivos para que seu coração chegasse a se parecer com esse picolé feito de água e fel, mas sempre existiu um atalho para o caminho da paz interior e do céu. Você não viu?

Está bem... Te elegeram para inimigo. Mexeram com seu umbigo e agora é você quem sofre o castigo. Não é justo o que fizeram contigo... "Esses malditos!"

Jogaram o jogo sujo sem que você entrasse em campo. Sujaram a sua inocência como que por encanto. Desafinaram seu instrumento e estragaram o seu canto. Que desencanto!

Magoaram a sua alma e te fizeram perder a calma. Azedaram seu sorriso e picharam seu paraíso. Difamaram sua existência sem o mínimo de decência. "Quanta demência!"

Você agora tenta com suas forças perder o pouco que restou de sua dignidade e orgulho e com isso se livrar da mágoa que mais parece um montão de entulho. Grita por socorro ao Senhor do tempo e da existência como quem pede clemência sem paciência... Não é fácil, pois o orgulho parece impregnado na alma da gente, e quando se solta, leva a pouca dignidade que nos resta pra sempre.

Mas não há outro jeito de arrancar essa mancha, sem que a perda não seja grande pra caramba... Sem que não seja um perdão... Um perdãozão! Ainda mais se tudo isso estiver por dentro de um congelado coração . Não é fácil não...

Todavia, é possível que o socorro chegue para reaquecimento das nossas emoções e com isso derreta o gelo que envolve nosso coração.

Quando uma oração se fizer... E Deus responder quiser... Quando esse gelo derreter e o coração outra vez ferver, a mágoa vai cair, você vai ver! O orgulho vai morrer para dá lugar a paz que retornará para dentro de você.

"Já os meus olhos estão consumidos pela mágoa, e têm-se envelhecido por causa de todos os meus inimigos." (Salmos 6 : 7)

O SENHOR já ouviu a minha súplica; o SENHOR aceitará a minha oração (Salmos 6 : 9)

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

UMA VEZ POR ANO OU TODO DIA?


Jailson Freire


Não. Ainda não havia visto nada igual. Pelo menos para mim, a visão que tive daquela multidão era algo novo. Não era naquele lugar, considerado místico para tantos, o lugar em que eu gostaria de estar naquele momento, mas era como se tivesse que passar por aquilo...

Gente para todos os lados e andando em qualquer direção. Uma lógica inexistente para ser aferida com as inúmeras reflexões que busquei fazer ao olhar para dentro do que eu chamo de “eu”, mas algo completamente desconexo para que minha alma pudesse considerar comum.

Não demorou muito e o que me veio à mente era uma lembrança do que já ouvira da boca do próprio Mestre por algumas vezes: “São ovelhas que não têm pastor”.

Tentei entender em meio ao barulho ensurdecedor o que eu fazia naquele lugar, mas o que poderia eu fazer? Era necessário passar por aquilo... Não pude evitar. Não pude mesmo...

Era como se buscassem algo que pudesse dá sentido ao existir. Era como uma busca de um perdão para os vícios que levaram a efeito durante o decorrer do ano que estava preste a se evadir. Era como se buscassem a justificação para começar tudo novamente. Era como um ritual... Ou algo igual.

Precisava ser no segundo certo. Precisava ser no momento certo em que uma pseudo justificação seria concedida para várias oportunidades que certamente seriam perdidas no decorrer do novo ano que, sabe lá, seriam vividas .

O que poderia significar tantas explosões e luzes coloridas? Tanto espetáculo assim seria um símbolo de que um ano novinho seria posto como mais uma oportunidade de se fazer a coisa certa ou de se esconder debaixo da coberta?

Seria mais uma oportunidade de nunca mais machucar ninguém? De nunca mais desrespeitar nossos iguais e desiguais? De jamais ferir nossa família com as palavras escolhidas aleatoriamente em nossa adoecida mente?

Seria mais uma oportunidade de nunca mais fazer guerra e de matar? Seria mais uma oportunidade de tratarmos a natureza com o devido e necessário respeito? Seria mais uma oportunidade de nunca jogar lixo e plásticos inúteis ao mar para que as criaturas que vivem lá parem de se afogar no lixo que um dia para nós há de voltar?

Seria mais uma oportunidade de olharmos nossas crianças como seres frágeis das quais seremos responsabilizados no dia da vingança Divina pelos machucados que fizermos a elas, tão pequeninas?

Seria mais uma oportunidade de não vermos mais nossos jovens envolvidos com drogas ou roubo da dignidade dos seus pais? Seria mais uma oportunidade de não vermos gente matando gente depois de dirigir embriagado?

Seria mais uma oportunidade de não usar nossas jovens e adolescentes para a satisfação de um prazer doentio e bestial para os quais não haverá justificativas no dia do juízo final?

Seria mais uma oportunidade de não vermos mais jovens que nunca se viram e que por isso não teriam qualquer motivo para agredirem-se mutuamente?

Seria uma excelente oportunidade de não deixarmos mais nosso semelhante morrerem de fome por causa de nossa indiferença?

Depois de tudo que fizemos no ano que se foi o que devemos esperar de Deus a partir do primeiro minuto do ano que chegou?
1 - "E, vendo as multidões, teve grande compaixão delas, porque andavam cansadas e desgarradas, como ovelhas que não têm pastor." (Mateus 9 : 36)

"As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim;" (Lamentações 3 : 22)

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

ATÉ QUANDO?


Jailson Freire

No tempo da angústia somos levados a perder a imaginação e deixar de cantar a canção que outrora era bela e que alegrava o coração.
No tempo do medo, a nossa vida parece um trem desgovernado descendo ladeira a baixo na iminente espera do desastre.

