domingo, 13 de fevereiro de 2011

ELE ESQUECEU!



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" É fato inegável o que aconteceu no dia em que Jesus Cristo morreu; dos pecados que cometemos ontem, com certeza ele se esqueceu!"

 Jailson Freire



Lembro-me com muita saudade do dia em que completei quinze anos. Foi um dia muito importante na minha adolescência, pois estava feliz por poder realizar com meus próprios recursos àquela festa.

Isso mesmo. Com apenas quinze anos, trabalhei e economizei o suficiente para realizar uma festa. Não era o que se podia dizer "uma senhora festa", mas...
Convidei muitos dos amigos e irmãos de nossa congregação e graças a Deus, muita gente apareceu para comer o bolo comigo naquela especial ocasião.

Naquele dia, cantamos e comemoramos com alegria o dia em que Deus permitiu-me completar mais um ano de vida.

Voltando mais no tempo, posso lembrar também de quando brincava com uma das tampas de panela da minha mãe. Brincava na calçada como se fosse um volante de um ônibus que corria na estrada. Eu gostava muito sonhar que dirigiria um ônibus... "Quem sabe algum dia." Eu dizia. Nesse tempo, devia ter uns oito a nove anos... Poder lembrar de nossa infância é motivo de muita alegria!

Alguns anos antes de me sentir um motorista de coletivo, vejo um menino que brincava com uns de seus tios - Por incrível que possa parecer, também tinham a mesma idade que eu, pode crê.

Numa dessas brincadeiras de criança, lembro perfeitamente de um dia em que havia uma corda no quintal de casa.

Fiz algo completamente idiota, mas perfeitamente possível de ser feita por um menino da minha idade: Peguei aquela corda e amarrei no caibro que sustentava o beiral do telhado. - (a casa era bem baixa naquele ponto, pois existia um montinho de areia no canto), Coloquei a corda no pescoço...

Um tio mais velho que eu - Apenas dois anos - e que brincava comigo resolve ir ao banheiro justo naquele instante. Foi nesse momento em que a minha mais imbecil brincadeira teria acabado em tragédia se esse meu tio não tivesse voltado de pressa.

A vida é assim... Possuímos boas e más lembranças. Coisas legais que vivenciamos na infância. E outras histórias nem tão legal assim, que podem, com um pouco de esforço, voltar a nossa memória...

Basta começarmos a rememorar e muitos outros fatos vão a nossa mente voltar.
Como poderíamos lembrar de fatos tão antigos que aconteceram com você e comigo? Como pode o Senhor da existência esquecer dos nossos erros e vacilos? Como pode ele se esquecer dos pecados cometidos se tão somente confessarmos e crermos que por nós ele sofreu o castigo?

Não posso nem mesmo imaginar se dos nossos equívocos e pecados o Senhor da vida resolvesse relembrar! O que seria de um pobre coitado em profundo lamento depois de um justo julgamento?

Ele podia condenar, mas resolveu amar. Ele podia aniquilar, mas todo dia uma nova oportunidade nos dá. Ele preferiu a dor e o desprezo a nos ver afundar em nossos erros. Ele, pela morte optou para que cada um de nós um dia encontrasse o Senhor.

Por essas e outras é que fico intrigado, pois não existe passado que Deus não possa apagar.

É fato inegável o que aconteceu no dia em que Jesus Cristo morreu; dos pecados que cometemos ontem, com certeza ele se esqueceu!... Graças a Deus!


"Porque serei misericordioso para com suas iniqüidades, E de seus pecados e de suas prevaricações não me lembrarei mais." (Hebreus 8 : 12)

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

COMO FOI PRECISO, DEUS ENVIOU UM ANJO...

Jailson Freire

Os rumos tomados pela existência são inúmeros e os caminhos e bifurcações em uma estrada são tantos que jamais ousamos contá-los. Basta pegar uma estrada e constatamos que ao decorrer da mesma veremos entradas que certamente nos levariam a algum lugar.

Pode ser que algumas dessas entradas à beira da estrada nos levem a algum manancial de águas límpidas e correntes. Pode ser que nos levem a algum bosque diferente. Pode ser que nos levem a alguma cidade bonita e calma.


O problema é que pagar para ver pode ter um custo deveras alto demais. Pode ser que, talvez, não nos valha à pena correr tão imprevisíveis riscos, mesmo estando curiosos para saber aonde aquela nova estradinha margeada por lindas arvorezinhas possa nos levar.

