sábado, 17 de outubro de 2009

ENCONTRANDO O “X” DA QUESTÃO




Muitas vezes, o que causa um problema pode estar camuflado em algum canto da nossa história e por isso, em muitos casos, pode não ser encontrado tão facilmente. 
 Jailson Freire


Neste caso, o diagnóstico para uma questão antiga pode ser muito difícil, todavia não impossível.
Passamos muito tempo tentando entender tal questão e sempre que achamos estar perto da solução que poderia livrar a alma dos equívocos em que nos metemos, mais nos distanciamos do oásis existencial proposto pelo criador do existir. 

 O caso é tão sério que até que a chave seja encontrada para que a porta de saída
seja aberta e a partir daí uma nova e promissora vida abundante prometida a muito tempo, seja finalmente vivida, a angústia pode ocupar um lugar que jamais tenha sido dela. 

Muitos tropeços nas esquinas da vida são inevitáveis até que o âmago do problema seja atingido em cheio pelas palavras chave que são realmente capazes de sacudir o coração empedernido pela vida morta que envolve o corpo já inerte diante de tanta lama em que voluntariamente foi se afundando. 

Não. Jamais se acostumará com o cheiro desagradável de tal porcaria possuidora de um sabor tão agradável quanto nojento. Jamais deverá acomodar-se, ainda que, quanto mais tenha tentado sair desse charco mais pareça estar aprofundando-se em asquerosa experiência.  

A chave para a solução precisa ser encontrada. A procura deve ser incansável... O desejo de ver o sol precisa ser tão grande quanto qualquer sentinela sente durante uma noite fria e chuvosa.  

Não! Não descanse até que o “X” da questão seja encontrado. Não fique paralisado diante da próxima oportunidade de se libertar, ainda que o processo de limpeza exale inevitável mau cheiro. Foque no objetivo principal que é o de ficar limpo dessa lama incrustada na alma.  

O intrigante, é o fato de que não se deu conta de que por inúmeras vezes a chave para a resolução da questão pudesse estar bem ali, ao alcance dos olhos, mas jamais havia conseguido enxergar as palavras que daria sentido e direção para a súplica necessária e urgente. 

Como não viu isso antes? Eis a resposta! Eis o “X” da questão, eis a chave perdida a tempo e no tempo! Eis a suplica necessária! Eis o pedido que não falha!

"Torna a dar-me a alegria da tua salvação..." Salmo 51:12 A

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

EXISTIR OU DESISTIR?



Jailson Freire

Fato é que só desiste quem existe pra desistir, mas isso, você há de convir...

O problema é que para chegar ao pondo de desistir, o sentimento de inexistência que invade o coração de alguém é algo tão imenso que podemos até comparar com um enorme buraco negro que suga para si tudo o que pode dá sentido a uma vida.

Buscar a verdade é buscar ser livre dessa mentirosa opção de morte, todavia, na busca da verdade, muitos acabaram por bater de frente com a mentira que os aprofundaram ainda mais numa realidade equivocada demais para ser vivida em paz.

Que a verdade liberta não é mais novidade. Por que então, preferimos viver nessa cadeia de solidão existencial que nos amarram a uma vida tão aquém do plano perfeito que nos fora oferecido? Se a verdade nos leva a um porto seguro, por que viver com o coração tão duro e pesado, se o mesmo nos leva para o fundo do ralo? Por que preferir estar em meio às tempestades de equívocos constantes se a tábua de salvação sempre esteve ao nosso alcance?
Por que não desistir dessa idéia de desistir de si mesmo e olhar fixamente para o que vem depois do "fim"? O autor da existência nunca desiste de nós, pois não comunga com a morte que aparentemente quer calar a nossa voz.

Como pode alguém vencedor do grande prêmio do existir querer por tão pouco desistir do sabor de estar vivo para acordar e dormir? Não pode desistir de dormir para sonhar... Não pode a sua voz calar; precisa continuar a cantar, ainda que aparentemente só você pareça estar... Precisa continuar dançando, pois a música da existência continua tocando.

Seja grato por estar aqui. Esteja contente por saber que é possível seguir. A caverna é lugar de morte; Saia daí!

Bom... Agora vou dormir... Obrigado Senhor por mais um dia do meu existir. Amém!

"Ora, Deus não é Deus de mortos, mas de vivos; porque para ele vivem todos." (Lucas 20 : 38)

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

O MELHOR DA HISTÓRIA


Jailson Freire


Foram sim, dias maravilhosos aqueles...
Lembrar que tudo era tão perfeito e que, dificilmente as coisas mudariam como mudaram, seria mesmo impossível acreditar em tamanha frustração se não tivéssemos vivido dias como aqueles.

Lidar com o desânimo que resolveu se instalar em tão frágil existência era agora uma questão de sobrevivência...

Ver as coisas acontecendo tão incrivelmente foi algo do qual não se ouvia falar fazia tempo.

Ser visto por alguém que jamais pudesse nos ver, era algo espetacular demais para ser contado de qualquer jeito... Todavia, mesmo que esses fatos fossem questionados, não haveria como mudá-los. Fatos são fatos e pronto.

Estar caminhando ao lado de quem não tinha pernas suficientemente firmes para uma caminhada, chegava a ser insólito demais para as nossas vidas.

Sem contar as histórias intrigantes que faziam com que todos aos seus pés quisessem adormecer como meros infantes... Talvez para sonhar com o reino "encantado" que sempre nos instigou a viver. Os detalhes eram tantos a ponto de fazer seus ouvintes não pensar na realidade que talvez os afligiriam no dia seguinte.

A promessa de paz e a dimensão do perdão oferecido eram boas demais para serem esquecidos, ainda mais se para obtê-los não houvesse necessidade de nada fazê-lo além de acreditar no que Ele acabava de falar.

O problema é que o sonho acabou no melhor da história... Não há mais no que acreditar, só restou-nos ir embora...

Depois de sua partida, a coisa por aqui não estava mais legal e a vida talvez não tivesse a nos oferecer nada além de uma dose diária do que chamamos de mal.
Contudo, no caminho de volta à realidade, eu e meu companheiro de idade... Vimos que alguém se aproximava de nós com rosto coberto de amor e bondade.

Não. Não conhecemos o sujeito de cara, apenas prestamos atenção em sua fala.

Ele parecia mesmo muito desinformado, pois indicava não fazer idéia do que acontecera pr'aqueles lados. O que Ele nos dizia provocava algo de muito estranho em nossos corações que ardiam.

Contamos a ele os fatos ocorridos que tanto fizeram valer à pena ter vivido, e ele nos fez lembrar que o que aconteceu os antigos já previam.

Depois de muita conversa chegamos à cidade pretendida onde de novo nossas vidas, eu e meu amigo, reconstruiríamos. Mas como Ele viagem seguiria, convidamos para uma breve estadia.

Numa noite agradável então, resolvemos sentar à mesa para comermos o pão. Nosso convidado levantou o alimento e agradeceu por tão maravilhoso evento.

Só então entendemos o porque nossos corações ardiam ao ouvir o que aquele homem nos dizia. Ele nos falara a respeito de um fato ocorrido numa cruz. Foi só então, que enxergarmos que o homem que conosco falava não era ninguém menos que o próprio Jesus.

No mesmo momento nos sentimos muito bem e sem titubear resolvemos voltar para Jerusalém.

E você? Pra onde pretende ir?


Lucas 24: 13 a 31

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

EU, EGO DE MIM...


Jailson Freire

Tudo começa comigo e termina em mim. Eu, eu, eu e mais eu... Eu sou, eu faço e aconteço. Eu sinto, eu acho. Eu quero, eu gosto.

Eu sou o melhor. Eu sou o mais certo. Eu sempre tenho razão. Eu digo e não nego, mesmo comendo chão.

Eu tenho, eu compro, eu conquisto... Mesmo que eu não saiba o que fazer com tudo isso.

Eu recebo, obtenho e não ofereço. Eu sou assim, quem quiser que venha a mim... Eu fiz, eu quis e me satisfiz. Eu falo, eu não me calo, eu sempre tenho razão, eu já disse, eu repito!

Eu sou o mais forte, eu tenho o poder; posso até comprar você. Eu nunca erro, eu sou perfeito. Eu jamais vacilo, nem sei o que é isso...

Eu quero, então compro... Eu quero, então possuo... O que importa sou eu... O que importa é que eu tenha. Mesmo que aos montes engane. Mesmo que seja em nome do inocente que morreu... O que morreu por mim, você e eu. Viu? Sempre eu...

Eu sei que o mundo foi feito para mim, por isso eu sou assim...

O problema é que quando tenho que guardar não fica comigo e se eu preciso vender, não ficará em meu poder. Pior é que isso serve para mim e para você.

Eu possuo, e se não possuo ainda, é porque eu não quis, e se eu quiser, então terei e se tenho não darei, pois se eu der não terei e se não terei é porque ainda não se fez.

Ah o ego! Esse é o ego que precisa morrer por asfixia. Esse é o ego que talvez você até tivesse e não via que tinha. Esse que não divide nem se converte. Esse que ainda assim nos diverte!

Esse que não se vê a hora que chegue o fim de sua história em nossa vida. Esse que nos torna egoístas... Esse que às vezes vem para ficar, não como turista. Esse que nos envergonha. Esse que nos enfadonha.