No tempo do desespero, o que vemos ao olhar no espelho? Não seria um monturo de emoções estraçalhadas e uma imagem turva do quase nada e sem valor de nós mesmos?

No tempo da tristeza não enxergamos ninguém que possa nos estender as mãos em socorro urgente que pudesse nos livrar da angústia que faz do nosso coração o que faria um solvente.

No tempo do choro, quem poderia trazer uma esperança para um coração em desgraça?

O que esperar no tempo da desgraça? De quem esperar o socorro no tempo do medo? De quem esperar ser livre da corda que não para de apertar o pescoço?

É nesse tempo que fazemos a pergunta crucial: Até quando?

Isso já aconteceu antes:

Uma solução que nunca vinha. Uma alma cansada; em agonia, Um Deus que parecia tê-lo esquecido. Um alívio esperado como um dia de sol depois de uma noite de tormenta e tempestade.

Um Rei. Uma angústia. Um esperar impaciente. Um grito que da alma brotava como um último suspiro na agonia de um clamor derradeiro... Que desespero!

Uma certeza de que apesar da demora, o socorro viria. Uma atitude de fé que jamais renega o Deus que sabe tudo em sua vida. Um Deus que se importa com a dor de quem o ama. Uma declaração antecipada de um alívio certo que é esperado de quem espera numa cama.

Um olhar para um monte e uma pergunta intrigante: “De onde poderia vir o socorro que parece tão distante?”.

Socorro assim, só poderia vir do criador dos céus e da terra; que privilégio!

"ATÉ quando te esquecerás de mim, SENHOR? Para sempre? Até quando esconderás de mim o teu rosto?" (Salmos 13 : 1)
"LEVANTAREI os meus olhos para os montes, de onde vem o meu socorro." (Salmos 121 : 1)

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

DEPOIS DISSO, NADA MAIS A SER FEITO...


Jailson Freire


Não. Não foi uma noite boa... Na verdade, não foi uma semana boa. Não foi o planejado para ser vivido nesse período. Mas, o que fazer diante de tanta angústia promovida pelo mal? O que sentir neste momento quase fatal para as emoções de um fulano de tal?

Muita coisa pode ser feita para a busca da resolução de uma questão que quer a todo custo nos jogar ao chão.

Podemos buscar em juízo a justiça desejada, mas isso pode custar um preço do qual não queremos e não podemos pagar.

Podemos apelar para o nosso braço “forte” e resolver a parada com um golpe na face, mas isso pode inchar e doer.

Podemos discutir por horas até que se consiga a aniquilação total das emoções tanto de um como de outro, mas isso também vai gerar escombros e lixo inútil.

Podemos ignorar definitivamente o inimigo escolhido como oponente voraz às nossas razões e convicções mais profundas, mas isso não fará com que nosso “problema” deixe de existir.

Podemos nos vingar da “melhor” forma possível a provocar dor e angústia na alma de quem nos fez experimentar a mesma dor e angústia em nossa própria alma, mas depois que a dor passar o que poderia restar?

Podemos difamar o inimigo até que sua moral seja reduzida a um montão de pasta podre, e depois disso, podemos nos regozijar com o fato de nosso inimigo não ser mais útil nem mesmo para si, mas isso nos tornaria semelhantes em algum momento da existência.

São muitas as opções que podem trazer alguns poucos momentos de falsa paz e sensação de alívio e vingança para a nossa alma, mas nenhuma delas poderá durar mais que momentos. Por tanto, todas são ineficazes para que a paz possa voltar a morar em nossa existência.

Todavia, a opção mais dificilmente fácil de ser tomada está ao alcance de nós como uma nova estrada a ser trilhada, uma estrada sem curvas ou desvios, mas capaz de nos levar a cidade da paz interior.

Uma atitude honesta diante do Pai que encerra as guerras. Um confessar do que se era e um desejo ardente de mudar. Uma entrega sincera a quem pode verdadeiramente religar o elo que se partiu. Um pedido de socorro ao Deus capaz desse rolo de intrigas desembaraçar.

Depois disso, nada mais a ser feito. É só esperar!


"Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus;" (Mateus 5 : 44)

"Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra;" (Mateus 5 : 5)

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

O MELHOR DA HISTÓRIA (parte 3) Como duvidar?


Jailson Freire

Enquanto olhávamos uns para os outros assustados e atônitos, completamente paralisados por ver que o Mestre em nossa frente estava, ouvíamos atentos o que ele nos falava. Ele nos falava a respeito do que estava escrito no edito do soberano bendito. A todos nós repreendia por ver que em nossos corações a dúvida ainda residia.

Estávamos como quem sonha diante do nosso Mestre. Era o nosso Senhor que de nós em amor se aproximou.

Enquanto comia o peixe e o mel que a Ele servimos coisas lindas nos dizia a respeito do céu e do seu Reino que era vindo. Ao ver-nos empalidecidos pelo medo, nos lembrava do segredo que em suas estórias revelava enquanto pra Ele todos nós olhávamos ainda com medo.

Lembrou-nos dos fatos anunciados em tão longínquo passado. E que seu sofrimento e morte haviam sido muito bem planejados, pois esse era o único jeito de Deus perdoar pecados.

Deixou para nós que ali estávamos uma longa e árdua estrada para caminharmos. Disse-nos que a partir de então, essa impressionante história teria que ser contada. Que aquele que cresse nessa história jamais seria desamparado. Levou-nos para uma cidade vizinha onde então, seríamos como uma nova família.

Depois de estender para nós as suas mãos dispensou sobre nós a sua bênção. Com alegria imensurável no coração cantávamos todos nós uma mesma canção.

Depois de tudo que o ouvimos falar, com duvidar?

Lucas 24: 40 a 53