sexta-feira, 6 de outubro de 2017

ROUPA LIMPA


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Mas espere! Existe uma tinta vermelha que torna a mancha em sua alma uma lembrança apagada. Existe uma possibilidade real de remover a mancha que tanto nos faz mal.

Jailson Freire


Quantas manchas você gostaria que fossem apagadas de sua roupa branca encardida?

Tem manchas que são difíceis de serem desprendidas daquela camisa presenteada no natal passado por uma tia. São manchas de gorduras do lanche tomado com pressa. São manchas feias àbeça!

Não é agradável pegar aquela roupa que mais gostamos no guarda-roupas e descobrir que a mesma está manchada. É uma situação muito ruim tanto para você quanto para mim...

Logo a melhor roupa! Como não vi isso antes? - Você aborrecido diz.


Agora vai ter que escolher uma outra camisa que provavelmente não combinará com calça jeans.

Uma mancha numa roupa não é nada diante de manchas que vão sendo acumuladas em nossas histórias passadas. Não representará nada diante de fatos que precisam ser apagados. De rumos que precisam ser re-acertados.

Observamos então, que não existe alvejante capaz de tornar a nossa história tão limpa quanto uma nova camisa.


Nos sentimos incapacitados de lavar o que não deveria estar sujo. Nos sentimos impotentes quando os erros cometidos parecem querer fazer parte da alma da gente.

O problema é que a hora da festa está chegando e a roupa precisa estar pronta. Alguma coisa precisa ser feita para que na hora da festa a roupa esteja limpa e perfeita; na festa não entra se o traje não for branco; se não se livrar daquela mancha que está no canto; no canto da alma.

Você sabe que o problema da roupa manchada pode ser resolvido facilmente com uma boa lavada em detergente. Mas não sabe como poderá lavar a sujeira que manchou a sua mente? Não sabe como resolver o problema dos fatos que fizeram em seu coração tanta lambança? Não conhece nada que possa uma mágoa apagar de uma vez por todas de suas lembranças?

Mas espere! Existe uma tinta vermelha que torna a mancha em sua alma uma lembrança apagada. Existe uma possibilidade real de remover a mancha que tanto nos faz mal.

Só quem já pintou uma parede sabe como se apagar manchas causadas por umidade e mofo. Só quem conhece Jesus sabe como são apagadas as manchas de pecados e desgostos. Só quem o conhece sabe que para uma alma ficar branca novamente é necessário tingi-la com o sangue de Jesus; o sangue de um inocente!


"Se alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o justo; e Ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro" (I João 2:1, 2).

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

HOUVE UM TEMPO...



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"Mas nem mesmo o tempo ruim é surdo. O tempo ruim ouve e ouve muito bem. Ele não suporta escutar, mas quando escuta não tem escolha; tem que cessar!"
Jailson Freire


Não. Não foi um tempo que devêssemos chamar de bom. Não era mesmo. Foi um período da sua história em que o caos tomara o lugar da paz e da bonança. Foi um tempo em que o desespero se comportou como um sínico ladrão de alegria.

Foi um tempo em que a contabilidade era sempre negativa e que só havia perdas a serem contadas. Nada de bom parecia existir, e nem mesmo a esperança que antes era tão amistosa já não se mostrava de confiança. 

Foi um tempo em que a dor fazia questão em fazer compainha em sua jornada. Um tempo em que uma despedida teve que ser feita contra a sua vontade e o que você tinha de mais valioso foi arrancado de você como uma jóia que você julgava mesmo te pertencer. Você deve lembrar... Aquilo doeu um bocado...

Você lembra bem: um choro compulsivo como um soluço teimoso que te incomodou naquela noite sem luar e que nunca amanhecia. Você, no seu desespero e angústia chegou até mesmo aos céus perguntar: quando isso vai acabar!

Raros eram os dias de pouco sol na sua existência naquele tempo tenebroso. Era o tão falado vale, o lugar em que você passou a morar. E de lá, ninguém podia ouvir o seu desesperado grito de socorro. Foi intensa a dor que sentiu em se ver sangrando e em agonia sem que alguém pudesse ouvir o seu pedido de socorro.

Um tempo teimoso e que não fazia questão em ir embora. Um tempo que ficou para a história. Um tem que demora.

Mas nem mesmo o tempo ruim é surdo. O tempo ruim ouve e ouve muito bem. Ele não suporta escutar, mas quando escuta não tem escolha; tem que cessar!

Ele, o tempo ruim conhece melhor que todos nós a história. Ele sabe que não pode continuar a nos atormentar por quanto tempo quiser. Ele, o tempo ruim, conhece o seu lugar e sabe que quando precisa agir, tem que se submeter às ordens do Senhor de todo tempo e do espaço; do Senhor da existência.

Ele, o tempo ruim, entende que assim como um furacão, não pode fixar residência em sua residência. Sabe que pode até mesmo passar sob a licença do Eterno, mas tem que passar.