Quando o ego morrer todo ano precisa contar aniversário, pois a morte desse imbecil sempre foi um enorme entrave. Precisamos comemorar como um gol que não bateu na trave.
Adversário de tudo o que foi planejado pelo Deus que sonha em ver o mundo alcançado por sua graciosa graça. Que ama a paz e a alegria, além de resgatar os filhos de uma terrível fadiga.

Morte ao ego!


"Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu;" (Apocalipse 3 : 17)

“Porque haverá homens amantes de si mesmos...” II Timóteo 3:2

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

O TEMPO ÀS VEZES NOS CANSA


Jailson Freire

O tempo às vezes é um preguiçoso e intransigente com os que dependem dele para o começo de uma nova fase de alegria e gozo. Ele, o tempo, vez por outra nos coloca de castigo por algo que nem sempre fizemos por merecer.

O tempo, raras às vezes, é nosso amigo, ainda que alguns dizem ser o senhor da razão (ou não).
Na maioria das vezes se faz como os que desejam nos ver arruinados e sem esperança. O tempo às vezes nos cansa.

O tempo às vezes é meio infantil; só quer brincar de “espera – espera”, sem nem mesmo nos perguntar se queremos este tipo de brincadeira imbecil.

O tempo às vezes goza da nossa cara quando se disfarça e de nós escapa. O tempo é um brincalhão idiota.

O tempo nos induz a beijar a pressa sem que com ela queiramos ir à festa - Nem sempre a festa presta . Ou às vezes quer transformar nosso cérebro em mingau; o tempo é muito mal...

O tempo às vezes anda muito devagar e sem pressa. O tempo não está nem aí se por causa dele ganhamos ou perdemos por esperar. Ele não liga se a gente sonha ou dorme para a dor passar.

O tempo gosta de ver a gente angustiado por causa da noite que não quer clarear. O tempo rir de nós enquanto nos ver chorar pela dor que não cala a sua voz.

O tempo não está nem aí se por sua causa vamos perder ou ganhar.

Por tudo isso, devemos o tempo trapacear... Das suas artimanhas nos esquivar... Fazer com que “ele” vá se daná...
Devemos sempre dizer para ele em quem vamos confiar... Deixar bem claro pra ele que vamos continuar a sonhar, e que o seu joguinho, vamos rejeitar.

Mostrar para o tempo que mesmo que nos faça esperar estaremos contentes, pois sabemos que quem cuida de nós jamais nos deixa sozinhos na vida esperando que o tempo nos cure a ferida.

Falar para o tempo que o socorro esperado não depende dele e do feriado. Não dependemos do tempo para estar contente, pois o Deus da existência nos disse um dia que seu socorro sempre viria e nunca demoraria, pois seria sempre presente!


"DEUS é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia." (Salmos 46 : 1)

“ESPEREI com paciência no SENHOR, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor.”
Sal 40:1

"Pois, se nem ainda podeis as coisas mínimas, por que estais ansiosos pelas outras?" (Lucas 12 : 26)

sábado, 5 de setembro de 2009

HÁ UMA ESPERANÇA...


Jailson Freire

Por tudo que venhamos passar aqui, estejamos certos: Há esperança!

Há esperança em que as coisas prossigam sempre ao melhor termo. Que a vida, apesar de muito breve, é a única forma de se nascer para a eternidade.

Há esperança de que apesar da dor, cedo ou tarde o alívio virá. De que o sonho que é sonhado por anos a fio se realizará. Que a tristeza apesar de parecer interminável, está prestes a terminar. Há esperança de que mesmo em meio à guerra, a paz prometida acontecerá. Há esperança!

Há esperança de que a noite mesmo sendo longa e fria, terá que ceder lugar para que o sol reine outra vez até seu próximo descanso de um dia.

Há esperança que, mesmo que o machado já tenha sido posto ao tronco, novos ramos brotarão para mais um show existencial.

Há esperança de alegria para o que vivencia um caso que parecia ter chegado ao fim da linha, mas que pela fé ganha um novo fôlego de vida. Há esperança de que aquele que um dia subiu aos céus um dia vai voltar para buscar os seus!

Há esperança quando por amor nos damos todo dia a fim de que outros experimentem o que é vida com alegria.

Sim eu sei que há esperança para o que vacilou, assim disse o Senhor. Disse por que nos amou. Disse para que vivamos em paz e ainda para nos mostrar como se faz... Como se faz com o que certamente vacilará como nós ou quem sabe, ainda mais...

Não sei como pode ser assim. Não entendo tamanho mistério, mas em fim... Sei que sempre haverá esperança para você e para mim.

"Ó minha alma, espera somente em Deus, porque dele vem a minha esperança." (Salmos 62 : 5)

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

NUNCA MAIS VOU...


J.Freire


Somos assim mesmo ou isso também muda um dia? Ou deveria ter mudado quando nascemos pela segunda vez nesta vida?

O pacto é pra valer agora ou logo vai voltar a se desculpar como quem põe culpa em tudo menos em você?

O filme trach que protagoniza será reprisado por quantas vezes até que seja mudada a película para a próxima sessão romântica?

Vai continuar passando pela trilha em que está cansado de ficar preso no laço maldito do caçador de passarinhos ou vai mudar para o caminho seguro e reto em busca do ninho?

Até quando vai tocar a mesma música fúnebre de alguém que apenas morre e nunca nasce de novo?

Quantas vezes serão necessárias pedir clemência pela infâmia cometida nos cantos escuros da sua vida? Quantas promessas serão quebradas como se nunca as tivesse feito a ninguém? Quanta garantia podre oferecerá como lastro para uma vida equivocada e de amargar?

Por quanto tempo você pretende achar que engana alguém com afirmativas do tipo “nuca mais?” Nuca mais farei isso... Nunca mais farei aquilo... Nunca mais cairei aqui nem acolá...

Por quê promete o que sabe que não pode cumprir? Por quê penhora uma palavra que sabe não possuir? Por quê vota quando no fundo apenas queria a sua cota de atenção divina para em paz dormir?

Apenas confesse que não é capaz, mas que aceita a paz que se oferece sem paga. Renegue a desgraça... Como pagaria algo que nunca terá preço?

Precisa entender o significado da graça antes que o silêncio se faça no âmago da alma. Precisa urgentemente saber o que significa pacto e favor que não se merece quando se faz uma prece na hora do pavor.

Precisa saber que enquanto vida existir para viver e que enquanto humilde você, aproximar o seu ser, não vai entender, mas vai perceber que o Deus que é pai sabe que ainda que digas “nunca mais”; mesmo sabendo não ser capaz da promessa cumprir, Ele o verá como filho, pois aceitou o desafio de até mesmo morrer por quem só merecia o castigo.

Se vacilar, o endereço vou te contar: João 1:9 - prossiga em paz.


Apenas vá e não vacile mais...


"E ela disse: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais." (João 8 : 11)

"Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça." (I João 1 : 9)

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O ALÍVIO


Jailson Freire


Uma palavra tão pequena e tão colossal em seu significado. O que não faríamos para tê-la ao nosso lado nos piores momentos de nossa existência?

Uma palavra dengosa e caprichosa. Uma palavra eficaz. Uma vontade que faz, um anseio estridente que o alívio seja urgente.


Uma espera, um desejo... Um desejo que venha sem demora. É até maldade a sua ausência, é uma espera amarga essa experiência. Não é possível existir sem a sua visita vez por outra. Não é lógico existir sem que esta palavra esteja em nosso boca.

Muitos de nós buscamos desesperadamente. Muitos de nós acreditamos que iremos encontrar em lugares onde jamais estará, tamanho o desespero que não quer se calar.

O choro. O sofrimento. A angústia. O lamento... A maldade.. A dor. A traição, o horror... Ah o alívio! Como necessitamos do alívio para viver...


A vida precisa continuar, mas o socorro precisa chegar. A dor é muito forte e precisa acabar... O sofrimento é medonho, talvez não dê para suportar. Você precisa do alívio... Nós precisamos do alívio.


Sim. O alívio virá e esperar é questão de sobreviver. Esperar é obedecer. Esperar é saber que pode até demorar um pouco, mas virá. Pode até se atrasar por um pouco de tempo, pois a vinda é longa e a estrada cheia de emboscadas e ventos.

Tenha paciência e espere, é certo que vem. Não negue essa verdade, pois ninguém perde por esperar. Ele prometeu e cumprirá. Ele falou e não falhará... Ele não é como nós, se disse fará... Cedo ou tarde o alívio virá.

O alívio sempre vem, pois precisa obedecer a ordem de "alguém". O alívio não tem escolha, pois o pedido fora selado com lágrimas que não são de cebola. O alívio é a certeza de que nunca estamos sozinhos. O alívio é a grata certeza de que temos um amigo.


Jesus!

"Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei." (Mateus 11 : 28)

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

AS CONTRADIÇÕES DE UMA VIDA





Jailson Freire



Podia ser menos complicado, mas ao invés disso é algo terrivelmente embaçado. Desejamos ser o que não somos. Queremos contar a história que não vivemos. Desejamos falar do que não conhecemos. Somos levados a dizer do que não entendemos.

