sábado, 25 de abril de 2015

QUANTO CUSTA PEDIR PERDÃO QUANDO SE ESTÁ COM A RAZÃO?



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Pedir perdão gera o mesmo sentimento que há no coração de um soldado que perdeu uma batalha, mas liberta duas almas ao mesmo tempo.

Jailson Freire

Isso é a melhor demonstração de quem decidiu amar, ainda que para isso tenha que sofrer este prejuízo incalculável.

É de fato um prejuízo que poucos se sentem aptos a sofrer, pois ninguém que venha a pedir perdão sai ileso por tal atitude altruísta e inexplicável.

A alma de quem pede perdão, é imediatamente invadida por um sentimento de perda; perda de sua autoestima, de seu orgulho próprio e de sua pseudo razão.

Pedir perdão é o mesmo que reconhecer um erro, muitas vezes inexistente, contra alguém. É o mesmo que negar a si mesmo. É abrir mão de si e de suas razões. É olhar para si mesmo e não enxergar nada além de ninguém.

Pedir perdão é um tipo de demolição da alma. É colocar sua própria alma num moedor de alma. É inserir a alma numa fornalha estupidamente aquecida , é se sentir à beira de um colapso de suas  estruturas existenciais. 

Pedir perdão é o mesmo que bater de frente com um paredão; é ser virado pelo avesso e sentir a vergonha de uma derrota de uma batalha estúpida.

Pedir perdão é também, livrar-se de um peso desnecessário sobre os ombros. É estar pendurado numa corda puída no precipício da existência. É não poder se justificar mesmo que a razão esteja lado a lado com você.

Não há como negar que o sacrifício de quem pede perdão é tão pesado quando o de quem perdoa, mas igualmente terapêutico para ambos.

É necessário tomar uma decisão quando nos deparamos com o momento da escolha: Perdoar ou pedir perdão? O remédio é diferente, mas a cura é a mesma. Nos dois casos você estará livre e sarado. Não terá mais razão aquele que não perdoar o que pediu perdão.

Com o tempo, todos os sentimentos que causaram dor em sua alma se dissipará e terá valido à pena ter exposto a sua "fragilidade" ao ter decidido pedir perdão. 


"Então Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete?"  Mateus 18:21 

sexta-feira, 14 de março de 2014

SORTE OU GRAÇA?





"Não há como viver uma vida inteira dependendo da sorte!"

Jailson  Freire

O tempo todo desejamos sorte a alguém em sua caminhada cotidiana. Quem nunca disse “boa sorte” a alguém querido ou talvez até mesmo desconhecido? Entendemos que o nosso desejo de que alguém tenha sorte  possa fazer alguma diferença para a melhora na vida de tal pessoa. Acreditamos que isso é uma forma de colaborar com o “destino”.

Pode ser alguém que amamos ou um conhecido. Pode ser um desconhecido e estranho ao nosso círculo de amizade. O que importa é que a “sorte” acompanhe aqueles que desejamos uma feliz caminhada.   

Todos nós em algum momento de nossa vida passamos por situações em que achamos ser necessário que uma despedida seja sob uma palavra de “boa sorte”. Uma viagem... Uma cirurgia. Uma prova que poderia mudar a nossa vida. Um encontro amoroso. Uma compra ou uma venda. Uma busca por algo importante. Uma entrevista de emprego... São muitos os motivos em que desejaríamos que alguém se dispusesse a nos desejar “uma boa sorte” nas imprevistas empreitadas da vida.

Toda mudança que venhamos a enfrentar em nossa existência é um bom motivo para que também desejemos esta “boa” palavra de esperança. 

Depois que nos é dispensada tais palavras sentimo-nos como preparados para receber o que há de melhor da vida. A esperança que não era lá essas coisas parece aflorar como nunca dentro do nosso coração. Nosso peito estufa como quem parece ter recebido uma armadura especial. É de fato uma boa frase curta mais cheia de conteúdo emocional.

O problema é que o centro de nossas emoções é o coração. É dele que brota esse tipo de esperança, sendo ele, o coração, uma fonte não muito confiável para um cristão, há de se considerar algumas coisas:

É do coração que brota coisas boas e coisas más. É dele que brota a coragem e o medo. O falar e o segredo. É do coração que brota a alegria e a tristeza. A estupidez e a nobreza. O coração é uma fonte inconsistente. Nem mesmo o que é bom pode ser garantia de bondade se foi do coração que surgiu tal palavra. 