É que muitas dessas estradinhas podem nos levar a lugares sem volta. Caminhos que nos fará lamentar não ter seguido adiante. Caminhos que terminará em desastre; num mergulho ao fundo de um abismo qualquer que arde.

Foi assim comigo...

Uma estrada que precisava tomar - todos tem que partir algum dia-. Várias possibilidades e um sonho debaixo do braço: ser feliz e ter uma família.

Um garoto inexperiente, uma vontade enorme de viver contente e um sorriso de esperança estampado nos dentes. Algumas propostas e uma esperança na melhor aposta. Um plano elaborado e uma vontade enorme de partir. Agora tenho que ir!

Eis a dúvida. Eis uma bifurcação à vista e nem uma placa que pudesse ser vista a me dizer que seria essa a estrada que devia ser seguida. A estrada que me levaria a cidade da Nova Vida.

Entrar ou não na estradinha? Eis um dilema a ser resolvido. Sozinho, dizia eu, não consigo.

Uma oração, um pedido solene e então: Deus enviou um anjo!

Uma mulher que não mede esforços. Que quando necessário, se posiciona como guerreira que é. Uma verdadeira “Ester”. Uma menina, uma amante, uma verdadeira mulher... Um sorriso importante que faz de mim o que quer. Sou seu garoto, seu súdito, amante, sou o que ela quiser.

Ela é esposa e amiga, companheira e baluarte de toda a família. Conselheira de todos os dias. Uma rainha, princesa estoenteate; uma mulher muito mais que elegante. Linda, meiga e charmosa... De todas as mulheres do mundo, ela é a mais cheirosa!

Essa é a minha esposa. Essa é a minha mulher que amo tanto. Como foi preciso, já disse... Deus enviou um anjo.
UMA HOMENAGEM AO ANJO QUE ME ACOMPANHA A TANTO TEMPO:
A MINHA ESPOSA ARLENE

"Mulher virtuosa quem a achará? O seu valor muito excede ao de rubis." (Provérbios 31 : 10)

domingo, 16 de janeiro de 2011

Déjà vu de Elefante: A Tromba Que Matou Muita Gente



Era uma tarde como outra qualquer...

Verão: uma estação muito desejada por muitos. O sol é quente e convidativo. Um tempo de descanso e férias para alguns indivíduos. Um momento de tranqüilidade para outros que moram na cidade. Recomeço para outros... Reavaliação de erros passados e metas a serem estabelecidas.

Festa e muita alegria misturada a visões de sonhos a serem realizados algum dia... Um passado preste a ter fim e um futuro novinho por vir. Algumas histórias vividas que precisam ser esquecidas... Um momento ideal para varrer o lixo para debaixo do tapete do nosso quintal. Fingir que nada aconteceu no verão passado; no carnaval. Verão que passou não pode voltar jamais...

Daqui para frente tudo seria diferente... Bastava apenas o relógio virar um pouco mais pra frente e deixar com que o barulho de fogos sacudissem as emoções de toda gente: um tempo novo e quente chegaria para abalar a mãe, o pai e a tia.

Muita música, abraços e promessas sendo feitas por cima das que nunca chegaram a ser cumpridas. Muita alegria, gritos e bebidas.


É preciso entorpecer a verdadeira realidade que insistia em sorrir debochadamente para os que na festa se divertiam. Ela não devia estar na mesma festa; ela veio lembrar que tudo não passaria de fantasias.

Veio lembrar que um verão não é apenas tempo de praia sol e alegria... De carnaval, festa e poesia. De praia, músicas e folia... Ela veio para lembrar que o ciclo certamente se repetiria. Que iria aguar a bebida. Que as chuvas a muitos afogaria.

Não imaginava que a história sempre se repete. Que o filme visto ontem é o mesmo que está a um ano em nossa estante. Que as notícias do verão passado, é um “déjà vu” de elefante. Que a tromba d'água poria fim a muitas vidas.

Agora, o que restou são as lágrimas a solidariedade e a dor. Os sonhos, a triste e as incertezas de antes... As desculpas requentadas de uma sociedade mal representada; as safadezas dos que apesar de tudo, ainda conseguem tirar a própria sobremesa.

O resto as águas levaram para os bueiros dos vales deixando sobre a nossa cama toneladas de lama covarde. Por baixo da lama, pode procurar; estará a dona esperança abraçadinha com a prima fé... Elas não nos abandonariam mesmo que a noite calasse por um tempo o dia!

O que fica é a certeza de que no inverno que virá, aguardaremos ansiosos que o sol volte a esquentar.


ECLESIASTES CAPÍTULO 3