Ouvimos o tempo todo a respeito dos padrões a serem seguidos e até concordamos com o que entra por nossos ouvidos, mas ao contrário do que pensamos, provavelmente não praticaremos. Prestamos atenção e nos imaginamos encaixados nos padrões, muitas vezes utópicos que são pregados, todavia, não muito tempo depois, somos levados a um estado de inércia logo na hora em que devíamos fazer o bem.

Foram muitas as tentativas e inúmeras desistências, mas mesmo assim não nos cansamos de continuar tentando; foi nos dito que seria possível.

Caminhamos as duas milhas, pois isso seria um padrão divinamente sugerido para um humanamente fingido, mas depois disso nos sentimos cansados demais para virar o outro lado do rosto suado para mais uma sessão de humilhação – Quem sabe na próxima?

Queremos ser como os que não possuem, mesmo possuindo tudo. Queremos ser como quem doa mesmo não sendo como o que doa, apenas para dizer de nós o que no fundo nem todos somos.

Falamos de uma vida perfeita que não experimentamos. Lucubramos sobre uma estrada alinhada que não caminhamos. Sorrimos o sorriso engessado de quem chora magoado, pois ninguém tem nada com isso se a vida real, já é de quatro dias e ainda por cima cheira muito mal.

Cantamos a canção alegre que fala de dor e enchemos o coração com um ego já envenenado de orgulho e odor.

Não somos quem dizemos ser. Não falamos o que queremos falar. Não pecamos só por pecar. Na verdade, sonhamos em nunca magoar, mas magoamos aquele que só nos fez amar. Isso parece nos dá mais prazer do que o alegrar...

É certo, que mesmo assim será possível experimentar a certeza de que depois de tudo, salvos vamos estar, pois seria impossível imaginar, que o evento que divinamente dividiu a história levando um inocente a se entregar como se fosse culpado, não mais servir para um homem em crise, da dúvida tirar.

Isso tudo tem jeito!




"E Jesus, respondendo, disse-lhes: Não necessitam de médico os que estão sãos, mas, sim, os que estão enfermos;" (Lucas 5 : 31)

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

SOBREVIVENDO À COISA...


Jailson Freire

Querendo ou não ela sempre aparece e quando aparece nos deixa perplexos e sem ação diante de suas várias faces. Sim. È como um dragão com várias cabeças... Jamais virá com uma cabeça apenas e um rabo... Será um monstro difícil de ser vencido, mas perfeitamente vencível.

Medo. Pavor. Indignação. Isso não devia acontecer! Não agora. Quem sabe num momento melhor, mas “a coisa” jamais aparecerá num momento melhor, será quase sempre nos piores dos momentos de nossa existência. Será quando já estamos fragilizados. Será quando o terreno já estiver minado. Será depois que você estiver cansado.

A batalha, nesses momentos passa a ser fato estabelecido e o que nos resta é ficarmos parados, assistindo “a coisa” destruir todas as prateleiras onde guardamos os nossos sonhos... Ah os sonhos!... Ou lançar-se contra “a coisa” e lutar, bater e combater com fúria de um inconformado em levar apenas cacos para casa.

Não será fácil combater “a coisa...” Ninguém disse que seria... Mas valerá à pena resistir se você se equipou com os equipamentos adequados: Se a armadura for sim quando sim, e não quando não. Se o ponteiro da balança no meio certo for a sua couraça. Se os pés estiverem bem protegidos com as novidades que geram paz. Se seu escudo for confiança total que você sempre disse ter no que prometeu batalhar por nós.

Serão inevitáveis os arranhões. E daí? O que importa é que mesmo sabendo dos arranhões, no final quem leva a melhor é quem nunca luta sozinho. No final, leva sempre a melhor quem sabe o nome do seu General... Você sabe que quem levará a melhor é quem lutar bem preparado.

O que fazer então diante da “coisa”? Lute! Lute! Lute! Não desista jamais! Pois depois de tudo “a coisa vai fugir e você será o sobrevivente”.


"Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo”.(Efésios 6 : 11)

quinta-feira, 30 de julho de 2009

VOCÊ FEZ POR MERECER, MAS...




Jailson Freire

Temos tudo ao nosso dispor. Temos tudo para sermos felizes...
A tv nos mostra a cada momento que precisamos ter esse tudo e a qualquer custo. A idéia é que você seja muito feliz... Muito feliz mesmo! A intenção é que você, finalmente, tenha a felicidade que levou a vida inteira para conquistar.

Sim. Claro. Você fez por merecer... Você trabalhou, conquistou e agora tem o direito em ser muito feliz, a final era só o que faltava em sua coleção de bens, ou ainda falta alguma coisa?

Não. Não mais, pelo menos por enquanto...

Você olhou aquela vitrine por meses e desejou aquele objeto como nenhum outro. Você sonhou e decidiu buscar a realização daquele sonho brilhante. Você sonhou, suou, imaginou, e suspirou pelo objeto do seu desejo. Você curtiu muito imaginar ser possuidor de tamanha “jóia”... Claro que falo de qualquer tipo de jóia... Aliás, o que poderia ser a jóia desejada por você?

Finalmente chegou o dia da conquista! Ufa! O que poderia valer mais do que o seu sonho realizado? Você conquistou. Pronto! Não te falta mais nada. Certo?

Errado.

Você jamais saberá o que é ser feliz se sua busca for de metal, vidro, pedra, madeira ou plástico. Você não terá tempo para ficar feliz por possuir coisas. Você verá que em questão de muito pouco tempo, sua “felicidade” se transformará em vapor, quando muito, em um belo monturo.

Felicidade não é matéria, logo não será outra matéria o motivo do seu existir. Felicidade é mais... É muito mais que coisas. Felicidade é muito mais que sorriso. Felicidade é muito mais que alegria. Felicidade é muito mais que possuir. Felicidade é saber para onde vai quando as cortinas se fecharem. Felicidade é saber o caminho de volta pra casa. Felicidade é saber que o metal pode enferrujar, e do tecido a traça se aproveitar. Felicidade é saber ao final de tudo o por quê valeu à pena.

Felicidade é estar contente. Felicidade é contentamento!




"Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes." (I Timóteo 6 : 8)

sábado, 13 de junho de 2009

CEDO OU TARDE


Jailson Freire



Todo dia amanhece. Todo dia escurece... Isso é fato. Não há como negar. Faz parte da nossa vida ver o sol chegando e partindo para que a lua dê o seu esperado show.

Todos os dias a gente acorda para viver, como se sonhar, não fizesse parte da vida.

Todos os dias alimentamo-nos e trabalhamos para nos alimentar outra vez e outra vez e mais outra vez...

Tudo acontece sempre outra vez. Tudo é uma constante repetição. Tudo parece ficar enfadonho com o passar dos anos, até que viver parece algo muito chato.

A rotina cansa a nossa alma. Cansa a nossa vida e tira o brilho da nossa existência.

Somos levados pela rotina à sala do tédio. Até o mar às vezes cansa de chacoalhar e não raras às vezes, resolve ficar calmo e deprimido, ou revolto, como se quisesse rebelar-se contra a ordem suprema de estar limitado às areias.

Aqui é um tempo de espera e muitos renegam a esperança. Por isso resolvem que as sua vidas ocas e vazias não mais serão submetidas ao tempo do criador do existir; somos assim.

Eu sei... Às vezes é chato isso tudo, ainda mais para quem não tem a esperança no que estar para começar depois que tudo acabar. Depois que os pássaros não mais cantarem. Depois que o sol não mais brilhar... Depois que as flores não mais existirem.

Aqui é um aprendizado. Aqui é o tempo de aprender esperar pelo melhor. É o tempo de aprender esperar pelo que nunca acabará. É o tempo de esperar pelo eterno. É o tempo de esperar pelo que é realmente belo.

Um dia, a gente vai ter que ir... Um dia a ordem será dada. Um dia vamos ter que atender a chamada. Um dia atravessaremos a fronteira e isso é fato tão real quanto ver o por do sol por tantas vezes.

Cedo ou tarde a gente vai partir. Cedo ou tarde a gente vai dormir para acordar de vez. Cedo ou tarde a gente vai nascer na “terra do eu nunca vou morrer”. Cedo ou tarde vamos conhecer aquele que nos amou com tão intenso amor. Cedo ou tarde a gente vai se vê por lá.


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"E VI um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe." (Apocalipse 21 : 1)


"E eu, João, vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido." (Apocalipse 21 : 2)

quarta-feira, 3 de junho de 2009

ISSO VAI DOER UM BOCADO...


Jailson Freire


Questão de atitude. Questão de decisão. Questão de honra... É a hora da verdade! É a hora a ser enfrentada. É o momento crítico...

Talvez seja isso o que devia ter sido feito a mais tempo. A atitude a ser tomada exige agora uma decisão muito contundente e eficaz... Não... Ninguém disse que seria fácil. Ninguém falou que seria moleza, ao contrário... Mas e daí? Vai ficar inerte e deixar essa coisa ditar o seu destino?

O fato é que este parasita precisa ser extirpado a qualquer custo da sua alma, sob pena de fazê-lo em pedaços irrecuperáveis.

Na verdade ainda pode haver outros parasitas diferentes e menores que também precisam ser eliminados da sua existência, mas esse é questão de vida ou morte. Esse parasita está destruindo você. Essa coisa está agarrada a sua alma e não sairá a menos que você tome a decisão de arrancá-lo.