A frase "boa sorte" é algo estranhamente emocional. É do coração que tal palavra procede. E nesta fonte falha que buscamos a essência desta “boa palavra”. 

Alguém que alcança a “boa sorte” não poderá ser tão feliz como acha que pode. Não há como viver uma vida inteira dependendo da sorte! Ela, a sorte, pode até servir de companhia a alguém por um bom tempo, mas ela procedeu do coração e pode falhar em algum momento. A sorte não é uma companheira tão fiel. A sorte pode ser até muito traiçoeira se você acreditar cegamente nesta besteira.

Isso já aconteceu antes:

Um sujeito chamado a fazer parte do plano mais fantasticamente mirabolante da história humana também foi um “cara de sorte”. Ele podia ter sido como qualquer um, mas um dia Jesus olhou para ele e o trouxe para a equipe que mudaria o mundo. Fazer parte da equipe que mudaria o mundo era mesmo ter a “sorte” ao seu lado. Caminhar juntinho com Jesus não era para qualquer um... Mas como a sorte não é garantia de bom propósito para ninguém, o sujeito tropeça no desejo de possuir um pouco de grana e resolve pela grana, dar uma bolada nas costas do seu mentor; nosso redentor. O resultado você conhece: um cara atormentado e cheio de remorso que encontra numa corda e numa árvore a certeza do melhor castigo a se impor. A sorte que havia sido sua companheira o abandonaria no melhor da história da sua vida.

Não! Não deseje boa sorte antes de desejar a graça e a benção de Deus a quem se ama. Não queira depender da sorte pela fama. Não anseie por nada que possa querer fazer você trocar a benção de Deus pela dependência da “sorte”.

"Homens irmãos, convinha que se cumprisse a Escritura que o Espírito Santo predisse pela boca de Davi, acerca de Judas, que foi o guia daqueles que prenderam a Jesus;

Porque foi contado conosco e alcançou sorte neste ministério."  (Atos 1 : 16 e17)"
 
 
 


 

  


 
 
 
 

quarta-feira, 19 de junho de 2013

DEPOIS DO TROPEÇO



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Jailson Freire

O que pode restar depois do temporal? O que poderia permanecer em pé depois do vendaval? Quanto custaria para restaurar tantos estragos em sua vida? Como recuperar-se de tamanho caos?

São essas as perguntas que costumamos fazer depois do acontecido. São perguntas das quais nem sempre temos respostas no momento em que a vidraça se quebra.

Você sabe bem que devia ter previsto que os estragos seriam enormes, mas não fez nada para evitar tais estragos.

Podia ter se desviado de tal obstáculo, mas se achou capacitado para enfrentar os terríveis buracos.  Achou que estaria imune, mas nem mesmo tentou fugir do péssimo costume.  Continuou caminhando com passadas firmes e apressadas em direção ao obstáculo em meio a sua estrada. 

Não esperava que tropeçasse em seus próprios desejos, mas tropeçou. Você caiu violentamente e não sabe o que fazer para levantar; está muito machucado. Você precisa continuar caminhando, pois sabe aonde precisa chegar, mas depois do tropeço está se sentindo fraco demais para continuar caminhando. 

Você acha que não será mais possível continuar com o plano de alcançar a meta. Sente culpa por ter infligido as regras e não consegue reagir às acusações de seus adversários. Sabe que terá que escolher entre desistir e persistir, mas está confuso demais para saber como reagir.

Apesar de conhecer muito bem a solução oferecida para uma nova e bem sucedida vida, não consegue encontrar forças para crer que apenas uma palavra será suficiente para que você siga em frente outra vez. 

Todavia, é só de uma palavra que precisa mesmo. Não é uma palavra qualquer. É uma palavra penhorada por Jesus aos que possuem fé. É uma palavra que pode valer a sua vida. É uma palavra preciosa e vale mais que qualquer tesouro que você acha que precisa. 

É uma palavra de perdão e compaixão. É a palavra certa que chega como socorro que vem depressa. É a palavra que reacenderá a sua esperança. É o mar de sua existência voltando à bonança de antes. É Deus preocupado com seu futuro. É Deus revelando-se um Pai amoroso e lugar seguro. É a palavra da mais nova oportunidade de corrigir o erro e viver em paz. É Deus redimindo a sua alma da perdição. É Deus estendendo as mãos!