Ele, o tempo ruim, sabe e conhece cada promessa escrita no Livro, e entende que seu aparente poder de devastação é e sempre será limitado.

O tempo ruim é sobretudo obediente ao Eterno. Isso já aconteceu antes:

Uma tempestade que chega do nada e surpreende aos amigos do Mestre. Um sacolejar ameaçador que só pode não ter visto direito a presença do próprio Criador repousando no canto da precária embarcação.- Para ser mais legal ainda o milagre tem que ser com emoção. – O Criador foi acordado pelos demais, que ao tomar conhecimento do abusado vento, sorrir como compreendendo o propósito daquele sopro ameaçador e ordena a retirada imediata da tempestade que queria botar o terror.

Pronto! Cadê o tempo ameaçador que estava aqui?

Não precisa temer se a previsão do tempo não estiver boa. Se Jesus estiver no barco, mesmo que esteja dormindo, é garantida a nossa travessia no mar da vida.

“Levantou-se um forte vendaval, e as ondas se lançavam sobre o barco, de forma que este foi se enchendo de água.
Jesus estava na popa, dormindo com a cabeça sobre um travesseiro. Os discípulos o acordaram e clamaram: "Mestre, não te importas que morramos? "
Ele se levantou, repreendeu o vento e disse ao mar: "Aquiete-se! Acalme-se! " O vento se aquietou, e fez-se completa bonança.”






segunda-feira, 10 de abril de 2017

PASSIVIDADE OU INDIFERENÇA DIANTE DA VIDA





 "Todavia, alguém que não responde ao ser estimulado é alguém morto, e quando não, certamente é alguém em sedação profunda"

Jailson Freire
 

O tempo todo somos expostos a diversos tipos de estímulos. Até mesmo dormindo, quando sonhamos ou temos pesadelos somos estimulados a sentir algum tipo de emoção; um prazer ou qualquer outra forma de sentimento.

Acordados, buscamos incessantemente por algum tipo de emoção que nos lembre o quanto estamos vivos. 

É isso! Sentir que estamos vivos!

Responder aos estímulos que recebemos faz de nós seres vivos, pois neles temos contato com todo tipo de emoção, prazer ou dor. São os estímulos que nos impulsionam a encontrar algum sentido na existência nos tornando ainda mais ávidos por sentir. Os estímulos nos impulsionam a querer mais da própria existência.

São tantas coisas que nos estimulam. Algumas são capazes de nos estimular à prática do que há de pior em nós. Já outras nos levam a desejar ser melhor a cada dia. Algumas dessas coisas fazem com que a nossa existência se transforme numa verdadeira bagunça. Outras movem a gente a sermos melhores.

É possível viver sem os estímulos? É possível vivermos sem emoção? Não. Não é possível!

Todavia, alguém que não responde ao ser estimulado é alguém morto, e quando não, certamente é alguém em sedação profunda. Incapaz de responder positivamente ou negativamente.

Alguém assim, na melhor das hipóteses está em estado de coma. Alguém que não pode mais falar; se expressar. Não pode responder; dizer sim ou não. Não pode sentir prazer ou dor. Não pode odiar ou amar. Não pode acreditar. É alguém indiferente à guerra ou a paz. É alguém que não toma conhecimento do caos. É alguém em depressão profunda.

É o caso de muitos que vivem como mortos. Não sente nada. São indiferentes. São passivos ao existir. Não sabem o sentido do próprio existir. Estão sempre aguardando, mas não sabem o quê. Estão sempre olhando da janela da locomotiva, mas não veem a beleza da paisagem que passa. Alimentam-se, mas não sentem o gosto e o sabor da mais bela e doce fruta. O sal já não salga e nem tempera a sua existência faz tempo. Não têm alegria, pois estão como mortos.

Gente que não sabe o porquê das flores. Não se importam com o azul do mar. E as estrelas não passam de pontinhos que brilham inutilmente no firmamento. Não entendem que isso é a pior das mortes.

Ouvem uma canção como se fosse o som de um martelo batendo um prego. Não se emocionam diante de uma sinfonia; não sabe nem mesmo o que é uma sinfonia. Não vê beleza no que é belo e não se incomoda com o feio. Gente indiferente à existência. Estão sem fé.

Todavia é gente preciosa. Gente comprada, mas não se deram conta ainda de que já podem viver como livres e não mais como escravos. Gente que custou caro. Gente que custou cruz e sangue. Gente amada por Jesus e que deviam ser amadas por nós. Gente que necessitam que lhes apontem o caminho iluminado. Gente que precisam ser chamadas para fora. Que ao despertar do sono profundo em que se encontram são transformadas em vidas que geram vidas. Que sentirão o prazer de chorar e se emocionar diante da vida. Gente viva!

"Pelo que diz: Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te iluminará" 
Efésios: 5. 14