Esse parasita tem tirado a sua paz... Tem trazido tristeza ao seu coração... Esse parasita tem roubado a sua alegria de viver... Tem ditado em que você deve pensar durante o dia. Isso o tem levado às profundezas da amargura.

Isso não é parte de você... Isso nunca fez parte da sua vida! Isso não tem que ficar com você ou em você!

Isso não devia jamais ter se instalado em sua alma... Mas depois de instalado levou você a uma situação de risco eminente. Destruição da sua vida, da sua moral e do seu corpo.

Mas agora... Agora você precisa fazer a opção. Você precisa tomar a decisão. Isso vai doer um bocado, pois a coisa é como um câncer; criou raízes profundas e precisa ser estripado. Mas você precisa resistir... Precisa permanecer em pé durante o processo.

Você não estará sozinho enquanto o procedimento de extirpação deste mal se fizer... Você terá o “O Especialista” ao seu lado. Mas precisa resistir.

Livra-se disso. Livre-se desse parasita infernal. Livre-se desse pecado fatal. Livre-se desse mal e seja livre!

"Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres." (João 8 : 36)

sábado, 23 de maio de 2009

QUANDO SAIR DO CATIVEIRO...


Jailson Freire

É um lugar frio... Muito... Muito frio. Além de não cheirar bem... Um lugar do qual ninguém deseja estar por sua própria vontade.

O que não dá pra entender é que o engodo usado na atração para este lugar foi muito agradável, não foi?


Também... Com uma casca bonita que escondia o que dentro não se via... Uma casca viçosa e cheirosa... Brilhante e irresistível aos olhos.

Covardia usar coisas assim para conduzir alguém a um lugar como esse. Covardia fazer acreditar que era a coisa certa a ser feita. Sim... Parecia mesmo ser o melhor, mas agora, beber o cálice amargo da desesperança não era algo que estava nos planos. Parece tarde demais para uma contrição, a esperança parece estar no porão.

Daqui de dentro não se pode olhar para o horizonte. Não há como focar a luz, pois a grade do cativeiro faz sombra; parece noite.


No início, até acredita-se que pode se acostumar, mas o desespero parece nos lembra que não há o que esperar nesse lugar.

Como esperar vida num lugar em que a morte faz residência? Como esperar alegria onde só emana angústia e covardia...

Você quer sair daí, mas acredita ter sido abandonado. Você quer a liberdade, mas parece tolice acreditar que um dia possa tomar sol nas ruas da cidade... Você quer sorrir, mas com poderia se a alegria virou sua inimiga? Você quer acesa outra vez em seu coração o pavio que fumegava, mas como tornar real se a tristeza parece uma maldita debochada?

Aí você canta essa canção:

Quando sair do cativeiro, sei que vai estar por inteiro na casa do oleiro. Sei que um banho diferente vai tomar; em águas puras vai se banhar. Quando sair do cativeiro, vai poder trabalhar para que os outros possa avisar a respeito deste engodo que pode levar alguém como nós chorar...

Qual é o seu cativeiro?

"Traze-nos outra vez, ó SENHOR, do cativeiro, como as correntes das águas no sul." (Salmos 126 : 4)

"E dirás no teu coração: Quem me gerou estes? Pois eu estava desfilhada e solitária; entrara em cativeiro, e me retirara; quem, pois, me criou estes? Eis que eu fui deixada sozinha; e estes onde estavam?" (Isaías 49 : 21)


sexta-feira, 1 de maio de 2009

E SE A VIDA PARECER MUITO CHATA?


Jailson Freire

Não. Definitivamente não. Não pode ser apenas isso o que chamamos de viver. Tenho certeza. É infinitamente mais que só isso.

É mais que acordar cedo. É mais que ir ao banheiro. É mais que escovar os dentes... É mais. É muito mais que tomar um delicioso banho. A vida é muito mais que tomar café e gastar um tempão apenas para escolher a melhor combinação de roupa. A vida é mais que tomar uma condução e ir ao trabalho.

A vida não pode ser resumida numa semana repetitiva ou até mesmo isenta de rotinas. A vida, na configuração que conhecemos pode mesmo parecer muito chata. Para alguns, pode não hver muito sentido. Pode ser muito cansativa e enfadonha, pois não há nada que seja tão novo que possamos chamar de novidade.

Assim, os dias vão passando. Assim, seguimos buscando e assim nos acabando.

O tempo pode parecer um inimigo debochado; uma madrugada fria que ansiamos ver passar a fim de que um novo dia volte a nos enfadar.

Não. Não pode ser apenas isso a existência de cada um de nós... Não pode ser apenas uma palha. Não pode ser uma falha. Não deveria ser um equívoco. Não deve ser apenas dor e piada. Não deve ser só ardor e gargalhadas. Tem mais... Tem que ter mais!

Tem que ter mais que só acordar sorrir, dormir. Acordar, chorar dormir... Tem que ter esperança! Tem que ter a promessa. Precisamos de algo mais real. Precisa haver sentido no que é mal... Ansiamos pelo que realmente importa. Queremos a melhor resposta. Desejamos a melhor proposta.

A vida pode ser muito chata, todavia será uma linda sonata se cremos que há uma palavra empenhada. Não uma palavra qualquer, mas uma palavra que dependa de fé. Uma palavra que dá sentido ao existir. Uma palavra que aponta para o por vir. Uma palavra que defina a vida. A vida eterna: Ressurreição!



"Ora, Deus não é Deus de mortos, mas de vivos; porque para ele vivem todos." Lucas 20:38

domingo, 26 de abril de 2009

QUANDO O VIDRO EMBAÇAR


Jailson Freire


O dia já não está lá essas coisas... São nuvens acinzentadas as que estão vindo ao nosso encontro... Já dá até pra ouvir o som dos trovões, que apesar de distante, mostram que a coisa vai ficar crítica em pouco tempo.

A gente sabe que em dias assim é muito difícil tomar a decisão certa, mas teimamos e resolvemos por nossa própria conta e risco que a viagem vai ser boa à beça.
Achamos que apesar da promessa de muita chuva, nada de tão preocupante pode acontecer. Estaremos protegidos em nossas cápsulas andantes do que vier a chover. Veremos tudo passar da janela, é assim que com fé se espera.

Entramos em nossos veículos, e confiantes, partimos em direção ao destino e seguimos adiante. Não muito tempo depois, o que não estava nos planos acontece; o vidro embaça e nossa viagem fica comprometida e impossível de ser realizada.

É claro que a gente nunca conta com isso... É claro que nos sentimos poderosos em nossas armaduras de aço, plástico, vidro e orgulho. A final, é disso que é feito o estilo de vida de tantos.

De certo que planejamos tudo certinho. Então pegamos o mapa e partimos.
Mas eis o erro...
O plano foi feito por nós.

Nenhum plano é cem por cento garantido quando planejado sozinho. Jamais foi! Sempre haverá uma falha. Sempre haverá algo que não entrará em nossos cálculos. Sempre haverá um equívoco medonho e inacreditavelmente invisível aos nossos olhos. Nossa incompetência para elaborar planos seguros para a nossa existência é patente.

Implorar por socorro é ao Senhor do existir é um proceder inteligente para quem sabe quem de fato guia a gente. Para quem entende que existir é um presente do Senhor de toda as coisas. É a melhor coisa a ser feita quando conhecemos ao que possuí a chave da vida e da morte.

Jamais será capaz de sair de uma tempestade sozinho... Jamais sairá com suas próprias forças. Lembre-se: Planejar algo que deu errado foi a única coisa capaz de fazer certo.

Por isso, quando o vidro embaçar você sabe a quem clamar.




"Uns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós faremos menção do nome do SENHOR nosso Deus." (Salmos 20 : 7)

quarta-feira, 1 de abril de 2009

TEM HORAS QUE DÁ VONTADE DE IR EMBORA


Jailson Freire

No princípio, tudo havia sido planejado pra ser “muito bom”, mas como a coisa se descambou para o outro lado, parece que nada mais terá jeito.

Uma moça, um pai, uma mãe e uma alegria que ainda se fazia presente junto com os presentes que talvez não tenham sido abertos... Não deu tempo.

Uma reunião santa de santos em homenagem ao Santíssimo e um fogo gostoso que ainda ardia por dentro.

Um futuro brilhante numa mão e vários pacotes de sonhos na outra... Em fim, como imaginar que tudo viraria vapor de um instante para o outro?

Um pedido simples e humilde, uma negativa bestial e um estampido fatal. Eis o mal...

A menina inocente está agora livre... Livre para passear nas ruas de ouro e olhar os muros límpidos de cristal. Livre dessa cidade “maravilhosa” e do mal. Livre do lugar que precisa tanto de todos nós que deveríamos ser sal.

A menina agora curte o privilégio de princesa dos céus... A menina vive a eterna alegria de usufruir de tudo que fora prometido na vida de cá para a vida de lá. Ela acreditou e levou.

A menina agora não precisa mais do espelho para ver o que via de olhos fechados que molhavam de alegria diante das mais belas e inimagináveis paisagens.

Ela não mais sentirá saudades, não mais chorará de dor ou angústia... Não mais pagará por ter vindo aqui. Não mais precisará vender nem comprar. Ela já tem tudo! Ela ganhou o prêmio.