“Porque eu, o SENHOR teu Deus, te tomo pela tua mão direita; e te digo: Não temas, eu te ajudo.”  Isais 41:13


“Que redime a tua vida da perdição; que te coroa de benignidade e de misericórdia...” Sal 103:4

segunda-feira, 11 de março de 2013

E O TEMPO PASSOU...

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 por Jailson Freire
 
Quando a alegria da conquista passar...



                                                                  
Faz algum tempo em que você estava em plena batalha por algo que desejou por sua vida toda. Agora você tenta encontrar significado para tanta luta, mas perece até que já não há mais graça e nem alegria depois da grande conquista de sua vida.

Você lembra bem do esforço enorme que dispensou na conquista do objetivo focado em sua mente e do quanto você sofreu e sonhou por tal intento. De quantas noites foi dormir tarde, quando dormia... De quanto tempo orou sonhando e desejando. De quanta energia colocada na caminhada. De quantas vezes acordou cedo. De quanto calor suportou e do frio que sentiu. Da fome que te atormentou e das dores no corpo que o castigou.

Foram tempos difíceis aqueles...

As incertezas e as despesas. As perseguições e as razões. As insônias e perturbações. Os conflitos e aflições. As discussões e as afrontas. Você lembra bem...

O deserto que teve que passar por causa de um sonho quase inalcançável que sonhou com fé e certeza. O dia em que foi afrontado e se calou diante daquela surpresa. As humilhações que sofreu sem motivo aparente até por quem dizia ser seu parente. O amigo que saiu do mesmo time que você para jogar o jogo sagaz e malvado do seu adversário.

Você podia mesmo ter desistido no meio do caminho. Podia ter procurado um cantinho e fechar seus olhos doloridos. Você podia ter fugido para longe para tentar a sorte em terras distante. Podia ter renegado a história que pretendia escrever de si mesmo e da sua sorte... Rasgar a página que escrevia desde o começo e reiniciar uma nova história em outro tempo e outro lugar como outro personagem. Mas escolheu acreditar que era possível mudar o mais provável final medonho de uma história mal contada de sua existência aparentemente falida. Escolheu acreditar no impossível e no livramento. Escolheu ignorar o sofrimento.

Mesmo diante de tudo, como um guerreiro se levantou. Pegou sua espada e escudo. O capacete colocou e calçou suas sandálias. Era o que precisava para chegar vivo ao fim da batalha. Era o necessário para a conquista do impossível. Era o improvável correndo de você. Era a promessa preste a se cumprir. Era o Deus do universo movendo as mãos diante de você. Era a poeira tendo que mudar de lugar. Era saúde dada aos inimigos para que assistissem a sua vitória de pé como se isso fosse um castigo. Era o resultado da sua fé emergindo diante de seus olhos. Era a prova cabal de que o Deus que escolheu ser seu amigo era o mesmo que envergonhava seus inimigos.

Você conquistou e agora acha que a luta acabou e que por isso o sentido da vitória perdeu o sabor. Que a graça do sonho estava apenas no sonho e não na conquista. Que para saber a diferença entre a alegria e tristeza precisa chorar todo dia. Que um guerreiro não tem o direito ao descanso e que para ser feliz precisa estar no campo de guerra sangrando.

Isso é crise desnecessária. E negar o presente da paz dado por Jesus. É preferir o escuro ao invés da luz.

Entenda que há tempo para tudo. E se o tempo é de paz e tranquilidade, agradeça ao Deus dos céus por tamanha dádiva e cumpra a ordem deixada por Ele a todos nós:

Viva!


"Haja paz dentro de teus muros, e prosperidade dentro dos teus palácios." (Salmos 122 : 7)

terça-feira, 6 de novembro de 2012

NA DIMENSÃO DA FÉ

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 por Jailson Freire
 

Acreditar não é tão simples, ainda mais se o que está em jogo é algo do qual dependa a sua vida ou a de quem você ama muito.

Acreditar no plano material depende de vários fatores. Depende de muitas ações e aferições. Não poucas confirmações e talvez seja necessário que o cenário seja favorável e autêntico. Acreditar tem que ser visível e palpável. Tem que está diante dos olhos e ainda assim pode ser que não seja suficiente se a alma estiver doente.

