
Jailson Freire
texto postado em 16.01.2007
Uma cena comum? Talvez para os que passavam por ali, mas com certeza, para mim, foi muito mais que um fato corriqueiro e normal para uma cidade deste país.
Eu não conseguia dá atenção a outra coisa que se passava à minha volta depois que meus olhos focaram a cena.
Na verdade, eu estava ali esperando um ônibus. Um dia incomum... Um domingo a tarde... Um dia excepcionamente fresco para um dia de verão. Um dia nublado... Um dia como outro qualquer... Um dia de vida a mais na existência de todos quantos vivos estamos.
Uma lição a ser aprendida. Um segredo sendo contato por Deus aos meus ouvidos e bem baixinho... Tão baixinho que quase não escuto. Mas escutei e não conseguira guardar este segredo... Preciso te contar...
Quem nunca viu um cão deitado em uma calçada qualquer dormindo em meio a um barulho ensurdecedor do trânsito? Quem já deu um pouco de atenção a este tipo de cena?
Era um cão de raça... (Da raça vira-latas) Que estava deitado na calçada do ponto de ônibus onde eu esperava o que me levaria de volta pra casa.
Não havia percebido a presença daquele cão ali no momento em que eu cheguei ao ponto, mas eu não parava de prestar a atenção a dois rapazes que conversavam a respeito do que acontecera no trabalho de um deles. – Quanta confusão meu Deus! - Até que o ônibus que os rapazes iam pegar chegou e eles partiram.
Só aí percebi que desde antes de eu chegar, o mensageiro (o cão) já estava ali a algum tempo... Muito antes de eu chegar.
O Cão dormia como quem dorme nos braços do pai. Ele não estava nem aí pra o que estava à sua volta. Apenas dormia.
Quanto a mim, não conseguia mais prestar a atenção em mais nada. Fiquei por vários minutos olhando o focinho daquele animal em sono profundo... Dormia sem se importar com o barulho dos carros e nem mesmo se algum outro animal semelhante a ele e mais forte pudesse chegar de surpresa e ataca-lo. Ele estava de fato descansando.
Não parecia preocupado com contas pra pagar e nem com os investimentos na bolsa de valores. Não estava nem aí com o IPTU, IPVA, ICMS, IR e tudo o mais... Apenas descansava e dormia tranqüilamente...
Depois de eu ter “viajado na maionese” olhando o descanso daquele cão, me lembrei das palavras do nosso Senhor quando disse: “E até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais pois; mais valeis vós do que muitos cachorrinhos.” (Lucas 12 : 7)
Claro que o Senhor falou passarinhos, mas hoje entendi cachorrinhos...
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COMENTÁRIO DO LEITOR
At Terça-feira, 16 Janeiro, 2007, eraidespacheco said…
Jailson...oi...:)Deixo aqui o meu agradecimento a Deus pela sua vida, a qual tem sido um instrumento nas mãos do SenhorSeja abençoado em o nome de Jesus
At Quarta-feira, 17 Janeiro, 2007, renatovargens said…
Excelente crônica! Parabéns.
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Uma cena comum? Talvez para os que passavam por ali, mas com certeza, para mim, foi muito mais que um fato corriqueiro e normal para uma cidade deste país.
Eu não conseguia dá atenção a outra coisa que se passava à minha volta depois que meus olhos focaram a cena.
Na verdade, eu estava ali esperando um ônibus. Um dia incomum... Um domingo a tarde... Um dia excepcionamente fresco para um dia de verão. Um dia nublado... Um dia como outro qualquer... Um dia de vida a mais na existência de todos quantos vivos estamos.
Uma lição a ser aprendida. Um segredo sendo contato por Deus aos meus ouvidos e bem baixinho... Tão baixinho que quase não escuto. Mas escutei e não conseguira guardar este segredo... Preciso te contar...
Quem nunca viu um cão deitado em uma calçada qualquer dormindo em meio a um barulho ensurdecedor do trânsito? Quem já deu um pouco de atenção a este tipo de cena?
Era um cão de raça... (Da raça vira-latas) Que estava deitado na calçada do ponto de ônibus onde eu esperava o que me levaria de volta pra casa.
Não havia percebido a presença daquele cão ali no momento em que eu cheguei ao ponto, mas eu não parava de prestar a atenção a dois rapazes que conversavam a respeito do que acontecera no trabalho de um deles. – Quanta confusão meu Deus! - Até que o ônibus que os rapazes iam pegar chegou e eles partiram.
Só aí percebi que desde antes de eu chegar, o mensageiro (o cão) já estava ali a algum tempo... Muito antes de eu chegar.
O Cão dormia como quem dorme nos braços do pai. Ele não estava nem aí pra o que estava à sua volta. Apenas dormia.
Quanto a mim, não conseguia mais prestar a atenção em mais nada. Fiquei por vários minutos olhando o focinho daquele animal em sono profundo... Dormia sem se importar com o barulho dos carros e nem mesmo se algum outro animal semelhante a ele e mais forte pudesse chegar de surpresa e ataca-lo. Ele estava de fato descansando.
Não parecia preocupado com contas pra pagar e nem com os investimentos na bolsa de valores. Não estava nem aí com o IPTU, IPVA, ICMS, IR e tudo o mais... Apenas descansava e dormia tranqüilamente...
Depois de eu ter “viajado na maionese” olhando o descanso daquele cão, me lembrei das palavras do nosso Senhor quando disse: “E até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais pois; mais valeis vós do que muitos cachorrinhos.” (Lucas 12 : 7)
Claro que o Senhor falou passarinhos, mas hoje entendi cachorrinhos...
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COMENTÁRIO DO LEITOR
At Terça-feira, 16 Janeiro, 2007, eraidespacheco said…
Jailson...oi...:)Deixo aqui o meu agradecimento a Deus pela sua vida, a qual tem sido um instrumento nas mãos do SenhorSeja abençoado em o nome de Jesus
At Quarta-feira, 17 Janeiro, 2007, renatovargens said…
Excelente crônica! Parabéns.
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