Quanto a nós, sentiremos saudades... Quanto a nós, não nos conformaremos. Quanto a nós sempre denunciaremos... Quanto a nós sempre nos envergonharemos dessa pouca vergonha inspirada pelo mal que dos nossos corações parece querer fazer mingau...

Quanto a nós, esperaremos que Ele volte pra nos buscar... Ou então o momento que nos chamar...

Por tudo isso, tem horas que dá vontade de ir embora.


Apocalípse 21

sábado, 28 de março de 2009

UMA QUESTÃO DE ESCOLHA

Jailson Freire

Tudo vai indo muito bem, obrigado. Está tudo muito tranqüilo por aqui... Veja o mar... Parece uma piscina... Águas límpidas e calmas... Quem não gosta de flutuar em águas assim?

Olhe o céu... Não há tempestades à vista... Não há uma nuvem se quer... Um dia lindo para um vôo majestoso.

Olha o campo... É... Esse ano a colheita vai ser boa. Não aconteceu nenhum imprevisto por aqui... Isso também é muito bom... Não há pragas na plantação, não há perdas na safra.

Não... Não houve defeito algum... Tudo funciona perfeitamente bem...


Os exames? Há... Quanta alegria em saber que foi preocupação desnecessária... Nunca se esteve tão bem de saúde.

Como Deus é bom... Como Deus é maravilhoso! Tudo parece mesmo perfeito... Uma vida assim é o que dizemos ser a vida que pedimos a Deus...

E quando isso parece apenas um sonho em meio a um pesadelo? E Quando tudo toma o ruma em direção a um final patético. E quando as uvas parecem ressequidas? E quando o mel vira losna? E quando os exames apenas confirmam as suspeitas mais despóticas de um futuro mórbido?

São nesses momentos que o socorro urgente se faz necessário, mas que as dúvidas surgem. Momentos em que somos tendenciosos a sepultarmos a esperança e a fé... Momentos que até ela, a fé desaparece nos recônditos de nossa alma.

São nesses momentos que duas opções são colocadas ao nosso dispor: crer e viver, não crer e perecer. Sempre será assim: Uma questão de fé. Uma questão de escolha.




Disse-lhe Jesus: Não te hei dito que, se creres, verás a glória de Deus? João 11:40


terça-feira, 17 de março de 2009

A MORTE DE UM COPO DE CRISTAL


Jailson Freire

A areia é processada até que um dia é transformada em um belo copo de cristal tão transparente que faz a luz do ambiente tornar-se tão límpida que chega a ofuscar a visão de quem ousa admira-lo. Um objeto majestoso e atraente. Um objeto sofisticado e caro. Um objeto de valor.

Pagamos o preço e levamos para a nossa casa com o fim de usá-lo tão somente em ocasiões especiais.
Ao terminar o seu uso, nos empenhamos ao máximo para que nenhuma mancha grude em suas límpidas paredes transparentes. Depois do banho, ele, o copo de cristal, tão somente ele, pode desfrutar da flanela comprada especialmente para lustrá-lo.

Temos um carinho muito especial àquele objeto. Custou um preço alto.

Procuramos o melhor lugar da estante, o mais protegido para guardar o nosso querido copo de cristal, pois tão logo surja um momento especial, o retiramos do repouso para mais uma celebração inesquecível.

Não é um copo qualquer. Não é um mero objeto. Não se trata de um copo que compramos na liquidação... É um maravilhoso copo de cristal e como tal deve ser tratado diante dos outros súditos objetos.

Um dia, depois de mais um dos raros momentos sofisticados de seu uso. Chega então, o momento do banho em águas morna com detergente igualmente especial e caro.

Como tudo tem seu fim na existência, o copo escorrega e cai ao chão.

O dia logo fica nublado e banhado por um vento sinistro...

Foram dias lindos vividos ao lado dele... Muitas lembranças maravilhosas de celebrações... Mas agora, o copo se foi. O copo quebrou. O copo precisa descansar em paz...

O copo pode ser substituído, pessoas não. O copo pode ser comprado novamente, pessoas são insubstituíveis. Copos de cristal podem ser encontrados em uma loja qualquer, pessoas jamais são iguais. O copo logo poderá ser esquecido, pessoas jamais serão esquecidas.

Pessoas valem mais que qualquer objeto ou coisas; seja um lindo copo de cristal, seja o carro mais caro do mundo.

Pessoas valem mais que pássaros. Pessoas já foram compradas e não estão mais à venda. O preço?

Sangue e cruz!

Mateus 10 : 31

sexta-feira, 13 de março de 2009

SÓ TENHO MEDO DE TER MEDO...


Jailson Freire

Motivos não nos faltam. O pavor sempre está à espreita pronto para fazer mais uma vítima.

O que devia ser uma exceção tornou-se regra. O que não era pra acontecer, agora é fato iminente. Isso aterrorizante. Isso nos tira o sono.

O que poderá acontecer nos próximos minutos? Que tipo de impacto podería acontecer a qualquer de nós? Em que momento? Não. Não dá para prever... Não dá para estar preparado. Ninguém jamais esteve preparado. Ninguém imagina isso; não é por falta de imaginação.

Um pai. Uma criança inocente. Uma mãe sorridente e de repente: Cadê? Cadê o sorriso da mãe? Cadê a esperança do pai? Cadê a criança?

Daí em diante o filme na tela chama-se “O pavor inacreditável”. Para alguns, estatística. Para os “outros”, tormenta.

Um filme que pode durar uma eternidade ainda que o pavor acabe em final feliz.

É assim que nos sentimos vez por outra diante da violência. O exemplo é apenas um entre tantos, mas o medo pode ter várias facetas. O sofrimento pode estar numa prateleira com diversos sabores; sabores de morte e tristeza.

Sendo assim o que no fundo desejamos é ter asas e voar pra longe dessa festa macabra e maligna... Talvez um lugar que ainda não exista, pelo menos para nós que somos turistas.

O que fazer diante disso tudo?

Quanto a mim... Só tenho medo de ter medo. Só tenho medo de que Deus não esteja comigo!


Salmo 55: 5 e 6
(Eu leria tudo)

domingo, 1 de março de 2009

VOCÊ SABE QUAL É A BOA?


Jailson Freire

Pense um instante comigo no quanto somos confrontados com tantas notícias que, na maioria das vezes, nos fazem perder o pouco da fé que ainda nos resta na humanidade.

Uma notícia aqui, outra acolá e em quase todas o que vemos em comum é lamentação e choro. O que vemos é gente sendo machucada e ferida.

Quando alguém se vai e vira notícia, é certo de que na questão está envolvida negligência, covardia, maldade, inveja, ciúmes, paixões e... Frutos da carne são de fato, frutos muito perversos.

Somos maus sim... Meninos e meninas muito malvados.

Buscamos sempre nos aperfeiçoarmos na pratica da maldade. Criamos verdadeiras máquinas de aniquilamento do nosso próximo e sempre acreditamos ingenuamente, que o mundo seria bem melhor se apenas “eu” e mais ninguém vivesse por aqui... Quanta estupidez!

Criamos e inventamos coisas que quando não são objetos do nosso desejo desenfreado e que para tê-los fazemos qualquer negócio. Coisas que muitas vezes são a causa do nosso auto-abatimento e lamento.

Esperamos com isso, que o nosso sorriso permaneça congelado mesmo que o choro seja uma paisagem morta nos rostos de nossos semelhantes. Nos sentimos “realizados” quando fazemos parte do grupo dos que possuem, ainda que um dia, o que possuímos vire lixo.

Isso tudo impressiona... Não é fácil admitir que fazemos parte de uma “raça” que tenha essas desqualificações, pelo menos para muitos de nós que ficamos como estáticos diante das notícias a respeito do que somos capazes de fazer.

Mas o que mais impressiona é saber que apesar de tudo isso, Deus ainda acredita que haja algo de bom em nós... Deus ainda aposta que muitos podem sim possuir o seu caráter. Ele apostou tudo que tinha nisso. Ele entregou o seu tesouro para que a coroa da sua criação fosse resgatada... De tudo isso, você sabe qual é a boa?

Deus ainda gosta de nós.


"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." (João 3 : 16)

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

MELHOR AINDA...


Jailson Freire

Culpa; um sentimento horrível que nos envolve sem piedade. Um sentimento gelado que sem qualquer cerimônia nos aniquila a alma trazendo um peso enorme sobre a nossa existência e nos fazendo perder a calma.

Por causa dela, muita gente deixou de viver faz tempo... Muita gente deixou de caminhar em direção ao prêmio prometido e estão muito cansados para continuar na caminhada da vida. Ela, a culpa, é uma vilã impiedosa e a todo custo, tenta paralisar a nossa vontade de viver.

A culpa nos torna tristes e sem motivos para sorrir. A culpa é parasita em nossa alma e precisa ser removida. Precisa ser arrancada sem hesitação. Precisa nos abandonar para que a roda de nossa existência possa seguir livre e desemperrada na estrada da vida.

Só quem se livrou dela é que sabe o quão maravilhoso é poder caminhar desimpedido deste peso maldito. Só quem recebeu o perdão, antídoto contra os males provocados pela culpa, sabe do que está falando esse seu irmão.