Por que então, para alguns parece ser algo tão natural enquanto que para outros nem mesmo vendo conseguem crer?

Até é compreensível que acreditar em algo que se vê diante dos olhos seja possível até para os céticos, mas até para os que naturalmente têm a facilidade de crer é um tanto complicado acreditar em algo que não se pode olhar de perto, esperar no que não se pode tocar, confiar no anteparo que é inexistente ou até mesmo apoiar-se em escoras virtuais e imaginárias.

É passível de críticas os que costumam depositar sua confiança em coisas imaginárias e “impossíveis” de serem alcançadas. É lamentável que alguém possa acreditar em histórias que qualquer pessoa julgue ser a da “carochinha”. É espantoso que alguém saudável possa crer com tanta convicção em uma história contada de mão em mão e que parece não mais fazer sentido para um tempo falido.

Fé é para quem entendeu por milagre que outra dimensão nos foi oferecida. Fé é mais que acreditar, pois envolve em si todas as ações inerentes a ela. Fé é algo inexplicável e enquanto assim for, continuará sendo  chamado fé. Fé não depende de quem a possuí, mas de quem a ofereceu gratuitamente: Fé é dom de Deus.. Fé é visão. É futuro no presente. É certeza mais que convicta em nossa mente. É o jeito mais que especial de acreditar. É ferramenta necessária para quem precisa pegar a velha e longa estrada. É passagem paga para a verdadeira vida. É bebida e comida. É Deus entre nós.

Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem. (Hebreus 11:1)

domingo, 5 de agosto de 2012

ARQUIVO INEXISTÊNTE


Ele nos entende e sabe o significado autêntico de um “ai” dito no tempo da dor ou um “uffa!” dito na ocasião do pedido de socorro atendido


Jailson Freire


Tento imaginar a respeito da quantidade de informações que são geradas todos os dias e que são inseridas na grande rede. Informações úteis e inúteis. Informações que muitas vezes são essenciais e outras nem tanto.

Num ritmo frenético e incessante as informações nos chegam sempre como algo interessante demais para ser ignorado. Entretanto, logo a gente percebe que não são tão importantes assim e que na verdade perdemos o nosso precioso tempo em prestar atenção a tais informações.

São notícias diversas, boatos que chegam depressa, casos que são contados e que não nos interessam. Casos que nos deixam perplexos entre tantos outros que tomamos conhecimento, seja através de alguém em conversa direta ou através da mídia.

Refletindo sobre isso, podemos facilmente concluir que as notícias de ontem já não nos causa qualquer desconforto ou conforto. Já caíram no esquecimento. Já não nos comovemos com o que ouvimos ontem no telejornal. Ficou distante demais... Temos outras prioridades. A vida continua, pelo menos por enquanto...

E as notícias que damos a respeito de nós mesmos ao nosso Deus? E as orações que fizemos ontem? E a de ante ontem? Será que a oração feita despretensiosamente também fora ignorada por Deus por ter sido feita sem qualquer pretensão urgente? Será que algumas de nossas orações foram parar na última pasta do arquivo da sala do trono? E aquele clamor feito vinte anos atrás e que parece não ter sortido qualquer efeito em nosso pequeno mundo interior?

Será mesmo que uma simples palavra de um coração angustiado e ansioso dirigida ao Deus de toda vida foi como as notícias sem importância que desprezamos no nosso dia a dia? Será que Deus desprezaria uma simples oração porque era simples demais para que prestasse atenção?

A final, qual notícia de nós mesmos poderia sensibilizar o coração de Deus? Como posso fazer para que a minha oração não seja entregue para ser arquivada por falta de sustância ou novidades?

Não! Não existem orações arquivadas na sala do trono. Todas as nossas orações jamais foram esquecidas por Deus ou deixadas de lado, ainda que fizessem algum sentido. Deus em seu infinito amor encarrega-se de convertê-las em orações inteligíveis. O nosso Senhor tem excelentes intérpretes sob suas ordens. Ele sabe o que queremos dizer mesmo quando nem mesmos sabemos como dizer. Ele nos entende e sabe o significado autêntico de um “ai” dito no tempo da dor ou um “uffa!” dito na ocasião do pedido de socorro atendido. Deus nunca despreza as nossas notícias, sejam elas boas ou más.

