sexta-feira, 14 de março de 2014

SORTE OU GRAÇA?





"Não há como viver uma vida inteira dependendo da sorte!"

Jailson  Freire

A todo tempo desejamos sorte a alguém em sua caminhada cotidiana. Quem nunca disse “boa sorte” a alguém querido ou talvez até mesmo desconhecido? Entendemos que o nosso desejar sorte a alguém possa fazer diferença para melhor na vida de tal pessoa. Acreditamos que isso é uma forma de colaborar com o “destino” a fim de que tudo possa dar certo para alguém.


Pode ser alguém que amamos ou um conhecido. Pode ser um desconhecido e estranho ao nosso círculo de amizade. O que importa é que a “sorte” acompanhe aqueles que desejamos uma feliz caminhada.   



Todos nós em algum momento de nossa vida passamos por situações em que achamos ser necessário que uma despedida seja sob uma palavra de “boa sorte”. Uma viagem... Uma cirurgia. Uma prova que poderia mudar a nossa vida. Um encontro amoroso. Uma compra ou uma venda. Uma busca por algo importante. Uma entrevista de emprego... São muitos os motivos em que desejaríamos que alguém se dispusesse a nos desejar “uma boa sorte” na imprevista empreitada que possamos empreender.


Toda mudança que venhamos a enfrentar em nossa existência é um bom motivo para que também desejemos esta “boa” palavra de esperança. 


Depois que nos é dispensada tais palavras sentimo-nos como preparados para receber o que há de melhor da vida. A esperança que não era lá essas coisas parece aflorar como nunca dentro do nosso coração. Nosso peito estufa como quem parece ter recebido uma armadura especial. É de fato uma boa frase curta mais cheia de conteúdo emocional.


O problema é que o centro de nossas emoções é o coração. É dele que brota esse tipo de esperança, sendo ele, o coração, uma fonte não muito confiável para um cristão, há de se considerar algumas coisas... 


É do coração que brota coisas boas e coisas más. É dele que brota a coragem e o medo. O falar e o segredo. É do coração que brota a alegria e a tristeza. A estupidez e a nobreza. O coração é uma fonte inconsistente. Nem mesmo o que é bom pode ser garantia de bondade se foi do coração que surgiu tal palavra. 


A sorte é algo estranhamente emocional. É do coração que tal palavra procede. E nesta fonte falha que buscamos a essência desta “boa palavra”. 


Alguém que alcança a “boa sorte” não poderá ser tão feliz como acha que pode. Não há como viver uma vida inteira dependendo da sorte! Ela, a sorte, pode até servir de companhia a alguém por um bom tempo, mas ela procedeu do coração e pode falhar em algum momento. A sorte não é uma companheira tão fiel. A sorte pode ser até muito traiçoeira se você acreditar cegamente nesta besteira.


Isso já aconteceu antes.


Um sujeito chamado a fazer parte do plano mais fantasticamente mirabolante da história humana também foi um “cara de sorte”. Ele podia ter sido como qualquer um, mas um dia Jesus olhou para ele e o trouxe para a equipe que mudaria o mundo. Fazer parte da equipe que mudaria o mundo era mesmo ter a “sorte” ao seu lado. Caminhar juntinho com Jesus não era para qualquer um... Mas como a sorte não é garantia de bom propósito para ninguém, o sujeito tropeça no desejo de possuir um pouco de grana e resolve pela grana, dar uma bolada nas costas do seu mentor; nosso redentor. O resultado você conhece: um cara atormentado e cheio de remorso que encontra numa corda e numa árvore a certeza do melhor castigo a se impor. A sorte que havia sido sua companheira o abandonaria no melhor da história da sua vida.


Não! Não deseje boa sorte antes de desejar a graça e a benção de Deus a quem se ama. Não queira depender da sorte pela fama. Não anseie por nada que possa querer fazer você trocar a benção de Deus pela independência da “sorte”.


Homens irmãos, convinha que se cumprisse a Escritura que o Espírito Santo predisse pela boca de Davi, acerca de Judas, que foi o guia daqueles que prenderam a Jesus;

Porque foi contado conosco e alcançou sorte neste ministério."  (Atos 1 : 16 e17)