Não há como seguir sem estar perdoado. Não há como viver sem a certeza de que o que passou, passou e não mais será lembrado. Não há como estar alegre sem que esteja convicto de que o Senhor da vida estendeu as suas mãos para nos conceder um novo dia... Uma nova chance... Uma nova proposta de caminhada todo dia. Isso chamamos graça!

Não tente entender graça. Nem se atreva a explicar, pois se você conseguir definir em seu coração o significado de graça, nenhuma graça terá.


Receber o perdão divino para as nossas mancadas diárias é algo maravilhoso demais para ser entendido; é graça. Sentir-se livre da culpa... Hum... Isso é melhor ainda.


Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus. (Rom 3:24)

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

SABE PAI...

Jailson Freire



Sabe Pai... (silêncio)... Faz tempo a gente não conversava... Faz tempo... (silêncio)... Faz tempo a gente não falava sobre coisas simples, mas que enchia o meu coração de alegria; coisas que fazia meu coração sorrir mesmo quando parecia que tudo estava perdido.

Sabe Pai... Tenho tanta coisa pra te falar, mas não sei como devo... (lágrimas...)... Ah essa vida!


Sabe Pai... A vida é algo tão maravilhoso, mas ao mesmo tempo tão estranho... Tão contraditório... Tudo passa tão depressa... Tudo parece não ter tanto sentido quanto deveria ter.

Sabe Pai... As coisas desta vida são tão fugaz... Tudo é tão... Tão... Tão sem graça sem Você...


Sabe Pai... O tempo em que eu estive longe de você foi um tempo de muita angústia... Não consigo entender como pude pedir o que eu achava ter direito e ter partido para uma terra estranha, de desamor e castigo...


Sabe Pai... Passei fome... Muita fome de paz e alegria... Senti saudades... Saudade do tempo em que conversávamos... Senti muita falta do seu afago... Senti não ter ninguém para dividir meus dramas e segredos...

Sabe Pai... Comi do que os porcos comiam e por muito tempo até achei sabor naquele alimento miserável... (lágrimas)...

Sabe Pai... Não imaginava que você me amava tanto assim... Não merecia ser aceito de volta... Não merecia o banquete... Não merecia o anel que colocou em meu dedo... O que fiz foi injustificável... (Não pra Você...).

Sabe Pai... Não tenho palavras para agradecer por ter me abraçado daquele jeito... Eu estava tão sujo... Tão mal cheiroso e ainda assim você me abraçou com seu amor incondicional e me fez ficar tão constrangido que não tenho nem palavras. Seu amor é mesmo constrangedor...

Sabe Pai... Lamento profundamente ter te deixado tão triste quando partir em busca de uma felicidade ilusória e sem sentido... Agora eu sei...

Sabe Pai... Eu nunca vou entender o amor que ainda sente por mim mesmo depois de tudo que fiz...

Sabe Pai... De tudo que aprendi uma coisa preciso te dizer: Não há vida de verdade longe de Você.

Papai... Bom estar de volta. Bom estar perto de você!


"E, poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando tudo, partiu para uma terra longínqua, e ali desperdiçou os seus bens, vivendo dissolutamente." Lucas 15:13)

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

VO_ C:\ FORMAT, SISTEMA ATACADO!


Jailson Freire


Apagar a memória do computador é algo relativamente simples para muitos de nós, mas apagar algo da nossa memória é uma tarefa deveras complicada. E isso é motivo para muita dor de cabeça.

A vida precisa acontecer, mas fatos que povoam as nossas mentes, nos paralisam e nos fazem estar em situação de mau funcionamento da alma. Queremos acontecer junto com a vida, mas a vida acontece; nós não. Algo precisa ser feito!

Como prosseguir sem que a conta esteja zerada. Sem que a sentença esteja anulada. Sem que as mancadas sejam perdoadas. Sem que a ofensa seja esquecida definitivamente? Como prosseguir com um dedo apontado para nós que prejudica a nossa visão de futuro? Como prosseguir sem a certeza de que seremos perdoados? Sem a convicção de que passado é passado? Como neutralizar o vírus que corrói a nossa memória?

Vidas paralisadas e sistemas de auto-ego incapaz de executar o programa da existência sem dor por causa de almas penadas de lembranças mofadas.

É necessário o antídoto. É necessária a cura. É preciso o livramento do embaraço... É necessário fazer de novo. É necessário lembrar mais uma vez da única forma de formatação dessa memória. É urgente o sacrifício já realizado e pouco acreditado em situação de pânico da alma assombrada.

Ele pode fazer de novo, Ele pode limpar o sistema existencial. Ele pode formatar a sua memória. Acredite!

Vamos lá... Digite VO_C:\ FORMAT e aguarde a formatação do seu passado. REINICIE a sua vida e digite JESUS. COM.VC.

Comece de novo.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

O SILÊNCIO


Jailson Freire

Um dos sentimentos que mais dói na alma humana é o abandono.

Dói nas profundezas da alma ser ignorado. Isso nos coloca em posição inferior. Isso angustia e enche de amargura o nosso âmago.

Não entendemos o porquê somos tratados assim. Isso cega a nossa compreensão do que é viver por aqui.

Há nesses momentos, um sentimento de desânimo e autocomiseração, que não rara às vezes, joga a nossa auto-estima para os mais profundos recônditos da nossa existência. Buscamos forças e não encontramos. Buscamos esperanças, e nem mesmo ela parece mais existir.

Imagine se o próprio Deus fica em silêncio quando mais precisamos ouvir a sua voz. Pensamos então, que até Ele parece ter se aliado com os que nos colocaram nos porões da nossa existência; sentimos-nos desgraçados.

Deus gosta de nos ensinar a viver. É próprio de sua pedagogia ficar em silêncio diante de algumas orações que fazemos.

Você pode até não entender em quanto durar a crise, mas vai aprender a lição. Vai entender que é na crise e no silêncio divino que somos treinados a compreender o significado da altura, largura e profundidade do Seu amor.

Por isso, quando Deus ficar em silêncio, ouça o que ele tem a dizer.
“Por um breve momento te deixei, mas com grandes misericórdias te recolherei;Com um pouco de ira escondi a minha face de ti por um momento; mas com benignidade eterna me compadecerei de ti, diz o SENHOR, o teu Redentor.” Isaias 54:7;8

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

A SUA VIDA VAI FICAR BEM



Jailson Freire

Não. Não pode desistir... Ainda tem muita lenha pra queimar... Ainda tem muita vida pra viver! Ainda tem muita história pra contar...
Claro... Eu sei... A coisa pode até não parecer bem, mas ainda não é o fim. O fim só chega quando as flores não nascerem mais para nós... E isso ainda não aconteceu. Não é?
Ainda há muita coisa a ser feita. Muita gente precisa da gente. Muita gente vive um desastre e daria tudo para trocar a dor que sente pela a que você vive agora... Talvez fosse menos mal... Quem sabe?
Ou talvez nem tanto assim... Mas vá lá... Todos nós sabemos que isso vai passar em algum momento, vai passar. Pode até demorar, eu sei, mas no final a gente sai muito mais forte dessa tempestade.
Sei que muitos sonhos foram destruídos com o passar dos tempos, mas e daí... Vai desistir por isso? Porque não sonhar novos sonhos? Porque não tocar o barco da vida adiante. A final, é para frente que se anda.
Ainda que o vento sopre forte, se o Amigo eterno está no barco não há o que temer... Pague para ver!
Sim... É claro que imagino o que sente, mas veja bem: Não dá pra ficar parado no campo sem chutar a bola para o canto... Claro, pode até bater na trave, mas um dia ela entra... Ah entra!
As lembranças? As mágoas? Os danos sofridos? Que isso? Tente não reviver o que já passou... O leite que derramou, já era... Agora é seguir em frente e continuar na espera.
Como dizem... A fila anda e a vida acontece. A música continua tocando e você precisa sair do seu cantinho de mofo existencial e entrar na pista para dançar.
O Maestro da existência veio a este mundo! A sua vida vai ficar bem...

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

SE PRECISAR, JOGUE A TOALHA!


Jailson Freire

A luta parece mesmo perdida. O caos tomou conta de tudo que o cerca. Não conseguiu dá um golpe certeiro se quer. O ardiloso adversário não parou de socar a sua alma e você está quase desfalecendo. São golpes cruéis e sem piedade. A cada disparo a dor se multiplica e as lágrimas rolam como prenúncio de um fim patético... Parece mesmo faltar muito pouco para o seu fim. Você está preste a desistir... E aí?

Não é difícil imaginar o tamanho da dor existencial que um guerreiro precisa enfrentar para continuar na batalha. São muitos os laços de morte. Muitas as armadilhas forjadas nos porões da maldade. São nesses momentos que até os que parecem irmãos, tornam-se como os que conspiram contra nós.

Somos cercados por todos os lados, nos vendo por vezes, na ante-sala da morte.

Todavia, até mesmo um guerreiro sabe quando jogar a toalha. Sabe que o ultimo recurso para vencer uma luta pode está em seu treinador. Sabe que um grito de socorro não é sinal de covardia, mas de opção pela vida. Sabe que Ele sempre nos ouve. Sabe que Ele nos vê como filhinhos amados...
Que tipo de pai deixaria seu filho padecer sem que enviasse o socorro urgente?

Sabe que lutar sozinho não é a melhor escolha a ser feita. Sabe que a batalha pode até parecer perdida, mas que no ultimo instante o justo Juiz sempre levantará seus braços declarando você o vencedor do embate.