As respostas podem até não ser como esperamos, mas sempre haverá uma reposta às nossas orações. Estou certo de que mesmo as respostas que não vemos serão plenas e eficazes na resolução que nos trarão paz.

“E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis.” Romanos 8:26



sexta-feira, 9 de março de 2012

O ESTRANHO


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                                                             por Jailson Freire


Quando alguém nos é apresentado temos a satisfação de conhecer mais uma pessoa num universo de milhões de pessoas. É como se estivéssemos juntando pérolas, pois amizade é algo muito bom. É bom poder ter amigos e é melhor ainda se temos amigos com os quais possamos contar.

É fato inegável que há amigos mais chegados que irmãos. Pessoas que o Senhor do universo nos apresenta para que sejam como anjos enviados a nos ajudar, aconselhar, encorajar, e apontar o caminho que devemos seguir em determinado tempo de nossa existência.

Todos nós somos iguais, mas existem pessoas mais iguais que outras? Todos nós somos humanos, mas existem pessoas mais humanas que as outras? Todos nós somos semelhantes, mas isso não nos torna tão conhecidos um dos outros. Sabemos o que é uma dor, pois em algum momento de nossa vida, todos já sentiram essa sensação horrível. Isso nos tornaria conhecidos? Não é porque sabemos o significado dessa sensação, que conhecemos uns aos outros.

Conhecer alguém não se restringe apenas a sermos apresentados, sabermos o nome, endereço entre outras coisas.

A convivência nos ajuda a conhecer alguém um pouco melhor, mas nunca conheceremos alguém completamente. Nunca saberemos quem alguém é de fato. Somos estranhos, pois jamais seremos o que parecemos ser de fato. Jamais nos mostraremos por inteiro. Jamais diremos o que somos e de que somos capazes.

O fato é simples: Nós também não nos conhecemos plenamente. Não sabemos o quão somos estranhos de nós mesmos. Não sabemos o que somos capazes de fazer, e muitas vezes não nos reconhecemos em determinadas atitudes.

Somos estranhos e o Senhor da existência bem sabe disso. Ele sabe exatamente quem somos, pois apenas ele nos conhece de fato. Ele sabe exatamente o “estranho” que cada um de nós carregamos. Ele sabe do que somos capazes de fazer quando o nosso “eu melhor" tira um cochilo. Ele sabe tanto que nos enviou o socorro para o caso do “estranho” entrar em ação.

Isso já aconteceu antes:

Um homem que renasce depois de semeado como uma semente ao chão derrubado por um cavalo assustado que como ele ouve uma voz que aparece do nada. Um obstinado a contar a todos quanto pudesse a história mais absurdamente verdadeira que a humanidade poderia ouvir. Um mensageiro dos céus e do por vir... um proclamador da melhor das notícias. Um sujeito escolhido para ser um embaixador na terra. Deixou o “estranho” abandonado por ele ao chão em que caiu para renascer para uma nova vida. Todavia o “estranho” não deixou nem um minuto se quer de segui-lo em sua caminhada para o alvo eterno.

Um clamor ensurdecedor que tenta a todo custo afastar o “maldito estranho” para longe dele: “Quem me livrará do "estranho" dessa morte” disse ele num momento esquisito de sua carreira. Clamou aos céus por três ocasiões em que se sentiu mais fraco, a fim de que fosse liberto, mas a resposta dos céus fora taxativa: “Meu cuidado te basta! O que eu posso fazer em sua vida será cada vez mais perfeito à medida que o “estranho” que habita em você se manifeste”.

Em que somos diferentes de Paulo? Em que somos melhores ou piores que ele? Somos semelhantes e iguais. Temos os mesmos defeitos e dilemas. Todos têm o mesmo “estranho” a nos constranger em nossa caminhada rumo ao alvo eterno. Todos nós somos conhecidos e todos nós temos um "estranho" que é falso, miserável, avarento, presunçoso, lascivo, maldoso e etc. Todavia, todos têm um que é conhecido de nossa alma e que combate conosco. Todos têm o escape, a saída para a vida. JESUS!
"Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?" (Romanos 7 : 24)

"E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo." (II Coríntios 12 : 9)

O AMIGO OCULTO

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por Jailson Freire

"Senhor da existência resolveu por sua soberania e anuência bagunçar a sua existência"

Sabe aquele dia em que nos encontramos em profunda angustia? E quando esse fatídico dia parece querer permanecer a nos angustiar por semanas, meses e às vezes até por anos?