Jogar a toalha pode parecer o momento mais humilhante para um boxeador, mas se precisar jogar a toalha, jogue aos pés do Treinador eterno; o socorro sempre vem!


DEUS é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia”Salmo 46:1

terça-feira, 11 de novembro de 2008

NÃO CONTAVA COM A CRIPTONITA...




Jailson Freire



Um olhar acende o desejo que começa a arder por toda estrutura elaborada para outro fim. O desejo aumenta covardemente. Uma guerra é estabelecida e agora é pagar pra ver:

“Quem será o vencedor desta batalha? Será que suportará por muito tempo? Será que terá coragem de negar a concessão de algo tão bom? Não... A minha aposta é de que vai ceder... Sabe que depois surgirá o previsto gosto amargo, mas não importa; o doce antes do fim amargo é espetacularmente delicioso para faze-lo desistir agora...”.

Sabe que podia ter evitado o caminho, mas achou-se apto a contornar a situação. “Achava mesmo que era forte o suficiente?”.

Agora o dilema grudou na alma que está perturbada o suficiente para perder a autonomia de uma decisão sábia e inteligente.

Muitas vezes foi avisado e advertido que, apesar do gosto doce e maravilho, o fim seria pior que fel. Muitos exemplos contados a respeito do fim de outros super-homens que não contavam com a terrível criptonita.

“Achava mesmo que estava abarrotado de poder? Agora parece mais um soldado mutilado e sem as armas, segurando o que restou do capacete”.

Subestimou o inimigo e achou mesmo possível ir a guerra sem o comando do general supremo...

Agora precisa de algo para acalentar a dor de uma batalha vencida.

Venha, veja... Sabe com quem pode contar... Sabe que precisa reavaliar a estratégia de guerra. Sabe que sozinho não passa de uma criança e que só é possível vencer a guerra interior contra um exercito carnal através do elemento vermelho que escorreu num madeiro maldito em tempos passados.

É chamado ao exame e a reavaliação do ocorrido para só então tomar do alimento que trará o revigoramento para a próxima batalha que logo será apresentada a você.

Bom... O que importa é que estás vivo para a realização do concerto em seu equipamento de guerra.



Vamos! Levante e marche! Hum! Marche! Hum! Marche!

terça-feira, 4 de novembro de 2008

JOGUE O JOGO, MAS JOGUE ATÉ O FINAL!


Jailson Freire

O relógio começa a contar no dia em que inspiramos pela primeira vez. A partir deste momento, é que começa ser contada a nossa saga. Uma história inteira começa a ser contada. O final, já foi escrito e só um pode conhecer: o autor de toda existência.

O que se espera para os próximos minutos é sempre o próximo capítulo. A história precisa ser contada até o fim, mas para que cheguemos ao fim, muita coisa precisa acontecer durante a história que se iniciou com um divino inspiro.

Uma estrada nem sempre pavimentada e isenta de buracos, é o que encontramos, ao contrário, muitas curvas perigosas e estradas de chão empoeirado, é o que quase sempre temos que enfrentar.

De tudo o que passamos para chegar ao fim da saga de nossa existência, somos obrigados a participar do jogo da vida e isso é algo estimulante para alguns, quanto deprimente para outros.

O jogo da vida é cruel e frio. Vence o que melhor estudou o inimigo. Vence quem melhor dedicou-se ao conhecimento das armadilhas forjadas. Vence quem caminhar sob a luz. Vence aquele que não se abateu no primeiro golpe do inimigo. Vence quem não se deixou levar pelas palavras de desânimo do que desistiu no meio do caminho e que cochilam enquanto o filme de sua própria existência se desenrola sem que este se dê conta.

E você? O que pretende fazer diante deste obstáculo que apareceu no desenrolar do jogo de sua existência? Sim eu sei... É como uma muralha, mas e daí? Vai voltar do meio do caminho? Acha mesmo possível voltar à nave de proteção que viajou por nove meses?


Isso já aconteceu antes: Uma cidade almejada e cercada por uma imensa muralha. Um líder bem orientado. Um povo cheio de expectativas. E paciência para rodear os muros por sete longos e cansativos dias sob um sol escaldante e um frio congelante.

Um ato de obediência e fé e uma dedicação exclusiva ao objetivo; uma muralha enorme em poucos segundos é transformada num monte de escombros e pó.


Tomar posse da cidade agora, uma realidade alcançada. Esse é o jogo da vida.


Sendo assim, jogue o jogo, mas jogue até o final.

Josué 6 - Hebreus 11 : 30

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

COMO SE HUMILHA UM GIGANTE


Jailson Freire

Um duelo esquisito está para acontecer e o final está praticamente definido pelos que assistirão o embate.

A lógica nos antecipa o placar. Com ela, é possível saber de antemão quem irá vencer essa batalha desproporcional.

Sem chance para o menino... É só questão de segundos e ele terá sido massacrado pelo gigante. O Gigante? Esse não faz outra coisa a não ser debochar de um garoto que pensa poder destruí-lo.

Vamos lá... Vamos imaginar a cena: Uma funda e algumas pedrinhas na mão de um garoto; um adolescente. Um gigante exibindo uma reluzente espada e um montão de covardes fazendo suas apostas. Muitos balançando a cabeça e dizendo: “Quem esse moleque pensa que é?”. Outros: “Isso só pode ser uma piada.

Mas ao contrário de ser uma piada, a coisa é muito séria. Quem vencer leva um reino intero pra casa e pelo andar da carruagem todos já fizeram as suas apostas em quem será o próximo rei.

O garoto parece não ter noção de quem vai enfrentar... Para ele, apenas um bobalhão rosnado palavras sem sentido, uma vez que estava certo de sua impressionante vitória. Impressionante pelo menos para os que estavam assistindo as preliminares de um duelo desengonçado.

É claro! O menino não estava sozinho; ele sabia disso.

Toma a sua "arma"... - (Que arma para derrotar um gigante!) E começa a girar com disposição e fé. Não demora muito e um enorme silêncio se faz...

Quem podia acreditar naquela cena pitoresca? Um gigante transformado em dois: um corpo e uma cabeça.

Tudo isso aconteceu e a confiança do garoto estava bem alicerçada. Ele sabia em nome de quem fizera tamanha proeza. Ele confiou como um menino confia em seu pai. Ele enfrentou a coisa de frente. Ele fez a sua parte; a parte que lhe coube. Ele foi além... Ele rompeu. Ele enxergou o tamanho do seu Deus por trás do gigante. Ele mostrou para todos de que forma gigantes se tornam pequenos. Ele mostrou para nós como se humilha um gigante.

Qual é o seu gigante?

I Samuel 17

terça-feira, 21 de outubro de 2008

A MÃO GELADA E MORTA DO PASSADO


Jailson Freire


Você deve esquecer completamente do que passou. Você deve mesmo esquecer coisas passadas e que atormentam a sua vida; que tira a sua alegria... Precisa sepultar definitivamente aquela história maldita que vivenciou.

Lembranças medonhas atormentam a vida de muita gente que insiste em rejeitar o dom que nos foi concedido pelo Pai das luzes e que mesmo assim relutam em receber o que nos foi dado gratuitamente em certo momento da história.

Não é mais necessário alimentar essas coisas que covardemente nos levam a um estado de angústia por conta de algo que foi feito em algum momento da nossa existência.

Por certo, houve um sacrifício e por conta deste sacrifício não é mais necessário carregar o passado que tanto possa te angustiar. Não convém ressuscitar o que deverá continuar morto.

O que morreu não pode mais voltar. O que morreu deve ser sepultado e esquecido. O que morreu deve ficar no lugar de esquecimento.

Você precisa lembrar do sacrifício. Tem que lembrar do sangue... Tem que lembrar do grande e etreno amor... Precisa lembrar da cruz. Isso é suficiente para viver e seguir em direção ao alvo.

Lembrar do passado é como ter uma mão morta e gelada em suas costas; só serve pra dá arrepios.

Uhhhhhhhh!



Filipenses 3 : 13

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

O JUIZ QUE LALAVA OS PÉS


Jailson Freire

A posição que ele ocupava era a de maior honraria na cidadezinha. Era um juiz. O homem que mandava e desmandava, que prendia e soltava. Implacável na busca e execução da justiça. Não deixava que alguém que cometesse algum crime ou delito ficasse impune. Aplicava a lei sem titubear. Entretanto, era excessivamente orgulhoso e prepotente, mesmo se declarando por muitas vezes um juiz cristão.

Num dia como outro qualquer, vestiu-se e como todos os dias fazia, pegou o seu carro e partiu rumo ao tribunal de justiça. Era dia de julgamento.

Um homem, um criminoso estava preste a receber a merecida justiça. Seria condenado a muitos anos de prisão e isso era dado como certo até mesmo pela defesa do homem.

Ao chegar no tribunal de justiça, o juiz começou a sentir-se mal, mesmo assim resolve que o julgamento do tal homem prosseguiria normalmente.

Como todos os dias, religiosamente, antes de entrar na sala do tribunal do jure, o juiz ajoelhava e fazia a sua oração.

O julgamento seguiu normalmente e o homem foi condenado a uma pena exemplar por ter matado uma pessoa importante naquela cidade.

O juiz, ao sair da sala, sentiu-se muito mal e alguém pegou uma cadeira a fim de que ele pudesse sentar, mas ao invés de sentar ele ajoelhou e fez uma oração silenciosa. Quando se levantou, parecia ter chorado... Pediu a alguém que trouxesse um balde com água e uma toalha...

A cena que se viu logo depois foi no mínimo inusitada...

O juiz pegou o balde contendo água que trouxeram, e numa atitude escandalosa de demonstração de humildade, chamou o preso condenado... Os soldados trouxeram-no e o condenado com muita dificuldade por estar acorrentado, caminhou em direção ao juiz. O juiz se agacha e começa a lavar os pés do preso. Todos ficam escandalizados com a atitude do magistrado. Havia muito jornalista presente que fotografaram a cena. Um escândalo havia acontecido na cidade e precisava ser registrado...

Daquele momento em diante, dois homens foram libertos: O juiz, pois apesar de ser um cristão precisava ser liberto e quebrantado de seu orgulho prepotente e religiosidade rasa.

O condenado também foi liberto, pois só depois de ter seus pés lavados é que se lembrou de que há um Deus, e comovido, chorou arrependido pelo crime que havia cometido.

João 13, 5 a 9

domingo, 5 de outubro de 2008

QUEM DESISTIU DE VOCÊ?


Jailson Freire


( Baseado em fatos reais - história de um jovem que se encontra internado em um manicômio por causa das drogas - Eis um motivo para nossas orações)


Uma estória que teve um começo conturbado e que até hoje não se sabe bem o “porquê” tudo aconteceu na vida desse jovem. Podia até ser diferente, mas foi assim que o destino quis fazer começar esta estória.

Um parto complicado, muita dor e uma mãe que deseja ver o filho, mas que não pode ter este privilégio. A vida não lhe deu esse presente.

Quem poderia imaginar que acabaria assim? Quem poderia imaginar que a inexistência de alguém que foi tão amada antes mesmo que a criança pudesse conhece-la seria algo marcante e doloroso para uma vidinha tão pequena.

Ainda restava o pai, mas este não se apresentou. Este apenas culpou um inocente por algo do qual não teve qualquer culpa. O resultado seria visto ao longo do tempo da existência do menino.

Ser órfão de alguém que foi chamada à eternidade talvez pudesse até ser suportado, mas órfão de alguém que estava tão pertinho... Ah isso seria demais!

"Estava sempre ao meu lado e tão distante... Sempre fazendo questão de não me encontrar no corredor da casa. Sempre chegando mais tarde só para não ter que me olhar nos olhos. Eu já havia sido julgado e condenado e o veredicto? CULPADO!"

Culpado por ter vindo ao mundo... Isso custou uma troca da qual o pai não havia combinado com o destino. Culpado por ter provocado o ultimo suspiro da mãezinha amada. Era isso o que seu pai pensava...

"Não tive culpa... Sinto tanto quanto ele a falta dela..."

Sua ausência o fez agir como se a vida fosse completamente sem valor. Sua ausência o tornou rebelde com tudo e todos. Sua ausência levou ele a andar na contramão do que o Pai dos Céus havia traçado para ele.

"Sei que vou encontrar o caminho de volta... Sei que haverá um retorno em algum lugar dessa estrada... Sei que a mão do outro Pai está estendida e um dia, eu sei que tudo isso vai ser passado...

Um dia quando me perguntarem: “Quem desistiu de você?” Vou responder que quase todos, menos Deus."
SALMOS 27:10

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

NÃO DEIXE QUE ENTULHEM O SEU POÇO!


Jailson Freire

No decorrer da nossa existência, sentimos que a água que jorrava outrora já não jorra com a mesma intensidade. Que a fonte parece estar definitivamente secando. Que a vida já não tem mais o mesmo sabor. Que a água já não se faz mais fresca.

Sentimos que os anos ditos dourados agora não passam de lembranças embaçadas e opacas. Sem brilho e apagadas... Desejamos que essa realidade seja mudada, mas nos sentimos sem forças para realizar as mudanças.

Juntamos forças e motivações para começamos a cavar a terra em busca de esperança; em busca de água...Da água viva. Cavamos porque sabemos que isso pode sim ser possível. Porque temos motivação reencontrada na esperança depositada no semeador de esperança... No Deus que nos instrui a acreditar no “agora vai dar certo”.

É uma certeza estranha, mas latente em nosso interior de que a fonte vai jorrar. De que encontraremos águas frescas e límpidas neste novo empreendimento existencial.

Entretanto, é possível que no decorrer da empreitada, durante a escavação, apareçam os entulhadores de poços. É possível que os plantadores de desesperanças surjam do nada, pois o objetivo sempre será impedir que você colha da água da vida para uma existência feliz.

É possível até mesmo que os que vão tentar entulhar o seu poço estejam muito próximo a você e de sua realidade.

Todavia ouça! Não importa quantos são e quem são os que semeiam a desesperança em seu coração... Aconteça o que acontecer, você vai beber de uma nova água.

Anime-se e não deixe que entulhem o seu poço.



GÊNESIS 26: 15 a 22

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

ISSO É PRA VOCÊ NÃO SE ESQUECER!


Jailson Freire


Não pode ser só isso a vida! Tem que ser mais que só comprar ou vender. Tem que ser mais que só adquirir bens e coisas... Precisa ser mais do que tão somente pagar e receber. Se a vida está resumida a apenas essas coisas, então melhor seria não existir.

Essas coisas, e a busca por elas nos fazem esquecer do que mais importa. Nos fazem esquecer do verdadeiro motivo da existência. Essas coisas quase sempre levam pessoas à dor e morte. Essas coisas são fortes motivos para que amemos o que não deveríamos amar e deixemos de amar o que devemos amar.

Coisas nos levam a um frenesi de buscas e labutas que, um sábio disse certa vez: “É vaidade”.

Essas coisas entulham a nossa alma de “coisas”. É fato que só depois de adoecermos na busca incessante para consegui-las é que concluímos que não valiam tanto assim...

A final o que importa mesmo?

A nossa alma tem fome e sede... A nossa alma tem fome de amor... Sede de esperança, não a esperança que nos levam a conseguir “coisas”, mas a que nos levam para perto do nosso Criador. A nossa alma precisa lembrar a cada manhã que Ele nos ama incondicionalmente. A nossa alma necessita de sinais, pois eles nos ajudam a lembrar.

A nossa alma necessita saber que o Deus do universo, o Senhor de toda existência. O Soberano do visível e invisível, apesar de nossa insignificância nos ama.

Deixou um recado que deve ser lido regularmente e sistematicamente para nunca esquecermos do seu amor e sacrifício por nós. Deixou o símbolo para que pratiquemos em memória Dele; isso não nos deixa esquecer do que fez para que as “coisas” perdessem a importância diante da vida plena na cidade do “Eu Nunca Vou Morrer”. A vida eterna!

Deixou a comunhão. Deixou o vinho e o pão... Isso é para você nunca se esquecer!

I Coríntios 11 : 25

domingo, 31 de agosto de 2008

A SENHORA AINDA ESTÁ POR AQUI...


Jailson Freire

Estranho como existem pessoas que parecem ter vindo ao mundo apenas para passar por situações das quais não se pode ter qualquer controle e que geralmente as deixam jogas de joelhos ao chão, impotentes e sem reação diante do caos em que a vida reserva a elas.

Uma senhora que com o rosto marcado pela angústia de ver o sofrimento do seu único filho com aquela enfermidade em seus ouvidos e que o fazia sofrer a muito tempo, me fez lembrar da mãe do nosso Senhor, quando via o seu filho sangrando na cruz. Definitivamente não é fácil passar por isso!

Percebi que ela precisava naquele momento, se achegar em busca de alguém que emprestasse um pouco de atenção ao drama que ela vivia e que precisava desesperadamente compartilhar.

Ela me escolheu como ouvinte de seus dramas existenciais, foi o que aconteceu...

Não me perturbei no início com tanta desgraça contada por ela... Sua mãe morreu de forma misteriosa... O pai morreu nos seus braços... Irmão de maneira trágica... Foi criada por estranhos...

Seria mais fácil dizer uma palavra de alento se eu tivesse experimentado dor semelhante, mas não. Isso sim começou a perturbar-me. Não tinha experiência semelhante e nem pior para minimizar a dor dessa mulher, mas mesmo assim o meu Deus, me fez lembrar de que eu podia não ter experiência que pudesse fazer aquela mulher se sentir melhor por ter encontrado alguém com uma estória de vida e dor, quem sabe até pior que a dela, mas que eu tinha sim, a história do Seu Cristo para contar.

Lembro-me bem de ter dito a ela: “A senhora é uma vencedora! A senhora é uma guerreira! A senhora ainda está viva! O seu filho ainda está vivo! Ainda há esperança; a senhora ainda está por aqui!”.

Ao final da conversa ela levanta as mãos para o céu e agradece por saber que alguém havia sofrido o suficiente para fazer a sua estória se tornar um conto que logo passaria.

Depois disso o que eu pude contemplar foi uma mulher com um sorriso que segundo ela, fazia tempo não acontecia em seu rosto. Percebi então, que acabava de ser gerado fé em seu coração sofrido.

E você? Por quê você acha que ainda está por aqui?
SALMOS 09:18