Nesses dias, tudo o que queremos é uma resposta. Uma saída que nos leve a algum lugar de puro refrigério. Queremos que a noite passe logo, pois são nas madrugadas os momentos em que as dores aumentam ainda mais.

Sabe aqueles amigos que vem até nós com um aparente desejo de nos ajudar, mas no final acabam piorando a nossa dor com palavras tão duras quanto as pedras que temos que quebra debaixo do sol impiedoso da nossa existência?

Já experimentou o desconforto de uma caminhada com pés descalço em um chão aquecido horas a fio pelo sol de verão? 

Já tentou pegar algo que é que precisa em cima de algum armário, e a escada que você tem não permite que suas mãos alcancem o que você busca?

Já saboreou o desgosto de perder a resolução de alguma questão importante por causa de algo que fez com que você chegasse atrasado ao encontro.

Já se sentiu sozinho mesmo tendo a sua agenda cheia de amigos de outras horas menos sofridas?

Já esperou por uma boa notícia que era líquida e certa, mas que na hora “H” a parte líquida molhou o que era dado como certo?

Já se sentiu esquecido de Deus? Já se sentiu abandonado por Jesus?

Isso já aconteceu antes:

Lembro-me bem de um homem que era integro; correto. Um cara de família e trabalhador honesto... Um gente boa... Não era a toa que era próspera e feliz; que tinha filhos, filhas, e um esposa do jeito que sempre quis.

Vez por outra, as coisas costumam mudar na vida da gente. E com ele também não foi diferente.

Senhor da existência resolveu por sua soberania e anuência bagunçar a sua existência. O Senhor da vida e da morte precisava demonstrar a quem quer que viesse dele duvidar que sempre foi e sempre será o mesmo que tira de alguém a sua sorte e para o mesmo a faz voltar.

O Cara que era justo e integro, feliz e contente, rico e sorridente agora estava num mato sem cachorro quente. Num carro sem rodas que rolasse pra frente. Num navio sem destino. Num destino sem sorrisos...

Era o caos que chegava na sua agora miserável vida. Era a sua felicidade sendo perdida de vista!

O Cara perde de uma hora para a outra, filhos, riquezas, fazendas e saúde. Perde tudo que acreditava lhe pertencer. Vê-se então, em um deserto quente que o fazia derreter.

Por dias, meses e anos ele precisou conviver com o fato de parecer um resto de ser humano, pobre e miserável, sem saúde e angustiado.

Até que ele viu o amigo oculto que agora a ele se revelava. Até que ele conheceu o amigo que apenas conhecia através das histórias que a ele eram contadas.

O presente que o amigo antes oculto deu a Jó, não pode ser comparado a nenhum outro, pois somente quem perde de uma hora para a outra a razão do seu existir, pode entender a importância de um presente oferecido de graça a você e a mim: Jesus!

Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te vêem os meus olhos. Jó 42:5

SALA DE ESTAR


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por Jailson Freire


"Não dá para fingir não estar ali. Não dá para ignorar. É inconveniente demais para ser ignorado. É um caso que precisa ser solucionado."


Não é um lugar aonde qualquer um pode estar. É um lugar muito especial e íntimo, portanto, só os mais chegados são convidados para estar neste lugar.

Só os que têm maior intimidade podem entrar e sentar na melhor poltrona que é colocada a fim de que os amigos possam estar confortavelmente.

É na sala de estar que a melhor decoração é colocada. É lá que precisa ser mais acolhedor e aconchegante. É o lugar aonde as melhores conversas são conversadas. É aonde se conta sobre a vida e as aventuras na estrada...

É na sala de estar que, somente um verdadeiro amigo deve estar. Que um familiar deve permanecer em conversa íntima. É aonde os casos e descasos são contados; um lugar de desabafos. É o lugar mais adequado para uma boa anedota ser contada, além daqueles "causos engraçados".

É na sala de estar que as crianças gostam de brincar; aonde os pais abraçadinhos devem namorar. Um ótimo lugar para assistir um belo filme.

A sala de estar foi preparada e concebida para isso e muito mais. É o lugar onde assistimos o vídeo da família em que a bela moça e agora rapaz, sentados ao nosso lado não se parecem mais com as crianças que no vídeo assistimos correr.

Mas de vez enquanto, permitimos que esse lugar que deveria ser um santuário familiar seja invadido por quem jamais deveria ali estar.

Um desentendimento no trânsito, uma briga no trabalho, um parente que mais parece um estranho ou um estranho que mais parece um parente, de repente invade a sala de estar da sua mente. Se instala e sorri debochadamente para a gente.

Além disso não se contenta em ser apenas invasor e se instala como se por muito tempo ali pretenda ficar. Nos segue por todo interior de nossos pensamentos. Insiste em entrar no seu banho, mexer em suas coisas na cozinha e não respeita nem mesmo o seu sono.

Quer a todo custo dormir na cama em que você estar. Levanta com você e escova os dentes junto com você. É um invasor tão abusado que chega ao cúmulo de querer estar no boxe disputando o seu chuveiro quentinho de em uma manhã de inverno.

Você quer a todo custo expulsá-lo de sua sala de estar, da sua cozinha, banheiro e quarto existencial, mas não sabe como isso deva ser feito. É uma situação bisonha e constrangedora demais para ser resolvido na base do tanto faz.

Não dá para fingir não estar ali. Não dá para ignorar. É inconveniente demais para ser ignorado. É uma caso que precisa ser solucionado.

Esses fantasmas são expulsos com uma simples decisão; uma difícil, mas simples decisão. Esses fantasmas não resistem a um não. A um: “não vou mais alimentar você!”. A um: “Não vou mais ignorar você!”. A um: “Não vou mais deixar de perdoar você!”. Eles fogem ao observar esse tipo de atitude. Eles não suportam tamanha altitude. Eles vão embora e deixam apenas o sentimento de paz interior no interior da sala de estar.

"E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus." (Filipenses 4 : 7)

DO JEITO QUE TEM QUE SER

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"Uma coisa é certa: É no final da corrida que o pódio fica."   



O recomeço é sempre muito complicado. Sempre difícil e cansativo. Eu sei que é...

É no recomeço que pensamos em voltar para onde não deveríamos nem se que cogitar tal intenção. É no recomeço que a necessidade de um novo ânimo se faz urgente.

Recomeçar é sempre angustiante, principalmente se levarmos em consideração que antes vivíamos em local escuro, apertado e sem vida. Foi muito tempo vivendo atrofiado e sem esperança. O deveríamos esperar depois disso?

É no recomeço que desejamos nunca ter saído de lá; é a tal zona de conforto. Conforto?! É no recomeço que levamos a nossa imaginação ao topo do ridículo; imagine você que pensar em continuar na mesma vida morta é algo bom de se imaginar...

Voltar para a caverna depois de ter saído dela é humilhante e nem um pouco elegante, além de ridículo e desgastante; prosseguir é a melhor maneira de mostrar orgulho, amor próprio, e fé. Prosseguir é, sem dúvida, a melhor maneira de mostrar quem se é.

Prosseguir terá seu preço, mas venhamos e convenhamos... O que na vida não tem seu preço? Se for para pagar por algo, que se pague pelo que é decente.

Uma coisa é certa: É no final da corrida que o pódio fica. Não dá para ganhar o primeiro lugar sem percorrer cada metro de alegria e tristeza que reservado para gente de carne e osso está. Não dá pra ser feliz esperando sentado ao lado do chafariz; quem colocou um chafariz do lado de fora da caverna? Bom... Deixa pra lá... Não foi pra isso que você saiu de lá!

É compreensiva a indecisão num momento como esse, mas vai esperar a chuva passar? Ou vai esperar amanhecer? O que pretende esperar para começar a correr? Pegue o que tem, olhe para o além e vem! Vamos seguir o destino que o Senhor da existência preparou para a gente. Levante a cabeça, lave seu rosto e pegue as suas coisas. Vamos para o norte, pois é para cima a direção da visão da nossa sorte. A caminhada será longa e cansativa, mas conosco ira a comitiva, que apesar de invisível, nos acompanhará até o final. Essa é a ordem:

"Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos." (Salmos 91 : 11)